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No Huddle – Drew Brees fala em “desrespeito à bandeira”; reações são adversas

Drew Brees, quarterback do New Orleans Saints

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– Depois de compartilhar uma mensagem de união em suas redes sociais, Drew Brees causou muita polêmica nesta quarta-feira (3). Em uma entrevista ao ‘Yahoo! Finance’, o quarterback do New Orleans Saints reiterou sua postura de que “nunca concordo com ninguém desrespeitar a bandeira dos Estados Unidos da América”.

Os comentários do camisa 9 da franquia da Louisiana se deram quando ele foi questionado na entrevista para comentar os protestos de 2016 feito pelo quarterback Colin Kaepernick, então no San Francisco 49ers, contra a brutalidade policial em relação aos grupos étnicos minoritários. A forma de protesto escolhida por Kap na época foi se ajoelhar durante a execução do The Star-Spangled Banner.

As declarações de Brees geraram reações muito adversas no mundo dos esportes, incluindo do astro LeBron James, do Los Angeles Lakers, na NBA. Companheiros de equipe de Brees nos Saints também não gostaram da postura do QB.

As críticas fizeram com que Brees se visse obrigado a se retratar. O jogador de 41 anos de idade enviou um longo comunicado à ‘ESPN’ quando questionado sobre o conflito entre sua postura e também um potencial clima ruim no vestiário, já que companheiros como Malcolm Jenkins e Demario Davis estão entre os líderes da coalizão de jogadores que busca justiça e igualdade social.

“Eu amo e respeito meus colegas de equipe, e estou ali com eles em relação à luta pela igualdade e justiça racial. Também estou com meus avós que arriscaram suas vidas por este país e inúmeros outros homens e mulheres militares que fazem isso diariamente”, afirmou Brees, à ‘ESPN’.

Bastante emocionado, Jenkins disse em um vídeo (posteriormente apagado de suas redes sociais) de que ele ficou “ferido” com os comentários de Brees e que eles foram “extremamente egocêntricos”.

“Nossas comunidades estão sitiadas e precisamos de ajuda. E o que você está nos dizendo é: não peça ajuda dessa maneira, peça de uma maneira diferente. Não consigo ouvir quando você pede dessa maneira. Estamos de saco cheio pedir, Drew. E as pessoas que compartilham seus sentimentos, que as expressam e as empurram por todo o mundo, as ondas de rádio, são o problema”, afirmou Jenkins. “E é uma pena, porque eu te considerei um amigo. Eu olhei para você. Você é alguém por quem eu tinha muito respeito. Mas às vezes você deve calar a po*** da boca”, completou, no vídeo deletado.

– Vic Fangio, técnico do Denver Broncos, pediu desculpas nesta quarta pelos comentários que fez na última terça, nos quais ele disse que “não vê racismo de nenhuma forma na NFL”.

“Depois de refletir sobre meus comentários ontem e ouvir os jogadores nesta manhã, percebo que o que disse sobre racismo e discriminação na NFL estava errado. Embora eu nunca tenha experimentado pessoalmente essas coisas terríveis em primeira mão durante meus 33 anos na NFL, entendo que muitos jogadores, treinadores e funcionários têm perspectivas diferentes. Eu deveria ter sido mais claro e peço desculpas”, falou o head coach, em nota divulgada pela franquia do Colorado. “Ontem, eu queria dizer que não há cores nos vestiários em que estive ou nos campos de jogo em que treinei. Infelizmente, não vivemos ou trabalhamos apenas dentro desses limites. Fora dessas linhas – tanto na NFL quanto na sociedade – há muito trabalho a ser feito nas áreas de diversidade e na oferta de oportunidades para as minorias. Como treinador, estou ansioso para ouvir os jogadores – individualmente e coletivamente – para apoiá-los e trabalhar lado a lado para criar mudanças significativas”, completou Fangio.

– Malcolm Jenkins, safety do New Orleans Saints e um dos fundadores da Coalizão de Jogadores, é bastante respeitado dentro da National Football League por sua postura na luta por igualdade racial e social. E, nesta quarta, ele utilizou sua atitude para produzir um texto opinativo que foi publicado no jornal ‘Philadelphia Inquirer’.

No texto, escrito em meio aos protestos pelo assassinato de George Floyd por policiais de Minneapolis, Jenkins escreveu sob sua perspectiva de jogador negro e de um cidadão que sofre com muitos dos problemas que outros de sua cor de pele sofrem.

Mesmo sendo um jogador famoso de futebol americano e alguém que vive com conforto financeiro atualmente, Jenkins disse que “ainda está com medo”.

“Eu tenho medo, porque estou muito ciente de que minhas conquistas de riqueza e vida não serão apresentadas quando confrontadas com a autoridade policial. Em vez disso, minha pele fará isso. Então eu sou simplesmente preto”, escreve Jenkins. “E ser negro aos olhos de muitos policiais significa que não vale a pena proteger minha dignidade e minha vida. ‘Suas vidas não importam!’ é o que as ações policiais dizem e me disseram e a pessoas como eu há séculos. É por isso que estou na rua, ajoelhado e gritando ‘sem justiça, sem paz’ com a comunidade da Filadélfia”, frisa o atleta, no texto.

– O técnico Pete Carroll, do Seattle Seahawks, disse que nós “devemos uma quantia tremenda” a Colin Kaepernick por se posicionar contra a brutalidade policial e a opressão racial em 2016.

“Acho que houve um momento em que um jovem capturou. Ele se posicionou sobre algo, figurativamente ajoelhou-se, mas defendeu algo em que acreditava – e que momento extraordinário foi o que ele estava disposto a fazer isso”, falou Carroll no podcast Flying Coach, do ‘The Ringer’, ao lado de Steve Kerr, técnico do Golden State Warriors, e Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs. “(…) E toda a missão do que a declaração era, tão bonita… ainda é ainda a declaração que estamos fazendo hoje. Não estamos protegendo nosso povo. Não estamos cuidando uns dos outros. Não estamos fazendo as escolhas certas. Não estamos seguindo o processo certo para levar as pessoas à justiça quando ações são tomadas. Então eu acho que foi um grande sacrifício no sentido que um jovem faz, mas esses são os momentos corajosos que alguns caras tomam. E devemos uma quantia tremenda a ele, com certeza”, frisou o comandante dos Seahawks.

– Shad Khan, proprietário do Jacksonville Jaguars, mudou-se para os Estados Unidos em 1967, na busca por melhorar de vida. E ele conseguiu isso, tornando-se um grande empresário e um bilionário.

Em um artigo opinativo publicado no site dos Jags, Khan observou que sabe que o país em que se tornou rico ainda está repleto de preconceitos, discriminações e ódios que se manifestam na forma de linguagem e ações racistas.

“Os eventos dos últimos 10 dias foram alarmantes e desanimadores. É alarmante porque conhecemos a história da desigualdade sistêmica que nos levou a esse ponto, não apenas com o recente assassinato de George Floyd e outros afro-americanos em nosso país, mas também com o impacto desproporcional que o coronavírus causou em comunidades de cor. Desanimador porque essa sequência familiar de assassinato, seguida por protestos e inquietação cívica, seguida por inatividade e silêncio, ocorre cada vez mais frequentemente em nossa nação”, escreveu Khan, um muçulmano-americano, que garante que ainda encontra racismo atualmente, mesmo sendo um empresário extremamente bem-sucedido. “O vídeo que captura os momentos finais da vida de George Floyd oferece as mais terríveis evidências de injustiça que prevalecem nos EUA. Nenhuma família neste país deveria ter que dormir à noite se preocupando se seus filhos vão encontrar o policial errado no momento errado. Nenhuma família deve se preocupar com o fato de o filho perder a vida apenas por causa da cor da pele. No entanto, elas fazem. Isso nunca deveria acontecer no que deveria ser, e eu ainda acredito que seja, a maior nação do planeta”, frisou.

– Dak Prescott, quarterback do Dallas Cowboys, está se juntando aos protestos e ações em prol da igualdade racial e social nos Estados Unidos. E, em uma longa postagem no Instagram, o signal caller prometeu doar US$ 1 milhão para ajudar no combate ao racismo sistêmico.

“Pretendo tomar medidas e me comprometer com US$ 1.000.000 para melhorar nosso treinamento policial e combater o racismo sistemático por meio da advocacia e educação em nosso país”, escreveu Prescott.

Juntamente com o compromisso monetário, Prescott expressou sua crença em protestos pacíficos para ajudar a estimular o movimento Black Lives Matter e ajudar a promover o compromisso de mudar.

 

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– O Houston Texans não vai realizar reuniões virtuais da equipe na próxima terça, dia 9 de junho, para que os jogadores e membros da comissão técnica possam comparecer ao funeral de George Floyd caso eles consigam. A informação foi confirmada pelo técnico Bill O’Brien, que pretende comparecer ao funeral.

– Luke Kuechly, linebacker aposentado da National Football League, pretende seguir envolvido com o futebol americano, mesmo depois de seus dias como jogador terem acabado. E deve ser na franquia no qual atuou por toda sua carreira: o Carolina Panthers.

Bill Voth, do site oficial da franquia da Carolina do Norte, apurou nesta quarta que o ex-All-Pro está considerando ter um cargo na diretoria dos Panthers como olheiro profissional.

“Eu tive um ótimo relacionamento com Luke. Ele é meu vizinho. É ótimo se der certo, se é o que ele quer fazer”, disse Matt Rhule, novo head coach dos Panthers, aos repórteres. “Eu certamente espero que dê certo. Ele é uma ótima pessoa. Esqueça quem ele era como jogador. Ele tem que descobrir o que é certo para ele. Desde o primeiro dia, meu conselho sempre foi fazer o que é certo para você”, pontuou o treinador.

– O New York Giants e o New York Jets reabriram suas instalações de treino nesta quarta em uma capacidade limitada. A informação foi apurada por Kimberly Jones, da ‘NFL Network’, que acrescentou que “um pequeno número de empregados” retornou às instalações dos Giants.

O Buffalo Bills, a única equipe da NFL a jogar e treinar no estado de Nova York, também confirmou ao ‘NFL.com’ que suas instalações foram reabertas esta semana para “um número limitado de funcionários, de acordo com os regulamentos locais do condado/NFL”.

– Os jogadores da NFL não devem retornar às instalações de seus times antes do training camp, no final do mês de julho, segundo informações do jornalista Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana.

A maioria das equipes já reabriu suas instalações em uma base limitada para funcionários essenciais em meio à pandemia de coronavírus, mas jogadores saudáveis ainda não têm permissão para retornar.

Roger Goodell, comissário da NFL, informou aos times através de um memorando emitido nesta semana que eles deverão realizar seus training camps em suas principais instalações de treino em meio ao problema da COVID-19. O memorando também frisou que as equipes não poderão realizar treinos conjuntos com outros times da liga.

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