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Julian Edelman: New England Patriots “avalia as pessoas diferentemente”

Julian Edelman, wide receiver do New England Patriots e MVP do Super Bowl LIII

(Crédito: Twitter/reprodução)

O New England Patriots é uma franquia bastante diferenciada e isso se reflete em seu sucesso contínuo dentro da National Football League. Em grande parte, esse sucesso é devido ao olhar de Bill Belichick e um ‘produto’ disso é Julian Edelman.

O head coach dos Pats tem uma capacidade muito grande de identificar talentos que os outros times não veem e é por conta disso que astros como Edelman chegam ao time e vencem um prêmio de MVP do Super Bowl.

O diminuto wide receiver, que não é dono de uma capacidade atlética ou velocidade invejáveis, jogou como quarterback no futebol americano universitário. E foi transformado em um WR pelo xerifão da organização de Foxborough.

No draft de 2009, Edelman foi menosprezado por todos os times da liga, mas então Belichick resolveu selecioná-lo na sétima e última rodada, com a 232ª escolha geral.

Em uma década nos Pats até agora, o wideout soma 499 recepções para 5.390 jardas e 30 touchdowns em 115 jogos de temporada regular.

Em jogos de playoffs, os números também são impressionantes: são 115 recepções para 1.412 jardas e cinco TDs.

E o próprio camisa 11 destaca que essa maneira única dos Patriots de pensar ‘fora da caixa’ é um dos grandes fatores responsáveis pela organização encontrar ouro onde todos os outros 31 times veem lixo.

“Eu acho que eles (Patriots) avaliam as pessoas de maneira diferente, honestamente”, disse Edelman em entrevista ao jornalista Peter King, da ‘NBC Sports’. “Eles não querem distrações. Eles querem caras que são versáteis. Eles querem jogadores de futebol americano mentalmente resistentes. Isso é o que eu vi ao longo da minha carreira estando lá. Eles querem um jogador de futebol americano inteligente, físico e forte. Se você não tem isso, provavelmente não vai estar lá. Então, eu tenho a sorte de ter um monte de companheiros de equipe – praticamente todos os companheiros que tive foram muito bons. Você tem esses jovens aqui que precisam aprender, mas você aprende com os caras acima de você. Eu aprendi com os Kevin Faulks, aprendi com os Toms (referência a Tom Brady), com os Wes Welkers, os caras que trabalharam duro que estavam lá jogando em alto nível de forma consistente. Se você não fizer isso, eles geralmente se livram de você”, completou.

É inegável que os Patriots fazem um trabalho ímpar para decidir quem estará em seu elenco de 53 jogadores e que a cultura dentro da organização evita muitos tipos de distrações.

O ‘NFL.com’ até ressaltou um trecho da coluna desta segunda (11) de Albert Breer, do ‘The MMQB’, para ressaltar essa diferença dentro de New England.

Breer conversa com os gêmeos McCourty, membros da secundária dos Pats, sobre a importância que o quarterback reserva Brian Hoyer teve na preparação do time antes de enfrentar o ataque do Los Angeles Rams comandado pelo head coach Sean McVay.

Hoyer jogou para Kyle Shanahan em 2014 e novamente em 2017 em San Francisco, o que ajudou a dar um auxílio fundamental para parar McVay e os Rams no Super Bowl LIII.

Eis o trecho:

“Antes do Super Bowl, ele assistiu um episódio da série Detail, de Peyton Manning, na ESPN-Plus sobre Goff, e isso o chamou a atenção – o ataque é o mesmo. Assistindo a fita dos Rams confirmou isso. Então, ele viu uma entrevista na NFL Network em que Goff e McVay falaram sobre o técnico falar no ouvido do quarterback até o corte do ponto quando faltam 15 segundos no relógio, que foi algo que Shanahan fez com Hoyer. Então, Hoyer voltou para a série All or Nothing, da Amazon, sobre os Rams; era sobre a temporada 2016, mas teve filmagens das OTAs do primeiro ano de McVay por lá. Hoyer reconheceu a linguagem.

‘Eu acho que é o risco de se expor assim’, Hoyer brincou no telefone no domingo”.

Os irmãos McCourty então seguem detalhando como Hoyer teve um papel fundamental para a evolução da defesa dos Patriots ao longo da temporada, já que ele apontava durante os treinos como um QB ia vencê-los.

Isso diz muito sobre como os Patriots encaram a montagem de elenco.

Por essas e outras, não é difícil entender por que o time de Robert Kraft é invejado por todas as demais franquias da National Football League.

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