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NFLPA acusa NFL de conspiração e exige bloqueio de suspensão de Ezekiel Elliott

Ezekiel Elliott, running back do Dallas Cowboys

(Crédito: Twitter/reprodução)

A Associação dos Jogadores (NFLPA) entrou com um pedido de restrição temporária no distrito de Eastern, Texas, para que os tribunais bloqueiem qualquer suspensão contra Ezekiel Elliott dada por Harold Henderson, arbitrador da NFL, de acordo com documentos judiciais obtidos pela ‘ESPN’.

O processo da NFLPA exige que qualquer suspensão contra o running back do Dallas Cowboys seja abandonada, alegando que o processo de apelação foi “fundamentalmente injusto” e citando novos fatos revelados durante a audiência desta semana, que acabou na quinta-feira. Elliott foi suspenso por seis jogos por violar a política de conduta pessoal da liga.

Uma fonte de Joshua Anderson, da ‘ESPN’, afirmou que o jogador de 22 anos irá apresentar os documentos hoje.

“(Nós) temos que apresentar outro conjunto de documentos buscando a restrição temporária, o que acontecerá hoje. A audiência para a restrição temporária provavelmente será na terça depois de Harold (Henderson) revelar sua decisão”, falou a fonte.

Se Henderson declare que o segundo anista terá que cumprir alguma suspensão, o tribunal poderá optar por impedir a aplicação da punição enquanto o caso é revisado e Elliott potencialmente poderá jogar durante os trâmites jurídicos.

No processo, a NFLPA alega que “houve uma conspiração da liga orquestrada pelos executivos sênior da NFL… para esconder informações críticas – que exonerariam completamente Elliott” em seu caso de violência doméstica.

“Durante os últimos 13 meses que culminaram nos últimos três dias do processo de apelação, nós testemunhamos algumas das violações mais flagrantes do processo em relação a investigação da NFL sobre o Sr. Elliott”, dizia uma declaração dos advogados Frank Salzano e Scott Rosenblum, que representam o running back.

“Não só os fatos subjacentes não apoiam as falsas alegações feitas contra o Sr. Elliott, mas os processos em que ele foi investigado e julgado foram fundamentalmente injustos. O Sr. Elliott espera ser completamente apoiado e irá continuar a explorar outras opções jurídicas para corrigir o dano de imagem e financeiro que ele sofreu”.

De acordo com o processo, Kia Wright Roberts, diretora de investigações da NFL, testemunhou na terça-feira que ele foi a única a entrevistar a acusadora do jogador dos Cowboys, Tiffany Thompson, durante a investigação e que ele não recomendou a punição do running back com base no que ela encontrou.

Roberts falou seu ponto de vista para Lisa Friel, quem investiga casos de violência doméstica para a NFL. Contudo, nunca a permitiram conversar com o comissário Roger Goodell ou aos “conselheiros independentes”.

A NFLPA alega que Roberts concluiu após revisar todas as evidências que Thompson “não era credível em suas alegações”, de acordo com o processo.

“A retenção de informação crítica do processo disciplinar foi uma negação importante da justiça exigida em todas as arbitragens e, claro, não satisfaz os requisitos mínimos do processo trabalhista legal”, escreveu a união.

Joe Lockhart, porta-voz da NFL, disse na manhã desta sexta-feira que isso é “inequivocamente e absolutamente falso” que Goodell não estava ciente das descobertas de Roberts antes de impor a punição.

“A ideia que esta foi uma conspiração é falsa. As questões de credibilidade foram abordadas extensivamente no relatório de investigação. Os pontos Kia Roberts foram muito claros. O relatório de 160 páginas incluiu uma descrição generalizada dos problemas de credibilidade tanto de Tiffany Thompson como de Ezekiel Elliott”.

Lockhart ainda disse que restará ao tribunal decidir se a liga respeitou o acordo de trabalho em sua investigação e a NFL obviamente acredita que sim.

A NFLPA afirmou que Ezekiel Elliott e o sindicato tiveram negados os direitos de um julgamento justo quando Henderson não concedeu seu pedido para que Thompson testemunhasse. O running back testemunhou durante a audiência de apelação.

“Como tal, Elliott não só teve seus direitos fundamentais negados ao não poder confrontar sua acusadora e avaliar sua credibilidade, como o arbitrador também se tornou incapaz de avaliar diretamente a credibilidade de Thompson – o que era crítico para um processo justo”.

Além disso, a Associação de Jogadores questionou a negativa de Henderson de deixar Goodell testemunhar na apelação. “Sem o testemunho do comissário, não foi possível determinar o impacto total da conspiração ou precisamente o que o comissário sabia ou não sobre a conclusão do seu co-investigador principal de que não havia provas críveis suficientes para prosseguir com qualquer punição sob uma política de conduta pessoal da liga”.

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