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Kyle Rudolph: será difícil ver o Philadelphia Eagles no nosso estádio

Kyle Rudolph, tight end do Minnesota Vikings

(Crédito: Twitter/reprodução)

O ‘Minneapolis Miracle’ contra o New Orleans Saints foi um dos capítulos mais épicos da história do Minnesota Vikings, sem dúvidas, mas uma grande frustração se concretizou uma semana depois do feito. Na noite deste domingo (21), a franquia de Minnesota não foi nem sombra do time que fez um milagre no final de semana anterior e foi humilhado pelo Philadelphia Eagles na final da Conferência Nacional (NFC).

A derrota por 38 a 7 encerra a campanha dos Vikings na temporada 2017 e coloca fim ao sonho de ser o primeiro time na história a disputar um Super Bowl em seu próprio estádio. A maldição continua.

Depois de abrirem 7 a 0 no começo do primeiro quarto, em passe de 25 jardas do quarterback Case Keenum para Kyle Rudolph, os Vikings foram dominados completamente pelos Eagles e sua forte defesa.

E não só a defesa, que cedeu apenas 333 jardas e forçou três turnovers, mas também o ataque de Philadelphia funcionou como um relógio. O quarterback Nick Foles demonstrou que tem todas as condições de ser um grande substituto para Carson Wentz e teve uma atuação memorável no duelo que valia vaga no Super Bowl LII, acertando 26 passes de 33 para 352 jardas e três touchdowns.

Os Vikings voltam a cair na final de conferência, assim como nas temporadas 2009, 2000 e 1998. E, ao que parece, dessa vez vai ser ainda mais doloroso, sobretudo por terem chegado tão perto de jogarem a final em sua casa: o U.S. Bank Stadium, em Minneapolis.

“Sim, quer dizer, vai ser difícil ver aqueles caras (Eagles) indo para Minnesota e jogando em nosso estádio quando estávamos tão perto”, frisou o tight end Kyle Rudolph. “Mas, como eu disse, essa derrota não tira nada do mérito dos caras neste vestiário que ralaram a bunda durante toda a temporada. Ganhar 14 jogos é difícil nesta liga e você tem que tirar o chapéu para cada cara e tudo o que eles fizeram para este time. Mas, como eu disse, será difícil assisti-los jogando em nosso estádio na próxima semana”, prosseguiu.

Enquanto do lado dos Eagles Nick Foles encheu os olhos dos fãs de futebol americano, pelos Vikings o quarterback Case Keenum não teve uma noite nada inspirada, pouco lembrando o signal caller que foi em grande parte da temporada.

O camisa 7 dos Vikings, cujo contrato está chegando ao final, acertou apenas 28 passes de 48 para 271 jardas, um touchdown e duas interceptações.

A defesa, grande ponto forte de Minnesota até então, cedeu 456 jardas e permitiu 31 dos 38 pontos marcados pelos Eagles no duelo decisivo. A linha ofensiva, que também teve boas atuações durante o campeonato, foi outro ponto bastante vulnerável para os Vikings desta vez.

“Nós gostaríamos de jogar o Super Bowl até se ele fosse na China, para ser honesto com vocês”, declarou o técnico Mike Zimmer. “Mas não jogamos bem o suficiente para vencermos, e eu sei que é isso é um clichê, mas é verdade. Senti que estávamos movendo bem a bola, e então tivemos a interceptação, então tivemos o strip sack, o fumble, então é difícil superar essas coisas quando você está fora de casa e joga assim”, frisou o head coach.

Os erros acabaram custando aos Vikings a chance de jogarem seu primeiro Super Bowl desde a temporada 1976 e o quinto Super Bowl de sua história. A oportunidade de ganhar um título inédito também fica pelo caminho.

“Eu amo este time de futebol americano. Eu os amo. Eles são grandes garotos, grandes competidores. Eu adoro como eles encaram os negócios deles. (…) Nós simplesmente não conseguimos fazer isso nesta noite”, finalizou Mike Zimmer.

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