NFL

Joe Burrow chega ao Cincinnati Bengals e deve ser um plug and play

Joe Burrow, quarterback de LSU e prospecto para o Draft NFL 2020

No ano passado, foi Kyler Murray na categoria “Surpreendendo um Total de 0 Pessoas”. Agora, é Joe Burrow. Com a primeira escolha geral do Draft NFL 2020, o Cincinnati Bengals selecionou o quarterback de LSU.

O último quarterback selecionado pelos Bengals na posição mais privilegiada havia sido Carson Palmer em 2003 (infelizmente não podemos hiperkinkar nosso texto redigido na máquina de escrever). Vencedor do Heisman Trophy (assim como Burrow), ele não foi titular imediatamente e ficou sentado no banco durante toda a sua temporada inicial nos Bengals.

Isso não deve acontecer com Burrow.

Ao que tudo indica, ele chega para jogar. Imediatamente. Plug and play.

Palmer até trouxe boas coisas para a franquia de Ohio. Já em sua terceira temporada na liga, em 2005, o time teve campanha 11-5, tendo pela primeira vez uma temporada vitoriosa e com classificação aos playoffs em 15 anos.

A derrota na pós-temporada foi na rodada de wild card (como foi marca na era Marvin Lewis), mas foi um avanço. O time só voltou aos playoffs com Palmer mais uma vez, em 2009, com campanha 10-6 e nova queda no wild card.

Foram dois Pro Bowls em Cincinnati para Palmer (2005 e 2006) e uma ida ao segundo time All-Pro em 2005. A passagem se encerrou após a temporada 2010, com uma troca com o Oakland Raiders.

E isso é tudo o que os Bengals esperam que não ocorra com Burrow.

O jovem QB de LSU chega sob a expectativa de ser o rosto da franquia por uns bons anos. Mas ele que venha pronto para encarar a pressão.

Recentemente, ele pediu conselhos ao GÊNIO/MITO/LENDA Peyton Manning e ouviu sábias palavras. Em resumo: ele vai assumir a liderança de um time cheio de buracos (afinal, para um time ter a primeira escolha, ele necessariamente tem que ter sido horroroso no ano anterior) e precisa ter paciência.

Manning comeu o pão que o diabo amassou com os Colts em 1998. Isso logo depois de ser selecionado com a primeira escolha geral, ser atirado no fogo por Jim Mora e lançado 28 interceptações (até hoje um recorde na NFL para um calouro).

Mas aquela ‘casca’ que Manning ganhou em seu primeiro ano moldou o campeão de dois Super Bowls mais tarde.

Palmer, ao contrário, teve um tratamento ‘Nutella’ e… (aqui é a hora que eu me recuso a compará-lo a Manning).

Cada personalidade reage de forma diferente e cada jogador tem uma postura. Mas Burrow ser atirado no fogo imediatamente é justo. Ainda mais para um QB selecionado com a escolha mais alta.

Ele precisa criar essa ‘casca’ e ferramentas ele tem.

É campeão nacional universitário com LSU, tem uma inteligência ímpar para futebol americano, sabe passar pelas progressões e continuar olhando campo abaixo enquanto sente a pressão dos pass rushers. Tem um braço extremamente preciso.

Seu porte não é dos maiores para QBs da NFL e não tem um braço absurdamente forte. Além disso, tem somente um ano REALMENTE produtivo no college.

Mas é um QB que chega um tanto quanto pronto ao nível profissional. Até mesmo sabe correr e ganhar jardas com as pernas. Um signal caller para ser daqueles chamados de “elite”.

Uma joia rara. Mas Zac Taylor e os seus Bengals precisam saber que jogá-lo na fogueira pode ter seus efeitos colaterais.

De qualquer modo, os Bengals começam muito bem essa nova era.

Bem-vindo à National Football League, Burrow!

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