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Justiça federal aprova acerto de US$1 bilhão com NFL sobre processos de concussões de ex-jogadores

(Crédito: Divulgação)

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A justiça federal americana aceitou acordo que fará com que a NFL pague aproximadamente US$1 bilhão nos próximos 65 anos para processos contra a liga relacionados a concussões e doenças mentais após aposentadoria.

Em estudo contratado pela NFL, mostra-se que 6.000 dos quase 20.000 jogadores aposentados podem em algum momentos desenvolver Alzheimer ou sinais moderados de demência ao longo da vida.

A média de ressarcimento para aqueles que processarem a liga será de US190.000. Porém alguns casos podem chegar a ganhar de US$1 a US$5 milhões caso o jogador seja diagnosticado com doença de Parkinson, Lou Gehrig ou mortes por traumas cerebrais durante seus 30 ou 40 anos.

Shawn Wooden, ex-safety de Chicago Bears e Miami Dolphins, expressou seu contentamento com a decisão.

“Esse acordo representa a paz de espírito para mim e para milhares de outros ex-jogadores que não tem os sintomas, mas se preocupam com o futuro,” disse o ex-jogador em um comunicado oficial. “Podemos descansar melhor sabendo que o acordo nos garante importantes testes médicos agora.”

Os benefícios podem começar a serem utilizados no próximo verão americano, porém qualquer apelação por ambas as partes pode interromper o processo.

“O que importa agora é tempo, algo que muito aposentados da liga não tem,” disse o ex-jogador Kevin Turner, que contraiu a doença de Lou Gehrig.

O acordo era de inicialmente US$765 milhões, porém a juíza Anita Brody devolveu o caso aos advogados por temer que o fundo se esvaziasse rapidamente.

A decisão acaba com um disputa judicial de quase quatro anos, e faz história ao fazer com que a NFL pague por sua negligência sobre concussões no passado.

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