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NFLPA envia carta junto à declaração de James Harrison, pedindo provas sobre relatório

(Crédito: Instagram/reprodução)

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Desde o último mês de dezembro, quando documentário veiculado pela ‘Al-Jazeera America’ acusou jogadores como Peyton Manning e James Harrison de fazerem uso indevido de drogas para melhoria de desempenho esportivo, a NFL está investigando a veracidade da reportagem. Segundo Adolpho Birch, vice-presidente sênior de política do trabalho e de assuntos internos da NFL, informou no final de junho, a liga vai encontrar com os jogadores no início do training camp de seus times, dia 29 de julho no caso do linebacker. E, desde já, Harrison está trabalhando em sua defesa.

Em declaração datada desta segunda-feira (11), James Harrison nega não só o uso de substâncias ilegais como sequer ter tido contato com o homem que alega ter lhe vendido as drogas para melhoria de desempenho. Junto com o comunicado, foi enviada uma carta de Heather M. McPhee, conselheira geral da Associação dos Jogadores da NFL (NFLPA), para Birch, alegando que a liga falhou em mostrar evidências sobre as acusações contra Harrison.

“Sua carta datada de 30 de junho de 2016 afirma que não fazemos disputa que “os jogadores da NFL têm a obrigação de cooperar com as investigações da liga”, e nós não contestamos que os funcionários têm o dever de cooperar razoavelmente com as investigações do empregador – se os esforços de investigação diligente do empregador produziram provas credíveis que desencadeiem o dever de um funcionário para razoavelmente cooperar”, destaca o texto da carta.

A correspondência não representa a primeira vez que a NFLPA questiona a falta de evidências no caso, o que ocorreu ainda no último mês de junho. George Atallah, diretor-executivo assistente de relações exteriores da NFLPA, afirmou que a liga não disponibilizou informações adicionais além do documentário em si para suportar a abertura de uma investigação contra os atletas. “Nós acreditamos que se houvesse algo de concreto, eles (já) teriam nos mostrado”, falou Atallah na ocasião.

Vale lembrar que Charlie Sly, um farmacêutico de Indiana que fez as acusações para a ‘Al-Jazeera’, se retratou após as declarações sobre os jogadores. James Harrison, que chegou a ser notificado pela NFL sobre a entrevista, pediu que seu depoimento fosse tomado em sua casa e com a presença do comissário Roger Goodell.

“Em um esforço para clarificar tanto a escassez de “provas” contidas no relatório como a de falta da necessidade para a NFL de exigir entrevistas pessoais do Sr. Harrison, enviamos uma transcrição de todas as referências a ele que aparecem no relatório e uma declaração do Sr. Harrison abordando essas referências”, acrescenta o texto da carta de Heather, cuja cópia foi acessada pela ‘ESPN’ americana.

 

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