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No Huddle – Jimmy Garoppolo: ruptura do ligamento do joelho foi “bênção disfarçada”

Jimmy Garoppolo, quarterback do San Francisco 49ers

(Crédito: Twitter/reprodução)

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– Na temporada 2018, o San Francisco 49ers viu todo o trabalho ir por água abaixo depois que seu franchise quarterback rompeu o ligamento cruzado anterior. O resultado foi uma campanha 4-12 com C.J. Beathard e Nick Mullens comandando o ataque. Mas, segundo Jimmy Garoppolo, sua lesão grave pode ter sido uma bênção na verdade.

Com a campanha ruim no ano retrasado, os Niners ficaram com a escolha número 2 do draft. E, com ela, o time selecionou o defensive end Nick Bosa, de Ohio State, que imediatamente se tornou um dos pilares da defesa da organização californiana.

Em sua temporada de calouro, Bosa somou nove sacks, 47 tackles, um fumble forçado e uma interceptação, sendo selecionado ao Pro Bowl. E, por isso, a contusão não tenha tão sido ruim na visão de Garoppolo.

“As coisas têm um jeito de dar certo. Eu sempre disse a mim mesmo que era uma bênção disfarçada, o ligamento cruzado anterior (rompido)”, falou Garoppolo nesta quarta. “Nós tiramos Bosa disse. Essa é uma troca muito boa, eu acho. Mas, sim, as coisas têm um jeito de dar certo, eu acho. Essa viagem é uma loucura”, completou.

Além de Bosa, o wide receiver Deebo Samuel foi outra peça importante na campanha que culminou no título da divisão NFC West e a campanha número 1 da NFC nos playoffs. Tudo isso sob a liderança do general manager John Lynch e do técnico Kyle Shanahan.

“Definitivamente ajudou”, falou Shanahan. “Quero dizer, tudo acontece por uma razão, e você precisa atrair bons jogadores, alguns que fazem a diferença, e Bosa realmente tem feito a diferença. Estou muito feliz por tê-lo. Não desejo um 4-12 para ninguém, mas depois de passar por isso, é bom o que isso nos trouxe”, completou o head coach.

– O Kansas City Chiefs terá pela frente o Tennessee Titans na final da Conferência Americana (AFC), mesmo time que eliminou o New England Patriots e o Baltimore Ravens em sequência, cedendo apenas 12,5 pontos por jogo em duas partidas nos playoffs.

Mas os Chiefs acreditam que estão preparados para despachar a franquia de Nashville com um ataque liderado por Patrick Mahomes. Isso por causa de seu ataque dinâmico.

A maioria dos times utilizaram cobertura homem a homem contra Mahomes com maior frequência. O QB dos Chiefs enfrentou marcação deste tipo na segunda maior taxa na NFL (44,4%), segundo o Pro Football Focus. Os Titans utilizaram cobertura homem a homem em 35,5% dos passes nesta temporada, décima taxa na liga.

E, caso o time de Mike Vrabel opte por esse time de cobertura, os WRs dos Chiefs estão preparados.

“Sinto que ninguém na NFL pode marcar qualquer um de nós, e isso não é desrespeito a ninguém”, falou o wideout Tyreek Hill nesta quarta. “Essa é apenas a confiança que eu tenho em mim e nos wide receivers que tenho ao meu redor, incluindo os tight ends e running backs. Eu sinto que nenhuma unidade de DBs, nenhuma unidade de secundária, nenhuma defesa pode nos segurar. Portanto, homem a homem é fácil para nós superarmos. Se você permitir que a gente corra por zonas, é ainda mais fácil”, completou.

– O Pittsburgh Steelers ainda não renovou o contrato do general manager Kevin Colbert, mas parece que as tratativas estão evoluindo. Art Rooney II, proprietário da franquia da Pensilvânia, disse nesta quarta que todos os sinais indicam que o GM permanecerá na organização por pelo menos mais uma temporada.

“Estou otimista sobre Kevin permanecer no próximo ano. Temos que fazer algo. Quanto antes, melhor”, falou Rooney, segundo Gerry Dulac, do jornal ‘Pittsburgh Post-Gazette’.

Colbert está no ano final de seu contrato, que expira após o draft de 2020 da NFL, no final de abril. Durante a temporada 2019, os Steelers e Colbert decidiram esperar o término da temporada para conversarem sobre um novo acordo. E, com a offseason chegando, o papo deve ser intensificado.

Kevin Colbert continua sendo um dos melhores e mais respeitados GMs em toda a NFL. Ele tem uma habilidade de encontrar jogadores valiosos em rodadas intermediárias e avançadas do draft, especialmente na posição de wide receivers. Sob sua liderança, os Steelers ganharam dois Super Bowls e participou de três.

– O Tennessee Titans teve um início de temporada 2019 muito ruim, com duas vitórias e quatro derrotas. Contudo, o time finalizou a temporada com sete vitórias nos últimos 10 jogos, fechando com 9-7, ficou com a sexta e última vaga da Conferência Americana (AFC) nos playoffs.

Agora, o time está a quatro dias de disputar a final da AFC, que vale vaga no Super Bowl LIV, e terá pela frente o duríssimo Kansas City Chiefs. Independentemente disso, o técnico Mike Vrabel parece satisfeito, após eliminar New England Patriots e Baltimore Ravens nas duas primeiras rodadas da pós-temporada, e relembra o início duro de campeonato.

“Nós não podemos mudar o que fizemos para nos colocar nessa posição, para ter essa oportunidade. Em 15 de outubro, tínhamos 2-4. Eu era um técnico ruim, e esse era um time ruim. Tentamos acreditar uns nos outros, tentamos melhorar, tentamos nos preparar, confiarmos uns nos outros, executar e foi isso que nos trouxe até aqui”, analisou.

– No último final de semana, Derrick Henry fez história e ajudou o Tennessee Titans a superar o Baltimore Ravens na rodada de divisão dos playoffs da AFC, concretizando uma das maiores zebras da história da pós-temporada da NFL. Agora, o Kansas City Chiefs é que terá pela frente Henry e os Titans. E o time do Missouri sabe que o plano defensivo tem que girar em torno de parar Henry.

“Será preciso que todos nós o ataquemos e o envolvamos”, falou o linebacker Anthony Hitchens, dos Chiefs. “Você precisa buscar as pernas dele – conversamos a semana toda – para matar o motor. Bater nela nas coxas e nas pernas. Cortá-lo. Se você der tackle alto nele, ele tende a te carregar por mais cinco jardas. Bata nele baixo. Tudo legal e dentro do jogo, mas sim, apenas bata mais baixo nele”, frisou.

Os Ravens tentaram conter Henry e sabiam da ameaça, mas nada foi suficiente para impedir uma atuação magnífica de 195 jardas do camisa 22.

– O Green Bay Packers vai reencontrar o San Francisco 49ers no Levi’s Stadium, mesmo local onde perdeu por 37 a 8 na semana 12. Mas o técnico Matt LaFleur não poderia se importar menos com aquele jogo antes da final da Conferência Nacional (NFC).

“Eu não quero dar muita informação. Mas realmente aquele último jogo foi há muito tempo. Acho que os dois times percorreram um longo caminho desde então. Você certamente dá uma olhada nisso. Tenta tirar algumas coisas disso, mas há muita gravação deles e sabemos o que temos que fazer. Será um grande desafio. Eles são um ótimo time de futebol americano. Eles têm sido durante o ano inteiro, têm ótimos treinadores e estamos focados em nossa preparação e tentando ser o melhor possível porque vamos precisar disso no domingo”, ressaltou LaFleur, em entrevista coletiva nesta quarta.

– A equipe de arbitragem para o Super Bowl LIV foi anunciada. Bill Vinovich foi designado para ser o árbitro da final da temporada 2019 da NFL, em fevereiro. Ele já trabalhou anteriormente no Super Bowl XLIX entre New England Patriots e Seattle Seahawks, em Glendale, no Arizona.

A equipe inclui o árbitro Barry Anderson, além de Kent Payne, Carl Johnson, Michael Banks, Boris Cheek, Greg Steed e Mike Chase. Esse será o primeiro Super Bowl para Anderson e Chase, e o terceiro para Payne e Cheek.

O Super Bowl LIV será disputado no dia 2 de fevereiro no Hard Rock Stadium, no sul da Flórida. O campeão da AFC (Kansas City Chiefs ou Tennessee Titans) vai enfrentar o campeão da NFC (San Francisco 49ers ou Green Bay Packers).

– As comissões técnicas de Baltimore Ravens, liderada por John Harbaugh, e Seattle Seahawks, liderada por Pete Carroll, vão comandar as equipes da Conferência Americana (AFC) e da Conferência Nacional (NFC) no Pro Bowl, no dia 26 de janeiro, em Orlando, na Flórida.

– O Jacksonville Jaguars teve mais uma campanha decepcionante em 2019, terminando com 6-10 na temporada. Foi a décima temporada perdedora dos Jags nos últimos 12 anos.

E Mark Lamping, presidente da franquia da Flórida, foi sincero durante uma recente entrevista ao jornal ‘Florida Times-Union’.

“Nós fizemos um trabalho péssimo para vencer. Espero que nós melhoremos. Mas apenas sentar e dizer que vencer vai curar tudo, não neste mercado”, afirmou o executivo.

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