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Mudança no draft é a solução para acabar com o tanking

Draft NFL 2018

Crédito: Instagram/reproduçãoAdoramos os esportes americanos e – no Brasil, principalmente pela precária estrutura do futebol – temos a tendência de endeusar tudo que é feito nos Estados Unidos. Contudo, existe um grande mal nas ligas que tanto amamos: o tanking (perder de propósito), o que não existe por aqui por causa do rebaixamento.

O grande culpado é o draft, que premia os piores times com a intenção de deixar o esporte mais justo. No entanto, apesar da causa nobre, isso vem se tornando um problema para NFL, NBA e MLB.

Com esse cenário, venho apresentar a minha humilde proposta para resolver essa questão e ainda citarei algumas alternativas que vão de sensato a ‘André, você está louco!’

Minha proposta para acabar com o tanking

O grande benefício de se perder de propósito é subir no draft e ter a chance de escolher o melhor jogador disponível. Então, minha solução é simples e visa fazer os times desejarem vencer.

A primeira equipe que ficou fora dos playoffs ganha a primeira escolha e assim por diante. Por quê? Você vai recompensar quem se esforçou para realmente estar entre os melhores.

Dessa forma, não veremos times se livrando dos jogadores na trade deadline (principalmente na MLB) e isso poderia fazer uma franquia que está mal das pernas tentar uma cartada para subir algumas posições.

Sem contar que, na temporada seguinte, é possível ter uma troca de forças na liga, uma vez que quem ficou no quase terá recebido um baita reforço.

Outro ponto positivo é o fato de algumas equipes com dinheiro sobrando poderem fazer uma loucura, aumentando o salário dos atletas, para terem alguma chance em curto prazo para construir o futuro. A construção dos times também não seria voltada para a derrota como é o caso claro do Miami Marlins e, pelo visto, do Miami Dolphins.

Em relação aos times que foram aos playoffs, a divisão seguiria sendo a mesma. O campeão com a última escolha, o vice com a penúltima e assim por diante.

Alternativas para acabar com o tanking

Formato da roda

Essa é uma proposta que alguns sites especializados já citaram. Em 30 anos (ou 32 no caso da NFL), cada equipe terá uma escolha em cada uma das 30 posições. Assim, perder não faz sentido.

Será garantido que, a cada cinco anos, cada time terá uma escolha top 6 e, a cada quatro, pelo menos, uma escolha top 12. Dessa forma, se permite que as equipes que precisam se reconstruir consigam criar algo em um período de cinco temporadas.

Além disso, quem ficou com a primeira escolha geral, no ano seguinte, terá a última, seguindo um formato de espelho.

Leilão

Cada equipe ganharia pontos, sendo que a pior campanha teria mais pontos e a melhor menos. A ordem do draft seria a mesma e a primeira escolha seria utilizada para selecionar um jogador. A partir desse momento, todos os times poderiam fazer lances secretos dentro de um período e a maior oferta leva o atleta.

Aqui entraria a habilidade de blefar e fazer os outros aumentarem sua oferta. Quem gastar muito na primeira rodada, não terá poder para conseguir seus objetivos na segunda rodada, terceira, e assim por diante.

Se quiserem, podemos fazer uma limitação de jogadores “comprados” por rodada no draft.

Fim das escolhas marcadas

Aqui entramos um pouco na loucura. Ninguém passaria a ter escolhas marcadas, apenas a certeza de uma escolha por ano. A franquia receberá a posição no draft conforme a expectativa da próxima temporada. Então, se os Patriots serão campeões, eles terão a 32ª escolha.

Essa projeção poderia ser feita tanto por votos secretos dos proprietários e/ou general managers, com a ajuda dos jornalistas especialistas ou ambos. Outras opções não estão descartadas.

Bloquear as escolhas

A ideia aqui é simples. A pior campanha só poderia pegar a quinta escolha ou entre a quinta e a sétima. Dessa forma, os times não iriam perder de propósito porque saberiam que não se beneficiariam tanto.

Torneio de draft

Fácil. Os times eliminados dos playoffs se enfrentam em uma mata-mata de jogo único e o vencedor fica com a melhor escolha e assim por diante. Esse formato, obviamente, não funcionaria para a NFL. Na NBA, poderia ser feito uma semana antes dos playoffs, dando descanso para as melhores campanhas.

Fim do draft

Nesse caso, a briga seria similar à free agency e, para quem acompanha o beisebol, parecido com a janela de jogadores internacionais. A pior equipe teria um orçamento maior e a melhor o menor, e esses times duelariam para conquistar os jogadores no mercado.

Sorte

Todo ano seria feito um sorteio e a sorte definiria as escolhas. Assim nem dá para pensar em tanking, né?

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