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No terceiro ano de Luck, ataque potente pode levar Colts longe

Crédito: Instagram/reprodução

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Não precisamos nem tocar no nome de Peyton Manning né? A vitória no ano passado contra o Denver Broncos na temporada regular e contra o Kansas City Chiefs nos playoffs mostrou que a era Andrew Luck já está mais próxima do Super Bowl que de um 8-8 xoxo na temporada regular. Mas como a derrota para o New England Patriots por 43 a 22 na semifinal da AFC mostrou, ainda há ajustes e posições a serem melhoradas.  Sorte que a divisão sem grandes oponentes – ok, ter que encarar o J.J Watt não é fácil – deve ter pelo segundo ano os Colts como líderes.

Comecemos pelo ataque. Entrando no seu terceiro ano na NFL, Andrew Luck dá todos os sinais que vai continuar evoluindo até chegar a ser o melhor QB da liga. Neste ano ele já pode entrar no top 5 se melhorar seus números de TDs e jardas passadas – 3.822 no ano passado. Da primeira temporada para a segunda ele cortou pela metade as interceptações (18 para 9) e manteve o número de touchdowns: 23.

Alvos não vão faltar para chegar aos números dos Rodgers, Brees e Mannings – o mais velho, no caso – da liga. O eterno wide receiver Reggie Wayne, que fez uma falta desgraçada após sua lesão no joelho que o tirou da temporada, volta. O baixinho T.Y Hilton ganha com a chegada de Hakeem Nicks, vindo dos Giants. Nicks caiu absurdamente de rendimento depois de ganhar seu anel há duas temporadas, mas ainda tem 26 anos. A franquia draftou na terceira rodada o receiver Donte Montcrief para auxiliar Luck. Darrius Heyward-Bey foi para o Pittsburgh Steelers e não deixará muitas saudades.

Na posição de tight end, o camisa 12 terá seu companheiro de Stanford Coby Fleener e a volta de Dwayne Allen, que na temporada passada jogou apenas uma partida e perdeu o resto com uma lesão no quadril.

Se pelo alto tudo parece ok, nas trincheiras não se pode dizer o mesmo. Os Colts foram a vigésima franquia em jardas corridas por jogo.  Há duas grandes razões e uma rápida de explicar para isso:

– Lesões: Vick Ballard é provavelmente o cara mais zicado do mundo. Em 2012/13 ele causou uma boa impressão, mas na temporada passada também jogou apenas uma partida e perdeu o resto. Agora adivinhem o que aconteceu no training camp? Lesão no tendão de Aquiles, fora desta temporada também. Sobra a bucha para Ahmad Bradshaw, outro ex-Giant que deixou seus melhores anos em NY mas pode ser útil para os Colts e Trent Richardson. Este foi a terceira escolha no draft de Luck #1, mas até agora não mostrou nada. A única razão para continuar na equipe é…

– Linha ofensiva: Luck esteve longe de ser “sackado” em demasia. Foram 32 sofridos, sexta melhor marca da liga. Mas temos que considerar que o garoto sabe sobreviver e pensar rápido, provado nos 109 hits que sofreu, terceira pior marca da liga. Mas como estamos falando em relação ao jogo corrido: a linha ofensiva continua uma grande interrogação, principalmente em relação a ajudar a abrir buracos para o RB passar.

– E a rápida: recebedores bons e um quarterback ótimo.  Normal o time focar mais no passe. O que não quer dizer que precise largar completamente o jogo corrido, veja bem.

Já na defesa, começo com uma pergunta: você se lembra dos Colts sem Antoine Bethea? Eu não. O safety, draftado pela franquia em 2006, foi para os 49ers. Não é uma perda irreparável, mas é um bom jogador que sai de uma defesa que se não é uma peneira, não é algo próximo dos Bears de 1985: foi a 13ª que mais cedeu jardas e teve um problema crônico para segurar as corridas, sendo uma das piores da liga no quesito. Na secundária, a boa notícia é a renovação do cornerback Vontae Davis.

No corpo de linebackers, a equipe perdeu Pat Angerer para os Falcons, mas ganhou o veterano D’Qwell Jackson, ex-Cleveland Browns. Robert Mathis, líder em sacks na última temporada, continua bastante firme e bastante forte, mas uma suspensão por uso de susbstâncias proibidas pela NFL o deixará de fora pelos primeiros quatro jogos.

A pressão no QB adversário deve continuar nesta temporada, mas a capacidade de roubar a bola e parar o jogo corrido do adversário – LeGarrette Blount fez o que quis com a defesa nos playoffs do ano passado – precisará aumentar para os Colts não dependerem tanto do ataque para ganhar os jogos.

O CARA: Andrew Luck, sem dúvida nenhuma.

O PRIMEIRO JOGO: Denver Broncos x Indianapolis Colts em Denver, no domingo, 7 de setembro.

O GRANDE JOGO: No ano passado o time já mostrou sua força ganhando dos Broncos em casa. Na semana 11, contra o New England Patriots (domingo, 16 de novembro) no Lucas Oil Stadium, pode repetir.

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