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No Huddle – Patrick Mahomes fala sobre “assassinatos sem sentido”

Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– O quarterback Patrick Mahomes, astro do Kansas City Chiefs, postou um comunicado em sua conta no Twitter nesta segunda-feira (1) dizendo, em um trecho, que “os assassinatos sem sentido que testemunhamos estão errados e não podem continuar em nosso país”.

“Tudo o que consigo pensar é como cresci em um vestiário, onde pessoas de todas as raças, todos os contextos e comunidades se reuniram e se tornaram irmãos para alcançar um único objetivo”, escreveu Mahomes, cujo pai, Pat, foi arremessador de beisebol. “Espero que nosso país possa aprender com as injustiças que testemunhamos para se tornar mais como o vestiário onde todos são aceitos. Todos nós precisamos nos tratar como irmãos e irmãs e nos tornarmos algo melhor. Vamos ser o mundo em que minha irmãzinha, gerações vindouras, e até meus futuros filhos crescerão sem nunca ter que experimentar essas tragédias e, em vez disso, se amarem incondicionalmente!”, prosseguiu Mahomes na nota.

O QB campeão do Super Bowl LIV também mandou orações para família e amigos de George Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery.

“Enquanto observava tudo o que aconteceu na última semana e mesmo antes disso, tentei colocar meus sentimentos em palavras. Como uma criança que nasceu com um pai negro e uma mãe branca, fui abençoado por ser aceita por quem eu sou a vida toda, mas esse não é o caso para todos”, frisou Mahomes.

O camisa 15 dos Chiefs concluiu a postagem com: “Amar e unir-se! #JusticeForGeorgeFloyd”.

Outros jogadores ao redor da National Football League, entre eles o quarterback Russell Wilson, do Seattle Seahawks, também se manifestaram.

Depois de dizer que seu “coração dói”, Wilson prosseguiu em uma postagem no Twitter: “Não podemos continuar ignorando o racismo como se ele tivesse acabado ou nunca tivesse acontecido. A contínua violência infligida aos negros e às pessoas de cor deve parar. Precisamos de uma mudança agora. Nós precisamos de amor. Precisamos de compaixão. Precisamos de graça e perdão, mesmo em meio da dor”, escreveu.

– Demario Davis, linebacker do New Orleans Saints e um membro importante da Players Coalition (Aliança dos Jogadores), falou sobre os protestos que estão ocorrendo ao redor dos Estados Unidos e no mundo, depois do assassinato de George Floyd por policiais de Minneapolis.

Em participação nesta segunda no NFL NOW, da ‘NFL Network’, o processo de tentar construir um melhor futuro começa com honrar o nome de Floyd e sua família, em um primeiro momento.

“Não podemos trazer justiça a essas famílias. A justiça traria essas pessoas de volta e não podemos trazê-las de volta. A primeira coisa que podemos fazer é tentar honrar essas famílias. A maneira como honramos essas famílias especificamente a família Floyd é garantir que todos os quatro policiais não sejam apenas acusados e presos, mas também condenados. Três dos policiais não foram presos, mas 1.600 pessoas foram presas desde o início dos protestos. Isso é um problema e continua a varrer o problema que existe para debaixo do tapete”, falou.

Davis prosseguiu: “então temos que mudar a maneira como o policiamento é feito em nosso país. Nós sabemos como responder a crises, sabemos como responder a tragédias. Basta pensar em 11 de setembro. O 11 de setembro mudou a maneira como fazemos nos aeroportos. Você nunca entrará em um aeroporto e será o mesmo. Foi alterado como uma forma de proteção. Nunca permitiríamos que essa situação ocorresse novamente em nosso país e é isso que precisamos fazer em relação ao policiamento. Precisamos mudar a maneira como policiamos para que esses incidentes não voltem a acontecer. Porque toda vez que lágrimas escorrem na América, isso nos separa”.

– Em resposta aos protestos depois da morte de George Floyd, o San Francisco 49ers doou US$ 1 milhão para organizações locais e nacionais que estão trabalhando para criar mudanças no sistema.

E Jed York, CEO da franquia californiana, participou do programa NFL NOW, da ‘NFL Network’, nesta segunda e disse que espera que os Niners consigam utilizar sua plataforma para ajudar a promover mudanças culturais profundas.

“A afirmação que eu fiz foi fácil, sempre que você vê atos hediondos, você precisa chamar a atenção para eles. Mas em termos de compromisso, acho muito importante que ações e palavras precisem se unir para facilitar a mudança nos Estados Unidos e é isso que queríamos fazer. Queríamos ter certeza de que estávamos ajudando as pessoas que estão na linha de frente da luta contra a desigualdade racial neste país a fazer seu trabalho hoje de uma maneira um pouco melhor do que o que podiam ontem e eu acho que é por isso que estamos tentando trabalhar com a Players Coalition e grupos como esse que estão tentando construir melhores relações entre policiais e as comunidades que eles servem; trabalhando na reforma da justiça criminal e tentando promover situações educacionais e econômicas para as minorias neste país. Acho que esse é o passo em frente para nós agora e acho que é nisso que precisamos nos concentrar”, ressaltou York.

O executivo dos 49ers observou que os protestos pacíficos de Colin Kaepernick, ex-QB dos Niners, durante o hino dos Estados Unidos buscaram criar mudanças. Agora, York espera que os EUA possam dar sequência a isso e continuar a lutar pela igualdade racial e social.

“Acho que começamos um trabalho de justiça social e usamos esse termo quando Colin iniciou seus protestos”, disse ele. “Acho que sempre trabalhamos nessa área, acho claro que rotulamos de justiça social. Eu acho que a peça que perdemos em 2016 e é uma peça bastante simples, não sei se alguém realmente abordou qual era o problema e estamos tentando combater o racismo neste país. Eu acho que é isso que precisamos chamar claramente e você não pode derrotar algo se não admitir que é isso contra o que está lutando”, pontuou.

– Mark Davis, proprietário do Las Vegas Raiders, deu mais detalhes à ‘ESPN’ norte-americana sobre seu comunicado emitido após a morte de George Floyd. Ele disse que já teve conversas com as autoridades de Nevada e está fazendo sua parte para tentar ajudar na causa.

“Quero me reunir com jogadores, treinadores e líderes comunitários para iniciar a conversa e discutir como avançar. As soluções começam aqui no nível local, com o procurador-geral, o xerife e outros líderes comunitários para abrir linhas de comunicação. Esse é o começo”, afirmou. “Como eu disse na minha declaração, não apenas precisamos dizer às pessoas que há algo errado, mas temos que encontrar soluções – como americanos e seres humanos. Estou tentando ser positivo, mas sincero”, frisou Davis.

– O wide receiver Henry Ruggs III, selecionado na primeira rodada do Draft NFL 2020 pelo Oakland Raiders (12ª escolha geral), já sofreu uma pequena lesão antes mesmo de sua carreira na National Football League começar de maneira oficial.

O recebedor esteve envolvido em um incidente fora de campo ajudando seu amigo em uma mudança. Aparentemente, o jogador sofreu um corte ou um ferimento mais profundo, segundo Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, mas Ruggs está “OK”.

Como acrescenta Rapoport, o machucado não é grave.

O pai de Ruggs deu uma entrevista ao ‘AL.com’ nesta segunda e disse que seu filho sofreu uma contusão na coxa. Neste momento, o wideout está usando muletas para evitar pressionar a perna machucada.

“Ele estava tentando mover um trailer ou algo assim – mover móveis ou algo assim – e o trailer meio que o prendeu contra um carro ou uma parede ou algo assim”, falou Henry Ruggs Jr., pai do atleta. “Ele está bem, estou prestes a ir lá e vê-lo daqui a pouco. Era como uma pequena ferida aberta na perna, uma pequena incisão. Como se algo o tivesse preso um pouco na coxa dele”, ressaltou.

Os Raiders emitiram uma nota dizendo que estão cientes do caso, mas que respeitam a privacidade médica de Ruggs e que não vão fazer mais comentários neste momento.

– O wide receiver Justyn Ross, da Universidade de Clemson, vai perder a temporada 2020 do futebol americano universitário depois que um exame de raio-x recente mostrou que ele tem uma “fusão congênita” em sua coluna. A informação foi revelada por Dabo Swinney, técnico do Clemson Tigers, aos repórteres nesta segunda.

Swinney disse que Ross será submetido a uma cirurgia e espera que, em janeiro, Ross esteja bem o suficiente para decidir entre entrar para o draft de 2021 da NFL ou retornar a Clemson por mais um ano.

– DeSean Jackson, wide receiver do Philadelphia Eagles, disse que “será definitivamente um choque cultural” se os times da NFL tiverem que jogar em estádios vazios nesta temporada devido à pandemia do COVID-19. Contudo, o wideout disse que, se for esse o caso, ele acredita que os jogadores devem ser estimulados para trazer aos torcedores uma olhada nos bastidores eles normalmente não têm.

“Eu acho que eles deveriam (colocar microfones nos jogadores). Eles deveriam dar aos fãs o (insight) para ver o que realmente acontece entre as linhas brancas. Fica louco, mano. Eu sei nas trincheiras que fica louco. E eu sei que do lado de fora também fica louco, as conversas que temos”, falou Jackson, em participação no podcast Outside the Lane, do seu companheiro de equipe Lane Johnson.

– Pat Dye, ex-técnico da Universidade de Auburn, morreu nesta segunda-feira aos 80 anos de idade. Ele assumiu um programa de futebol americano que era um fracasso, em 1981, e o transformou em um dos melhores do college football.

O médico legista do condado de Lee, Bill Harris, disse que Dye morreu em um hospital em Auburn devido a complicações de insuficiência renal e hepática.

O retrospecto geral de Dye como técnico é de 153 vitórias, 62 derrotas e cinco empates em 17 anos trabalhando em Auburn, Wyoming e East Carolina.

– O quarterback Josh Dobbs, do Jacksonville Jaguars, passou a offseason treinando em uma segunda função muito importante na sua vida: como estagiário da NASA.

Como parte do seu estágio em Centro Espacial Kennedy, da NASA, nesta offseason, Dobbs esteve no lançamento da SpaceX/NASA no sábado, que enviou uma tripulação para a International Space Station.

Dobbs, especialista em engenharia aeroespacial que se formou na Universidade do Tennessee, conseguiu o estágio através do programa NFL Players Association (NFLPA).

Ao jornalista Peter King, da coluna Football Morning in America, Dobbs disse que sua preparação para o lançamento foi simular ao trabalho coletivo que um time de futebol americano faz para se preparar para uma grande partida.

“Eu realmente senti o nervosismo assistindo a contagem regressiva, sabendo o que aqueles astronautas passaram para chegar a esse momento. Ser capaz de ver o trabalho em equipe envolvido na preparação para este lançamento foi incrível para mim. É muito parecido com um time de futebol americano – você vê como todos os que fazem seu trabalho se encaixam e fazem algo ótimo acontecer. Foi isso que eu realmente gostei da experiência”, disse Dobbs.

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