NFL

Indianapolis Colts deposita um caminhão de esperanças em Philip Rivers; será que vale o risco?

Philip Rivers, quarterback do Los Angeles Chargers

Philip Rivers é do Indianapolis Colts. Em uma notícia que já esperávamos desde pouco depois que Rivers se ‘divorciou’ do Los Angeles Chargers, o quarterback acertou um contrato de um ano de duração, com valor de US$ 25 milhões, como o jornalista Adam Schefter, da ‘ESPN’, noticiou.

Mas o que essa contratação por um ano significa?

Primeiro de tudo, eu acho que os Colts estão muito cautelosos. Sobretudo com um QB prestes a completar 39 anos de idade e que vem de uma temporada beeeeem mais ou menos: 4.615 jardas (ótimo número), mas 23 touchdowns e 20 interceptaçoes com a camisa dos Chargers em 2019.

Além disso, os Colts estão bem no esquema ‘gato escaldado’. É um time que depositou esperanças em Jacoby Brissett (ainda que só com um contrato de dois anos) para substituir Andrew Luck após sua iminente aposentadoria. E que recebeu muito pouco de Brissett, que teve dificuldades na reta final da temporada.

No ano passado, Indianapolis perdeu sete de seus últimos nove jogos, ficando de fora dos playoffs pela quarta vez nas últimas cinco temporadas. Brissett lançou para 2.942 jardas e 18 touchdowns. Sua porcentagem de passes completados, de 60,8%, foi apenas a 30ª marca na NFL.

O que pode nos indicar que Rivers será muito melhor? Na minha opinião, quase nada.

Claro que há vantagens. Ele é muito mais experiente e pode ser um QB que pode atuar como mentor de um quarterback mais jovem. Possivelmente um jovem prospecto selecionado pelos Colts no draft.

Mas não espere grandes maravilhas. E um contrato de US$ 25 milhões por um ano de serviço, apesar de não ser um absurdo para os padrões de um QB da NFL, é bastante para um signal caller já perto dos 40 anos. E, não, Rivers não é Brady, que deve receber um acordo mega lucrativo.

Rivers é um líder de ataque que cometeu 23 turnovers ao todo em 2019. Para efeito de comparação, ele havia cometido 24 turnovers combinados nas duas temporadas anteriores, com 13 em 2018 e 11 em 2017.

“Confiança” não é uma palavra que, na minha concepção, combina com Rivers no atual estágio de sua carreira. Talvez nem ao longo de sua carreira na NFL.

Contudo, para os que defendem esta contratação, eu entendo alguns pontos. Ele pode ser a fagulha ao ataque dos Colts que Brissett nunca deu. Jacoby jogava com o freio de mão puxado na maioria das vezes. Já Rivers é dono de um Monza 84 sem freios. Se ele vê uma cobertura tripla, é lá que ele vai lançar um passe de 40 jardas.

Neste aspecto do arrojo, Rivers se compara a Brissett como Cristiano Ronaldo se compara a Soteldo.

Além disso, Rivers vai se beneficiar de uma das melhores linhas ofensivas na NFL (ainda mais com a renovação de Anthony Castonzo) e também de um grupo de running backs liderado por Marlon Mack. Isso sem falar em um wide receiver como T.Y. Hilton (se ele se mantiver saudável).

Frank Reich é mais técnico do que Anthony Lynn também, na minha humilde opinião, e tende a extrair mais de Rivers.

São muitos fatores que fazem essa contratação ser, no mínimo, interessante.

Vai dar certo? Não faço ideia e pode ter consideráveis chances de não dar. Mas que vai ser divertido ver Rivers com um capacete ‘horseshoe’, isso vai.

PS: o comércio de Indianápolis também vai prosperar com o aumento do PIB causado pelo consumo dos nove filhos de Rivers com sua esposa Tiffany.

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