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No Huddle – Por segurança, Carolina Panthers transfere estátua de Jerry Richardson

Estátua de Jerry Richardson, antigo proprietário do Carolina Panthers

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– O Carolina Panthers anunciou nesta quarta-feira (10) que está mudando o local da estátua de Jerry Richardson, ex-proprietário da franquia, “no interesse da segurança pública”.

A estátua, que mede quase quatro metros de altura e fica na parte externa do Bank of America Stadium, foi dada a Richardson em seu aniversário de 80 anos de idade, em 2016.

Richardson foi o proprietário fundador da franquia, que começou a jogar em 1995, mas abruptamente colocou a equipe à venda depois que as alegações de má conduta racial e sexual no local de trabalho feitas contra Richardson vieram à tona em dezembro de 2017.

“Estávamos cientes da conversa mais recente em torno da estátua de Jerry Richardson e estamos preocupados com as possibilidades de a derrubarem. Estamos movendo a estátua no interesse da segurança pública”, falaram os Panthers, em comunicado divulgado no Twitter.

O jornalista Tom Pelissero, da ‘NFL Network’, apurou que, ainda que a estátua de Richardson esteja em um local de propriedade da cidade de Charlotte, a decisão de removê-la foi do time. O monumento será transferido para um local não revelado.

David Tepper comprou os Panthers em maio de 2018, pelo valor de US$ 2,275 bilhões, e disse que tinha “obrigação contratual” de manter a estátua onde ela se encontrava, perto do portão norte do Bank of America Stadium, segundo o jornal ‘Charlotte Observer’.

A decisão dos Panteras de mover a estátua ocorre no momento em que muitas cidades do país optam por remover estátuas controversas após o assassinato de George Floyd por policiais de Minneapolis.

– A NFL e a NFL Players Association (NFLPA) estão conversando sobre a possibilidade de encurtar a pré-temporada de 2020, como apurou o jornalista Tom Pelissero, da ‘NFL Network’, nesta quarta.

Nada foi finalizado ou está quase finalizado, mas vários executivos de equipes informados das conversas acreditam que poderiam acabar com metade da programação típica da pré-temporada, passando de quatro para dois jogos, acrescentou Pelissero.

Uma pré-temporada mais curta permitiria um período de aclimatação mais longo em uma liga cheia de jogadores que não puderam trabalhar normalmente na offseason com suas equipes devido às restrições provocadas pela pandemia do COVID-19.

– Richard Sherman, cornerback do San Francisco 49ers, acredita que, desta vez, em meio aos protestos pós-morte de George Floyd, uma mudança significativa pode ser promovida nos Estados Unidos.

“Desde que eu estive por perto e vivo, não me lembro de ter um impacto tão forte e ter atingido tantas pessoas e tantas pessoas chateadas e emocionadas com isso”, disse o jogador nesta quarta. “Do jeito que o mundo tem sido, mesmo em 2016 e 2017, quando aqueles caras estavam falando sobre brutalidade policial e apenas mudando as desigualdades em que vivemos como afro-americanos, eles encontraram uma maneira de atenuar essa mensagem e desviá-la e fazê-la ser sobre outra coisa, de maneira a evitar a conversa. E acho que, desta vez, está tudo mais completo e a maioria das pessoas está realmente recebendo as mensagens e vendo em primeira mão”, pontuou.

– O running back Justin Jackson, do Los Angeles Chargers, disse nesta quarta que ele acredita que Colin Kaepernick deveria se sentir “muito vindicado” por se ajoelhar durante o hino dos Estados Unidos em 2016.

“Mas acho, eu acho que o que Colin fez, em relação a ter se ajoelhado e tudo mais – o objetivo do protesto era chamar a atenção para a questão. Embora isso obviamente tenha sido distorcido por causa de uma infinidade de fatores, esse foi o motivo, essa foi a motivação por trás do protesto”, falou. “Agora que essa luz brilhou e isso está meio que realmente exposto … do jeito que estou pensando, a melhor metodologia para avançar é fazer tudo o que pudermos com nossa plataforma para efetuar essa mudança positiva”, ressaltou Jackson.

– O Minnesota Vikings se juntou ao grupo de times da National Football League que estão tentando fazer algo para promover mudanças positivas na sociedade.

Os Vikings e a família Wilf anunciaram nesta quarta uma doação de US$ 5 milhões para ajudar causas sociais ao redor dos Estados Unidos. As contribuições do fundo serão determinadas em parte através da colaboração com jogadores dos Vikings que fazem parte do comitê de justiça social da equipe, acrescentou a equipe.

Os Vikings também anunciaram uma doação para a bolsa de estudos George Floyd Legacy, com uma doação de US$ 125 mil pelo Comitê de Justiça Social dos Vikings.

– O técnico Bruce Arians, do Tampa Bay Buccaneers, participou do podcast Green Light, do ex-defensive end da NFL Chris Long, e deixou evidentes as incertezas com as quais as comissões técnicas estão lidando durante o planejamento da temporada, já que o COVID-19 segue à espreita. O head coach observou que ele está decidindo se deve manter um quarterback longe das instalações do time para assegurar que a franquia da Flórida tenha um QB saudável, caso Tom Brady ou seu reserva precisem ficar de quarentena.

“Sim, essa é uma das coisas que eu tenho ponderado nas últimas duas ou três semanas, enquanto definimos os protocolos. Pelo que entendi, se você tem um resultado positivo, fica em quarentena por duas semanas. Agora, se você não tem sintomas, não sei o que isso significa – é falso (positivo)? É … Há muito o que aprender e ainda explorar com essa coisa”, falou. “Mas pensei em manter o terceiro quarterback do elenco fora da sala (de QBs). Temos dois caras que estiveram em nosso sistema (Blaine Gabbert e Ryan Griffin), muito afiados. Então, talvez eu precise colocar um quarterback em quarentena, apenas no caso de haver uma quarentena”, ressaltou Arians.

– Alguns funcionários selecionados de Tampa Bay Buccaneers e Detroit Lions se reapresentaram às instalações de seus times nesta quarta, depois de meses trabalhando em casa. Contudo, as comissões técnicas dessas organizações ainda não se reapresentaram durante este estágio preliminar.

Ainda não há prazo para os jogadores dos Bucs se reapresentarem no AdventHealth Training Center.

– O linebacker C.J. Mosley, do New York Jets, disse aos repórteres nesta quarta que ele foi liberado para todas as atividades e espera participar do training camp sem limitações. A informação é do jornalista Brian Costello, do ‘New York Post’.

Mosley foi submetido a cirurgia na virilha/abdominal em dezembro. Em janeiro, o linebacker esperava estar pronto para os treinos de offseason. Contudo, tais treinos antes do training camp foram eliminados neste ano devido à pandemia do COVID-19.

Mosley sofreu uma lesão na virilha na semana 1 da temporada 2019, depois de compilar seis tackles, marcar um touchdown em uma interceptação e recuperar um fumble. Ele tentou retornar da contusão na semana 7, mas não estava bem e foi afastado pelo restante do campeonato.

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