NFL

Michael Bennett acusa policiais de Las Vegas de uso de força excessiva

Michael Bennett, defensive end do Seattle Seahawks

(Crédito: Instagram/reprodução)

O defensive end Michael Bennett, astro do Seattle Seahawks, acusou policiais de apontarem armas para ele e de usarem força excessiva durante um incidente ocorrido em Las Vegas, no mês passado.

Em sua conta oficial no Twitter, o defensor publicou um comunicado nesta quarta-feira (6) falando que se sentia “aterrorizado” e “indefeso”. O atleta também anunciou que está considerando entrar com uma ação judicial de direitos civis.

De acordo com Michael Bennett, o incidente ocorreu nas primeiras horas da manhã após a luta de boxe entre Floyd Mayweather e Conor McGregor, disputada no dia 27 de agosto, quando a polícia o apreendeu após ouvir o que parecia ser um tiroteio.

Bennett disse que os policiais apontaram armas para ele “por não fazer nada mais do que ser um homem negro no lugar errado e na hora errada”, ordenando que ele se deitasse no chão. O defensive end dos Seahawks ainda escreveu que um dos oficiais, com sua arma apontada, o alertou que iria “explodir a p**** da minha cabeça” se eu me mexesse.

Outro policial colocou o joelho nas costas de Bennett e o algemou.

“O uso excessivo de força pelos policiais era insuportável. Eu me senti desamparado enquanto eu estava deitado no chão algemado enfrentando a ameaça real de ser morto. Tudo o que eu podia pensar era ‘eu vou morrer por nenhuma outra razão além de ser negro e de que minha cor de pele é, de alguma forma, uma ameaça”, escreveu Bennett na nota.

O pass rusher do time de Seattle disse que foi colocado em uma viatura antes de os policiais confirmarem sua identidade e perceberem que ele não era um suspeito. Então, ele foi liberado “sem qualquer justificativa legítima pela conduta abusiva dos policiais”.

“Eles aparentemente perceberam que eu não era um bandido, um criminoso comum ou um homem negro comum, mas Michael Bennett, um famoso jogador de futebol americano profissional”, prosseguiu.

O policial Jacinto Rivera disse à agência ‘Associated Press’ que a polícia de Las Vegas está verificando vídeo e relatórios escritos, mas que não puderam verificar imediatamente a conta de Bennett.

O Departamento de Polícia de Las Vegas também tweetou que vai abordar a questão publicamente.

Um vídeo publicado nesta quarta pelo site ‘TMZ Sports’ mostra um policial colocando algemas em um homem que parece ser Michael Bennett. Em determinado ponto do vídeo, o homem que supostamente é Bennett é ouvido gritando ao policial: “eu não estava fazendo nada, cara! Eu estava aqui com meus amigos. Eles nos disseram para sair; todo mundo correu. Você pode responder minha pergunta, senhor?”.

Bennett disse que contratou John Burris, um advogado de direitos civis de Oakland, para investigar o incidente e determinar suas opções legais.

Atualmente com 31 anos de idade, Bennett frisou que o incidente é um exemplo da desigualdade social contra a qual ele está protestando durante o hino nacional dos Estados Unidos executado antes dos jogos da NFL.

Martellus Bennett, tight end do Green Bay Packers e irmã de Michael, publicou uma mensagem no Instagram para seu irmão dizendo que está “feliz por sua voz ser uma das que está sendo ouvida”.

Michael Bennett também tem defendido constantemente o quarterback Colin Kaepernick, ex-San Francisco 49ers, que foi o primeiro jogador da NFL a protestar publicamente durante o hino na temporada passada. Muito por causa dos protestos, Kaepernick segue sem emprego na liga até agora.

E Kaepernick expressou seu apoio a Bennett via Twitter nesta quarta.

“Essa violação que ocorreu contra meu Irmão Michael Bennett é nojenta e injusta. Apoio Michael e apoio as pessoas”, escreveu Kap na rede social.

O Seattle Seahawks não comentou sobre o incidente, mas o center Justin Britt, que apoiou Bennett nos protestos antes do hino, utilizou o Twitter para expressar seu apoio ao companheiro de equipe.

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