NFL

NFLPA discute protocolo de concussão, acordo coletivo e mais em Houston

Às vésperas do Super Bowl LI, Eric Winston, presidente da NFLPA, a associação de jogadores da Liga, não evitou tocar em assuntos polêmicos. Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (2), o dirigente deixou claro a seriedade com que a entidade leva questões como o protocolo de concussão.

Outros assuntos, como a extensão do acordo coletivo vigente até 2020, o uso terapêutico de maconha, e até mesmo a nova política de imigração imposta por Donald Trump foram pauta para os dirigentes da associação de jogadores, que funciona à semelhança de um sindicato. Apesar dos vários temas, o protocolo de concussão dominou a conversa.

“Nunca estaremos satisfeitos com onde a Liga estão em concussões. Nosso trabalho é fazer de tudo para assegurar que o empregador está mantendo o ambiente de trabalho o mais seguro possível”, declarou DeMaurice Smith, diretor-executivo da NFLPA.

A declaração de Smith parece repercutir a falha do Miami Dolphins em seguir o protocolo de concussão com Matt Moore recentemente. Apesar do jogador não ter sofrido uma concussão no caso, a NFLPA alega que a equipe da Flórida falhou na avaliação na lateral do campo, colocando o jogador de volta no jogo sem a absoluta certeza de que uma pancada não teria ocasionado um trauma maior. Os Dolphins não foram punidos e apenas receberam uma repreensão da NFL.

“A cultura mudou”, disse o presidente Eric Winston, também offensive tackle no Cincinatti Bengals. “A visão dos jogadores novos que entram na Liga sobre concussão é totalmente diferente de quando eu entrei. Mas é uma daquelas coisas que nunca estarão completas. Nunca estaremos terminados com o protocolo de concussão. Sempre haverá maneiras de melhorá-lo”.

No tema da extensão do acordo coletivo, Smith foi inflexível. “Eu não tenho voto, mas, a essa altura, eu não poderia recomendar que os nossos jogadores assinassem uma extensão por mais alguns anos. O que pode acontecer é uma renegociação, mas não haverá um aditivo”.

DeMaurice Smith também afirmou que a associação de jogadores está dedicando esforços para entender os efeitos da maconha para a qualidade de vida dos atletas. “Estamos olhando isso pela questão da dor”, explicou.

Por fim, o presidente da NFLPA garantiu que lutará pelos direitos dos atletas muçulmanos na NFL. “Nós estamos ao lado deles. Eu ficarei com eles se as pessoas quiserem abusar de suas famílias. As famílias de nossos irmãos muçulmanos na Liga são a nossa família”, declarou.

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