NFL

Malcolm Jenkins chama times de “covardes” por não contratarem Kaepernick

Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers

(Crédito: Twitter/reprodução)

Malcolm Jenkins, safety do Philadelphia Eagles, chamou os times da National Football League de “covardes” por estarem evitando Colin Kaepernick devido às eventuais reações públicas negativas com a chegada do quarterback.

Nesta semana, como apurou a jornalista Dianna Russini, da ‘ESPN’ norte-americana, o técnico John Harbaugh e o general manager Ozzie Newsome, do Baltimore Ravens, demonstraram apoio à contratação do signal caller, mas Steve Bisciotti, dono da franquia de Maryland, recebeu a ideia com relutância.

“Isso é apenas alguns outros times sendo, com muita honestidade, covardes, dizendo que eles estão com medo da reação de assinar com alguém para melhorar sua equipe, quando que a visão dos torcedores nunca esteve na equação quando se tratou de assinar com pessoas no passado”, falou Jenkins, segundo o ‘delawareonline.com’. “É a maneira de certos proprietários de usar (Kaepernick) como exemplo para desencorajar qualquer outra pessoa de fazer o que ele fez”, prosseguiu o defensor.

Na temporada passada na NFL, Kaepernick se recusou a ficar em pé durante a execução do hino dos Estados Unidos antes dos jogos da liga de maneira a protestar contra a desigualdade racial e social no país. Ele conquistou o apoio de outros nomes da liga, incluindo Jenkins, que levantou o punho acima da cabeça durante o The Star-Spangled Banner em quase todos os jogos de 2016.

Porém, com os protestos, Kap também foi alvo de muitas críticas e resistência.

O quarterback optou por sair de seu contrato com o San Francisco 49ers em março e, desde então, está livre no mercado, mesmo já tendo uma disputa de Super Bowl em seu currículo e de já ter provado que tem qualidade para, pelo menos, ser um reserva de qualidade.

“Há quatro meses, havia um debate sobre se (Kaepernick) é talentoso o suficiente e tudo mais. Eu acho que, neste momento, quando você olha para os quarterbacks que têm empregos ao redor da liga, e a quantidade de proprietários e GMs que só falaram sobre o que os torcedores pensariam sobre a posição dele. Eu acho que é seguro descartar esse argumento do talento, e basicamente focar no fato de que ele não tem um emprego unicamente porque ele não ficou em pé durante o hino no ano passado, embora ele já tenha expressado que planeja ficar em pé neste ano”, observou Jenkins. “Essa mensagem, para mim, é alta e clara dos proprietários em relação a quais são suas prioridades e como eles escolhem quem eles querem em seus times. É, definitivamente, infeliz, mas uma luz está brilhando sobre como a NFL opera e o que consideramos aceitável. Realmente não tem nada a ver com o que é certo ou errado, mas o que afeta os dólares. Isso é negócio como sempre, mas acho que é um precedente infeliz para ser estabelecido”, finalizou o safety do Philadelphia Eagles.

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