NFL

John Mara sobre demissões no New York Giants: “inútil esperar mais”

Jerry Reese e Ben McAdoo, ex-general manager e ex-técnico do New York Giants

(Crédito: Twitter/reprodução)

Uma campanha de 2-10 até agora na temporada 2017 fez com que o New York Giants adotasse uma medida incomum na história da National Football League e fizesse uma faxina no meio do campeonato, demitindo o técnico Ben McAdoo e o general manager Jerry Reese nesta segunda-feira (4).

John Mara, coproprietário da franquia, afirmou em coletiva após as decisões serem tomadas que uma mudança neste momento era inevitável depois que ele se reuniu com Steve Tisch, também coproprietário da organização, após a derrota para o Oakland Raiders.

“Nós concordamos que mudanças por atacado precisavam ser feitas nesta organização para nos levar de volta ao time que esperamos ser. Também concordamos que era inútil esperar mais tempo para fazer essas mudanças”, declarou.

Mara observou também que tanto o general manager interino Kevin Abrams quanto o head coach interino Steve Spagnuolo serão candidatos às vagas em tempo integral em 2018, caso eles desejem.

O proprietário dos Giants revelou que Ernie Accorsi, ex-GM da franquia, será um consultor na busca por novos profissionais. A pesquisa por um novo general manager vai começar imediatamente e há “toda a probabilidade” de que esse cargo seja preenchido antes de que seja definido quem será o novo técnico principal.

Vale lembrar que, há menos de um mês, os Giants divulgaram um comunicado afirmando que nenhuma mudança no corpo técnico e na diretoria seria feita antes do término da atual temporada.

E Mara explicou por que houve essa mudança de pensamento.

“Eu mudei de ideia, mudamos de ideia. Dado todos os eventos que ocorreram, onde estamos como uma franquia agora. Para ser honesto com vocês, tornou-se cada vez mais evidente que precisaríamos fazer algo ao final da temporada. Então conversamos depois do jogo e novamente nesta manhã sobre por que prolongar por mais tempo. Por que não fazer isso agora? Eu estou muito consciente do fato de que três dos nossos últimos quatro jogos são em casa. Eu tinha consciência, tendo vivido isso antes, de qual seria a reação. Isso também nos dá um pouco de vantagem tática, permitindo que a gente comece a olhar agora para os general managers em vez de esperar até o final da temporada”, pontuou.

Ainda que John Mara tenha sugerido que a campanha 2-10 foi a principal razão para as demissões, um evento que pesou foi a decisão de mandar o quarterback Eli Manning para o banco de reservas, como a mudança foi conduzida e a reação pública.

O coproprietário dos Giants confirmou que a ideia de testar Geno Smith e Davis Webb partiu de McAdoo, mas ele garantiu que aprovou a decisão.

“Eu concordei com isso…”, frisou Mara, explicando a mudança que encerrou uma série de 210 jogos de Manning como titular dos Giants. “Vocês devem parar de culpar Ben e Jerry nisso. Se vocês querem culpar alguém, a culpa é minha. Eu certamente tinha o poder de negar isso se eu quisesse. Eu escolhi não fazer isso”, ressaltou.

Em meio aos rumores de que Eli Manning pode voltar a assumir a titularidade ainda neste ano, Mara afirmou que ainda não houve decisão por parte de Spagnuolo sobre quem será o quarterback titular contra o Dallas Cowboys, na semana 14.

Após uma temporada 11-5 em 2016, com classificação aos playoffs, o New York Giants foi um time fraquíssimo em 2017, muito por causa de falta de opções no elenco e lesões, e a decisão de mandar Eli Manning para o banco foi apenas a cereja do bolo de um ano para ser esquecido em NY.

“Realmente tem sido uma tempestade perfeita nesta temporada. Tudo o que poderia ter dado errado deu errado até agora. É simplesmente uma daquelas coisas com as quais você precisa conviver, engolir, fazer as mudanças que tem que fazer e seguir adiante”, finalizou Mara.

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