NFL

Jamal Adams: campo é o “lugar perfeito para morrer”

Jamal Adams, safety do New York Jets

(Crédito: Instagram/reprodução)

Roger Goodell, comissário da National Football League, fez um fórum para torcedores nesta segunda-feira (31), no auditório do New York Jets, e alguns jogadores da franquia nova-iorquina e detentores de carnês de ingressos para a temporada acompanharam o evento.

Em determinado momento, a questão da encefalopatia traumática crônica (CTE) e segurança dos atletas veio à tona. E os jogadores participaram do debate, entre eles Jamal Adams.

O safety calouro dos Jets deu seu parecer, dizendo que, como defensor, “não é um grande fã” das regras que protegem jogadores de ataque. Porém, ele frisou que compreende a ênfase que a liga está dando na segurança e saúde dos atletas.

Então veio o ponto alto (e mais estranho) do fórum.

“Literalmente, se eu tivesse o lugar perfeito para morrer, eu morreria no campo”, disse Adams.

O comentário do jogador do New York Jets provocou uma série de aplausos dos torcedores.

E Roger Goodell tentou amenizar a polêmica depois do término do fórum.

“Eu acho que o que ele realmente estava querendo dizer é o quanto ele ama o esporte e o quanto é apaixonado pelo jogo. É apenas algo que significa muito para ele. Eu sei a emoção que isso envolve”, frisou o mandatário da liga.

Goodell também se pronunciou sobre a reação dos torcedores.

“Acho que os torcedores entenderam a emoção do que ele estava dizendo. Que é: nós amamos o esporte. Eu acho que eles amam o esporte. Mas não acho que alguém tenha levado isso (literalmente)”, pontuou.

O safety dos Jets observou que seu comentário sobre “morrer” foi feito no contexto de sua paixão pelo esporte.

“Eu posso falar por muitos caras que jogam o esporte. Nós vivemos e respiramos isso. É por isso que somos tão apaixonados. Literalmente, se eu tivesse um lugar perfeito para morrer, eu morreria em campo. E isso não é uma mentira. Há muito sacrifício pelo qual passamos como um time, apenas se conectando como um só e vencendo jogos. Não há nada como jogar futebol americano. Mas, novamente, eu apoio totalmente tudo para tornar o esporte mais seguro”, finalizou Adams.

Goodell voltou a defender as iniciativas da NFL para melhorar a segurança dos atletas e ressaltou que a liga espera melhorar os capacetes e colocar mais dinheiro para pesquisa sobre traumas cerebrais.

Matt Forte, running back dos Jets e que está em sua décima temporada na liga, afirmou que a CTE é “definitivamente preocupante”, mas também se disse encorajado pela evolução dos equipamentos de proteção.

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