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Jim Caldwell acredita em reconciliação do Detroit Lions com Calvin Johnson

Jim Caldwell, técnico do Detroit Lions

(Crédito: Detroit Lions/divulgação)

O técnico Jim Caldwell, do Detroit Lions, mostrou preocupação com o fato de Calvin Johnson não ter ficado satisfeito com a maneira como o Detroit Lions o tratou no momento de sua aposentadoria. E o comandando da organização de Michigan afirmou nesta quarta-feira (24) que essas coisas acontecem às vezes com famílias e observou que acredita que, com o tempo, as duas partes vão conseguir fazer as pazes.

“Jogar na National Football League por um time, é como uma família. As famílias, às vezes, têm desentendimentos. Olham para as coisas de forma um pouco diferente. Eu criei meus filhos. Algumas vezes, olhamos para as coisas de forma um pouco diferente. Nós chegamos a um acordo, conversamos. Há diálogo, mas isso não significa que eu não os ame. Mas nos acertamos as diferenças”, declarou o treinador. “Acho que a mesma coisa vai acontecer nesta situação. Talvez haja um desentendimento, um ponto de vista diferente, mas a coisa mais importante, eu acho, é que talvez tudo isso leve a um pouco mais de diálogo”, prosseguiu.

Caldwell disse não ter certeza da última vez em que conversou com o ex-wide receiver no telefone, mas observou que troca mensagens de texto constantemente com Megatron, que é o líder de todos os tempos dos Lions em recepções (731), jardas recebidas (11.619) e touchdowns recebidos (83).

Entrando em seu quarto ano como head coach dos Lions, Caldwell trabalhou com Johnson em 2014 e 2015, e ele garantiu que toda a franquia fica “preocupada” quando sabe que uma de suas ex-estrelas não está feliz.

“Uma das coisas que eu acho que vocês perceberam desde que estou aqui é que nossos treinos são abertos a todos os nossos ex-jogadores. Eles podem vir a qualquer hora, qualquer dia. Não há restrições contra eles em termos de assistirem nossos treinamentos e estarem envolvidos”, falou.

Atualmente aposentado, Calvin Johnson expressou seu descontentamento com o Detroit Lions em entrevista ao jornal ‘Detroit Free Press’, neste último final de semana.

“Eu só não sinto que fui tratado da maneira que eu deveria ter sido durante minha saída. Isso é tudo. Quero dizer, está tudo bem. Não estou fazendo tempestade em copo d’água. Não me sinto de nenhuma maneira, apenas foi isso o que eles fizeram. Hey, é o que é”, falou na entrevista.

Quando Megatron resolveu pendurar as chuteiras, ele devolveu aos Lions US$ 320 mil do bônus de assinatura do seu último contrato, um décimo dos US$ 3,2 milhões que a franquia poderia ter coletado. Nem todas as equipes da NFL solicitam o pagamento de parte dos bônus de assinatura adiantados, muito menos para jogadores que são estrelas, como era o caso de Calvin Johnson.

A aposentadoria do wide receiver foi motivada em grande parte devido às lesões que ele sofreu nos últimos anos de futebol americano profissional. Ele teve problemas nos joelhos, nos dedos das mãos e tornozelos.

Não é a primeira vez que o Detroit Lions tem problema em relação a como uma estrela se sentiu depois de se aposentar. Barry Sanders, que se retirou na véspera do training camp, em 1999, acabou indo para a Justiça contra a franquia para uma disputa em relação ao reembolso do bônus de assinatura e ficou afastado da organização por anos antes de se reconciliar.

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