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NFL está ‘satisfeita’ com volta da suspensão a Brady; contrato protege o quarterback

(Crédito: Instagram/reprodução)

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A suspensão de quatro jogos imposta a Tom Brady e posteriormente anulada foi reinstaurada nesta segunda-feira (25) e a National Football League não poderia estar mais contente com o desdobramento do processo relacionado ao caso Deflategate.

A decisão anunciada pela Corte de Apelação dos Estados Unidos para o Segundo Circuito reafirmou a convicção da liga de que o comissário Roger Goodell tem o poder de aplicar punições aos jogadores segundo o acordo coletivo de trabalho acertado tanto pela NFL quanto pela NFLPA, união que representa os atletas da liga.

E, logo depois da determinação, a National Football League divulgou uma nota ressaltando sua satisfação com a decisão feita pela corte de apelação.

“Estamos satisfeitos que a Corte de Apelação dos Estados Unidos para o Segundo Circuito decidiu hoje (segunda) que o comissário exerceu adequadamente sua autoridade no âmbito do acordo coletivo de trabalho para atuar em casos que envolvam a integridade do esporte. Essa autoridade tem sido reconhecida por muitos tribunais e foi expressamente incorporada em cada acordo coletivo de trabalho entre a NFL e a NFLPA nos últimos 40 anos”, declarou a NFL, em comunicado.

Nesta terça (26), um dia depois de a suspensão imposta a Brady ser reinstaurada, o próprio Roger Goodell concedeu uma entrevista ao jornalista David Westin, da ‘Bloomberg TV’, para falar sobre a determinação.

“Estamos obviamente satisfeitos com a decisão do tribunal, pensamos que foi a decisão correta. Eles foram muito firmes em sua decisão de que estava dentro de nossa autoridade e os julgamentos foram baseados em fatos sólidos. Então, nós estamos satisfeitos com isso e esperamos que possamos seguir adiante a partir daqui”, falou o mandatário da National Football League.

Um dos pontos que a corte enfatizou na sentença é que a NFLPA só pode culpar ela mesma pela suspensão de Brady, porque eles que concordaram em dar a Goodell o poder de punir e suspender jogadores.

“Em seu acordo coletivo de trabalho, os jogadores e a Liga mutuamente decidiram há muitos anos que o comissário deve investigar possíveis violações de regras, deve aplicar as sanções adequadas e pode presidir arbitragens que contestam sua punição. Embora esse regime tripartido por parecer um pouco ortodoxo, é o regime negociado e acordado entre as partes, o que só podemos presumir que eles determinaram que era mutualmente satisfatório”, declarou o tribunal de apelações em sua decisão (confira o documento completo de 33 páginas).

Embora a corte de apelações tenha criticado duramente a NFLPA, a união que representa os jogadores tentará novamente reverter a suspensão imposta ao quarterback do New England Patriots. Em comunicado, a NFLPA disse que vai “considerar todas” as suas opções legais para ajudar Brady.

“A NFLPA está desapontada com a decisão do Segundo Circuito. Nós contestamos a suspensão de Goodell a Tom Brady porque sabemos que ele não serve como um arbitrador justo e que os direitos dos jogadores foram violados sob nosso acordo coletivo. Nossa união examinará cuidadosamente a decisão, considerará todas as nossas opções e continuará a lutar pelos direitos dos jogadores e pela integridade do esporte”.

Novo contrato de Tom Brady protege o quarterback – O novo acordo fechado pelo astro do New England Patriots, que mantém o atleta vinculado à franquia até 2019, também protege o QB em relação à suspensão do caso Deflategate. O signal caller deve ter exigido isso no contrato quando o assinou, já prevendo que a penalização pudesse ser reinstaurada.

A extensão assinada por Brady incluiu um bônus de assinatura no valor de US$ 28 milhões, US$ 41 milhões em dinheiro ‘novo’ e salários-base de US$ 1 milhão em 2016, US$ 1 milhão em 2017 e US$ 14 milhões em 2018 e 2019.

Agora que a corte de apelações voltou a suspensão ao quarterback, Tom Brady terá que abrir mão de seu salário pelos quatro primeiros jogos da temporada 2016, mas com o novo contrato, ele vai abrir mão de apenas US$ 235 mil. Se a suspensão ao QB não tivesse sido anulada antes da temporada 2015, ele teria perdido US$ 2,1 milhões.

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