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James Harrison vai ouvir conselheiros sobre prazo para conceder entrevista à NFL

(Crédito: Instagram/reprodução)

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Um dos jogadores que estão sendo investigados pela liga após ser mencionado em uma reportagem da ‘Al-Jazeera America’ sobre doping, que foi ao ar no final do ano passado, James Harrison agora sabe que pode receber uma suspensão caso não tope conversar com a National Football League. Apesar disso, o linebacker do Pittsburgh Steelers não vai apressar as coisas.

Na última segunda (15), Adolpho Birch, vice-presidente da política e assuntos internos da NFL, enviou uma carta deixando claro que Harrison e os demais jogadores mencionados no documentário (os linebackers Clay Matthews e Julius Peppers, do Green Bay Packers, e Mike Neal, atualmente sem time) estão sujeitos às punições da liga se não cooperarem com a investigação até o dia 25 de agosto.

James Harrison deixou claro que está aberto a conversar com a NFL sobre as alegações de uso de esteroides. O problema do camisa 92 dos Steelers é o precedente que foi estabelecido pela liga para que eles investiguem o que quiserem, como o atleta deixou claro em conversa com os jornalistas nesta terça-feira (16).

“Eu não tenho problema de fazer a entrevista. Venha à minha casa. Traga Roger (Goodell) com você”, falou.

Harrison afirmou que não teve a chance de ler a carta da NFL, mas que vai seguir os conselhos dos advogados da NFL Players Association (NFLPA). Os advogados, inclusive, recusaram-se a comentar sobre o prazo estipulado pela liga.

Ao ser questionado por que não dar logo a entrevista, Harrison foi categórico.

“Se esse for o caso, então alguém poderia vir e dizer que James Harrison é um pedófilo. Eles vão me suspender, me colocar sob investigação por ser um pedófilo só porque alguém disse isso? Eu não vou responder perguntas para cada coisa pequena que algum Tom, Dick ou Harry disse”, observou o linebacker.

Entrando em sua 14ª temporada na NFL e com 38 anos de idade atualmente, James Harrison deixa claro que pretende continuar atuando profissionalmente, mas ele considera todas as duas opções. O líder dos Steelers, inclusive, afirma que “definitivamente” está preparado para parar se for a coisa certa a se fazer.

“Eu farei o que tenho que fazer. Eles vão fazer o que eles têm que fazer”, falou, referindo-se à NFL. “Nós vamos tomar a decisão quando essa hora chegar. Eu apenas estou fazendo o que estão me aconselhando. É a coisa certa a se fazer”, pontuou.

James Harrison acredita que a liga não seguiu todos os canais apropriados para abrir uma investigação. A política de drogas da NFL-NFLPA exige “provas documentadas confiáveis o suficiente” para a punição. Porém, como há uma suposta falta de cooperação dos atletas, a NFL pretende aplicar suspensões por “conduta prejudicial”.

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