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No Huddle – Malcolm Jenkins cobra uma postura da NFL em relação a Colin Kaepernick

Colin Kaepernick

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– O safety Malcolm Jenkins, do New Orleans Saints, disse que os esforços de Roger Goodell, comissário da National Football League, e da liga para apoiar os jogadores que lutam pela justiça social não são suficientes. Isso porque a NFL segue sem resolver o problema com Colin Kaepernick.

“Ainda não acho que (a NFL) tenha acertado. Até que eles peçam desculpas, especificamente, a Colin Kaepernick, ou o designem para uma equipe, não acho que eles vão acabar no lado certo da história”, falou Jenkins, cofundador da Coalizão de Jogadores, em uma participação nesta terça (9) no programa CBS This Morning. “No final das contas, eles ouviram seus jogadores, doaram dinheiro, criaram uma plataforma Inspire Change; eles tentaram fazer as coisas até este ponto. Mas tem sido um jogador em particular que eles ignoraram e não reconheceram, e esse é Colin Kaepernick”, frisou.

Em um vídeo publicado na última sexta (5), Goodell disse que a NFL “condena o racismo e a opressão sistemática dos negros” e admitiu que a liga estava “errada por não ouvir os jogadores da NFL anteriormente e incentivar todos os jogadores a falarem e protestarem pacificamente. Nós, a National Football League, acreditamos que vidas negras são importantes”.

“Essa é a única coisa que as pessoas querem ouvir”, disse Jenkins, sobre o silêncio da NFL em relação a Kaepernick. “Se não for para corrigir ou reconhecer isso, então tudo mais não precisa ser dito”, pontuou.

Kaepernick foi o primeiro jogador da NFL a se ajoelhar durante o hino dos Estados Unidos, na temporada 2016, para protestar contra as injustiças sociais e raciais no país após os assassinatos de Philando Castile e Alton Sterling por policiais em dias consecutivos, em julho aquele ano.

Então quarterback do San Francisco 49ers, Kaepernick não trabalha na NFL desde a temporada 2016, depois de ser dispensado pelos Niners ao término daquele campeonato. Ele chegou a um acordo com a NFL em um processo de conluio em 2019.

– Von Miller, pass rusher do Denver Broncos, escreveu um ensaio publicado na revista ‘TIME’ e deu sua visão sobre o movimento atual nos Estados Unidos para acabar com a violência sistêmica e a brutalidade policial contra os negros.

Falando sobre suas próprias experiências de racismo como negro, Miller iniciou seu texto com as palavras comumente utilizadas para protestar contra os assassinatos de George Floyd e Eric Garner, entre outros. E essas palavras pesaram ainda mais para o defensor dos Broncos devido ao seu histórico de problemas respiratórios.

“Não sei contar as vezes que disse ‘mamãe, não consigo respirar’. ‘Papai, eu não consigo respirar’. ‘Por favor, me ajude. Não consigo respirar’”, escreveu. “Toda e cada vez, alguém ajudava. Nem imagino como seria não receber ajuda. Desde que George Floyd morreu, as lágrimas me venceram pelo menos uma vez por dia”, frisou.

No ensaio, Miller mencionou os nomes de homens negros inocentes que perderam suas vidas devido à brutalidade policial e observou que, mesmo sendo um astro bem-sucedido da NFL, ele enfrenta os mesmos problemas por ser negro nos EUA.

“Eu consegui a fama, ganhei muita riqueza, atingi o auge da minha profissão e, no entanto, sou George Floyd. Sou Ahmaud Arbery. Eu sou Tamir Rice. Eu sou Eric Garner. Eu sou Philando Castile. Eu sou Alton Sterling. Eu sou Oscar Grant. Eu sou Trayvon Martin. Eu sou Emmett Till”, afirma.

Para ler o ensaio completo de Von Miller na ‘TIMES’, clique aqui.

– Anthony Lynn, head coach do Los Angeles Chargers, retornou às instalações do time nesta terça. A informação foi confirmada pela franquia californiana em seu Twitter oficial.

Com a volta do técnico às instalações em Costa Mesa, na Califórnia, mais um treinador está de volta para trabalhar in loco, enquanto as franquias vão voltando de maneira gradativa às atividades em meio à pandemia do COVID-19.

Vale lembrar que os jogadores ainda não têm permissão para retornar às instalações, a menos que estejam fazendo reabilitação sob supervisão da equipe médica de sua respectiva organização.

– O running back Todd Gurley, que acertou com o Atlanta Falcons um contrato de um ano de duração, com valor de US$ 5,5 milhões, passou em seus testes físicos na última segunda-feira. A informação foi confirmada por Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana. O RB foi contratado há mais de dois meses.

Ainda que jogadores contratados nesta free agency estejam proibidos de frequentar as instalações dos times, devido às diretrizes em meio à pandemia do novo coronavírus, a NFL disse que tais jogadores poderiam passar por testes físicos no consultório do médico da equipe.

Gurley anteriormente não expressou preocupação em passar no exame físico, apesar das dúvidas persistentes sobre seu joelho esquerdo reparado cirurgicamente.

– Um incêndio na Blake High School, em Tampa, destruiu quase todo o equipamento do time de futebol americano da escola quando um galpão que servia para guardar o material pegou fogo em maio.

O tight end Rob Gronkowski, do Tampa Bay Buccaneers, juntamente com a Bucs Foundation, se apresentou para ajudar a escola a recuperar os equipamentos.

“Depois que recebi a confirmação de que foi apenas um galpão, fiquei aliviado”, falou o técnico Duane Thomas, da Blake High School, ao jornal ‘Tampa Bay Times’ após o incêndio. “Eu estava preocupado porque todas as coisas das crianças ainda estavam lá, elas não levavam para casa antes das férias de primavera. Somos uma escola do centro da cidade e nem todo mundo tem dinheiro para comprar coisas novas, novas chuteiras. O equipamento pode ser substituído”, completou.

Agora, ele vai contar com uma bela força de Gronk e os Bucs para retomar as atividades na equipe. Iniciativa sensacional.

– O Seattle Seahawks contratou Alonzo Highsmith, ex-executivo do Green Bay Packers e do Cleveland Browns, como membro em tempo integral do departamento de scouting da franquia.

No site oficial dos Seahawks, Highsmith está com o título de executivo de pessoal. Mais cedo nesta offseason, o time de Seattle havia trazido o profissional em um cargo de consultor. Mas, agora, ele ficará por lá.

– O New York Jets vai finalizar sua offseason virtual com treinos in loco neste final de semana, na região de Miami, onde o quarterback Sam Darnold vai reunir uma boa parte de seus companheiros de equipe para um camp informal de passes de três dias de duração.

A informação foi noticiada em primeira mão pelo ‘New York Daily News’.

Praticamente todos os jogadores importantes do ataque devem comparecer, incluindo os running backs Le’Veon Bell e Frank Gore, os wide receivers Breshad Perriman, Jamison Crowder e Denzel Mims, e o tight end Chris Herndon.

Por causa da pandemia de coronavírus, a NFL restringiu os jogadores de treinarem nas instalações de sua equipe. A offseason foi limitada a sessões online com treinadores.

– Paul ‘Rocky’ Rochester, defensive lineman que esteve presente no New York Jets que foi campeão do Super Bowl em 1969, morreu aos 81 anos de idade.

O time nova-iorquino anunciou o falecimento de Rochester em seu site oficial, nesta terça, dizendo que a morte foi no último final de semana. Contudo, não foram dados detalhes adicionais.

Rochester iniciou sua carreira no futebol americano profissional no Dallas Texans em 1960 e jogou mais de três temporadas com o time da AFL que se tornaria mais tarde o Kansas City Chiefs. Pouco depois de ser dispensado, durante a temporada de 1963, Rochester foi contratado pelos Jets e tornou-se um defensive tackle titular.

Ele jogou por seis temporadas e meia no NY Jets e fechou sua carreira como jogador ajudando o quarterback Joe Namath e a franquia a ganharem o único título de Super Bowl de sua história até hoje.

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