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No Huddle – Proprietários da NFL aprovam termos do potencial novo acordo coletivo de trabalho (CBA)

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No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– Os proprietários da National Football League aceitaram nesta quinta-feira (20) os termos negociados de um proposto novo acordo coletivo de trabalho (CBA), enviando o voto aos jogadores antes de um possível acordo entre as partes.

Todos os 32 proprietários de times da liga se reuniram em Nova York, nesta quinta, para uma atualização da atual proposta.

Três quartos dos proprietários tinham que aprovar a proposta de CBA para que ela fosse ratificada. Ainda que os donos não tenham aprovado por unanimidade, o jornalista Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana, apurou que a proposta ainda teve apoio suficiente para seguir adiante.

“Após mais de dez meses de negociações intensas e detalhadas, os jogadores e clubes da NFL desenvolveram um conjunto abrangente de termos novos e revisados que transformarão o futuro do esporte, fornecerão aos jogadores – do passado, do presente e do futuro – tanto dentro quanto fora do campo, e garantir que o segundo século da NFL seja ainda melhor e mais emocionante para os fãs”, afirmou a liga, em comunicado oficial.

“Os membros votaram hoje para aceitar os termos negociados sobre os principais elementos de um novo Acordo Coletivo de Trabalho. A Associação de Jogadores também precisaria votar para aprovar os mesmos termos para que haja um novo acordo. Como os clubes e jogadores precisam ter um sistema em funcionamento e conhecer as regras sob as quais eles operarão até a próxima semana, a associação também aprovou seguir adiante sob o ano final do CBA de 2011 se os jogadores decidirem não aprovar os termos negociados. Por respeito ao processo e aos nossos parceiros da NFLPA, não teremos mais comentários no momento”, completa a nota.

Os representantes dos jogadores que estão na NFL Players Association (NFLPA) e o conselho executivo da NFLPA, que estavam planejando uma reunião nesta sexta (21) em Washington D.C. agora planejam fazer uma teleconferência em vez de uma reunião presencial, também nesta sexta.

Essa chamada pode resultar em uma votação para aprovar ou rejeitar a oferta dos proprietários.

Se dois terços dos jogadores da NFLPA aprovarem o acordo, ele seguiria para o próximo estágio, no qual todos os jogadores da NFL votariam e seria preciso apenas uma maioria simples (acima de 50%) para que o novo acordo coletivo de trabalho fosse confirmado.

Fontes disseram anteriormente à ‘ESPN’ norte-americana que o CBA proposto permitiria que a liga expandisse a temporada regular de 16 para 17 jogos por time em algum momento dos próximos quatro anos (mas não antes de 2021) em troca de dinheiro e outras concessões que os jogadores buscaram nas negociações. Uma concessão é que a pré-temporada seja encurtada.

Além disso, fontes disseram que, a partir de 2020, o número de classificados aos playoffs subiria de seis para sete times em cada conferência, aumentando a quantidade de classificados à pós-temporada de 12 para 14.

O desejo da liga de expandir a temporada regular foi recebido com forte oposição de muitos jogadores, que veem a temporada ampliada como um aumento desnecessário no risco à saúde e segurança dos jogadores. Mas os líderes da NFLPA ressaltaram aos atletas os benefícios do novo acordo proposto, que inclui uma porcentagem maior da receita da liga destinada aos jogadores, melhorias na política de drogas e disciplina, salários mínimos mais altos, tetos salariais por equipe mais altos e regras mais brandas de treinamentos de offseason.

– O tight end Hayden Hurst, do Baltimore Ravens, disse que viver com depressão o levou a uma tentativa de suicídio há quatro anos.

“Eu acordei no hospital. Eu não sabia o que tinha acontecido. Eu precisava que um amigo me informasse. Aparentemente, eu estava bebendo e entrei no meu apartamento e cortei meu pulso. Meu amigo me encontrou em uma poça de sangue. Ele ligou para o 911 (emergência)”, disse Hurst, à ‘First Coast News’, nesta semana.

Hurst, que era jogador de futebol americano na Universidade de South Carolina na época, bebeu e tomou pílulas naquela noite de janeiro de 2016 ao ponto de desmaiar. Ele acordou e viu-se algemado na cama e confinado a um hospital por um período de 72 horas para observação. É o que ele chama de “momento de vir a Jesus”.

“Se eu tivesse uma arma naquela noite, provavelmente teria me matado. Estou feliz por ter sido apenas uma faca. Seria uma história totalmente diferente”, disse Hurst, em uma entrevista separada ao ‘Florida Times-Union’, no mês passado.

A história de Hurst com saúde mental remonta ao ano de 2013, quando ele era um arremessador promissor no sistema de liga menor dos Pittsburgh Pirates. Ele passou de jogar 97 mph para não ser capaz de jogar a bola em linha reta. De repente, Hurst desenvolveu uma espécie de travamento, um distúrbio de ansiedade no desempenho que o afetava tanto que os arremessos passavam sobre as cabeças dos agressores.

Hurst não conseguia segurar uma bola sem a mão tremer. Ele começou a ter ataques de pânico. Em grande parte dos três anos seguintes, ele passou os dias sentado em um quarto escuro assistindo TV e as noites tentando fazer qualquer coisa para se livrar da dor.

“O objetivo sempre era apenas desmaiar. Qualquer coisa, Xanax ou cocaína, que fez esse sentimento desaparecer, eu tentei. Não foi a ideia mais brilhante que já tive”, frisou, ao ‘Times-Union’.

Após a tentativa de suicídio, Hurst parou de ingerir álcool e de usar drogas.

Selecionado na primeira rodada do draft de 2018 pelos Ravens, Hurst agora está tentando auxiliar outras pessoas que convivem com a depressão. Ele falou em escolas e faculdades em Maryland e na Flórida, sempre frisando a necessidade que a geração mais jovem deve ter de abordar a saúde mental.

“Não tenho respostas para consertar tudo isso. Ainda é uma tentativa e erro até hoje, mas direi que tenho muito mais dias bons do que dias ruins. Não sou esse super-herói retratado na TV. Sou uma pessoa comum”, finalizou.

– Drew Brees anunciou nesta semana que vai continuar defendendo o New Orleans Saints na temporada 2020 da NFL. E isso faz com que as negociações de um novo contrato sejam, basicamente, apenas algo protocolar.

Mas Sean Payton, técnico dos Saints, notou em entrevista à ‘WWL Radio’ que um novo contrato com o quarterback Taysom Hill deve ser muito mais trabalhoso do que um novo acordo com Brees.

“Se ele não estivesse sob contrato antes do ano novo da liga, eu esperaria que prestássemos muita atenção a isso e analisássemos a proposta da primeira rodada”, falou Payton sobre Hill. “Isso levará algum tempo, em relação ao contrato dele, porque é único no que ele está fazendo agora e no que sentimos que ele pode ser e o que ele pode fazer quando Drew se aposentar. Isso provavelmente exigirá um pouco mais de trabalho do que o contrato que (o general manager) Mickey (Loomis) faz com Drew”, ressaltou.

– Kyler Murray, jovem quarterback do Arizona Cardinals, está fazendo uma campanha para que seu time selecione o wide receiver CeeDee Lamb no draft de 2020. Os dois jogaram juntos na Universidade de Oklahoma.

“Eu e CeeDee temos um ótimo relacionamento. Esse é um dos meus garotos. Obviamente, eu gostaria muito dessa escolha. Obviamente, não faço escolhas. Estou aqui para o que quer que seja, mas estou ansioso pela free agency e para adicionarmos grandes jogadores e adicionarmos mais deles no draft para que possamos continuar a crescer. Mas, sim, se escolhermos o CeeDee, isso seria ótimo. Temos um relacionamento muito confortável. Joguei com ele, estive com ele por anos, então sim, eu não acho que seria uma má escolha de maneira alguma”, afirmou Murray recentemente ao jornal ‘The Arizona Republic’.

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