NFL

Três heróis e três vilões da semana 3 da NFL

Daniel Jones, quarterback do New York Giants

Em mais uma edição quentinha desta nossa nova coluna do Quinto Quarto, vamos trazer a vocês três heróis e três vilões do final de semana da National Football League.

Esse conteúdo é especial sobretudo aos que não conseguiram acompanhar ou acompanharam ‘mahomenos’ (em homenagem ao cara que é tão óbvio que nem vamos colocar ele como heroi tanto) o domingo de semana 3 da temporada 2019.

Para relembrar, nós vamos dar peso especial para escolhas não-óbvias, especialmente para quarterbacks que deitam toda semana. Eles já disputam o troféu de MVP e não precisam de nosso glorioso prêmio.

Heróis da Semana #3 da NFL

Por Bruno Bataglin

  • Daniel Jones

Esse é o maior herói da semana 3 (seria uma heresia não colocá-lo neste posto) e o novo integrante do grupo de ídolos do Quinto Quarto. Daniel Jones assumiu o posto que antes era de Eli Manning e comandou o New York Giants em uma vitória épica. E ainda garantiu um acerto nosso no podcast de quinta (temos que celebrar e anunciar cada pequena vitória).

Os Giants estavam perdendo para o Tampa Bay Buccaneers por nada menos do que 28 a 10 no intervalo, mas o signal caller calouro fez uma segunda metade de jogo espetacular e acertou dois lançamentos para TD no terceiro quarto (recebidos por Evan Engram e Sterling Shepard), além de anotar um TD corrido de sete jardas a 1min16s do final do jogo.

Jones, que foi selecionado com a sexta escolha geral do draft deste ano e ouviu muitas vaias, acertou 23 passes de 36 para 336 jardas, dois touchdowns e nenhuma interceptação, ainda anotando dois TDs terrestres na partida, que terminou com vitória por 32 a 31.

Para ter uma dimensão do feito: foi a primeira vitória dos Giants depois de estarem perdendo por 18 ou mais pontos no intervalo desde 1949, segundo o Elias Sports Bureau. E Jones também se tornou apenas o segundo jogador desde a fusão da AFL com a NFL, em 1970, a lançar para dois TDs e marcar dois TDs corridos em seu primeiro jogo como titular (o outro foi Eric Hipple em 1981).

Jones, você é [email protected]!

  • Kyle Allen

E, se teve um QB que surpreendeu tanto quanto Daniel Jones nesta semana 3, ele foi Kyle Allen. O signal caller substituiu um lesionado Cam Newton e comandou o Carolina Panthers em uma vitória fora de casa sobre o Arizona Cardinals por 38 a 20. A atuação do camisa 7 foi quase irrepreensível.

Allen acertou 19 passes de 26 para 261 jardas e nada menos do que quatro touchdowns, saindo do State Farm Stadium com um passer rating de 144.4 (para os iniciantes em NFL, o rating perfeito para um QB é de 158.3).

Beleza, os mais chatos vão falar que Allen cometeu dois fumbles e perdeu um deles. Mas é preciso ser muito mala para achar defeito em um QB de 23 anos que foi jogado na fogueira, pegou um time 0-2 e trouxe a primeira vitória na temporada, ajudando o ataque a produzir 413 jardas totais.

Allen está no mesmo patamar que Jones nesta semana. O critério de desempate é o ‘critério carisma QQ’ que acabei de inventar. E, por isso, o Quinto Quarto deixou o QB dos Panthers em segundo.

  • Alvin Kamara

E o New Orleans Saints venceu sem Drew Brees! E na casa do Seattle Seahawks! Muito foi por causa deste homem: Alvin Kamara.

Na vitória por 33 a 27 em pleno CenturyLink Field, vitória essa que foi mais folgada do que o placar sugere, o running back de New Orleans correu 16 vezes para 69 jardas e um touchdown, além de fazer impressionantes nove recepções para 92 jardas e um TD.

161 jardas e dois TDs, quebrando tackles de tudo que é lado e o jeito moleque de ser. OK, foi bem Thiaguinho esse final de frase. Mas Kamara foi tudo isso e mais um pouco. Para mim, o grande cara dessa vitória importante que trouxe os Saints para 2-1.

Vilões da Semana #3 da NFL

Por Miguel Amado

  • Matt Gay

O Tampa Bay Buccaneers draftou um kicker na segunda rodada do Draft. Isso três anos atrás. Ou seja, o normal seria que ele estivesse chutando pelos Bucs hoje e pelo menos a próxima década. É a única justificativa para draftar um kicker na segunda rodada. Mas achar racionalidade nessa franquia é um pouco difícil.

Enfim, quem entrou para chutar pelos Buccaneers neste domingo foi Matt Gay. Ele errou um extra point, teve outro bloqueado, mas acertou um field goal de 53 jardas para dar uma ligeira compensada. Ninguém lembraria de nada disso se ele entrasse no fim da partida, com o placar mostrando seu time perdendo por um mas com a possibilidade de vencer. Só precisava acertar um field goal de 34 jardas. Errou. E por isso nós lembramos o nome de Matt Gay.

  • Chris Carson

O running back já tinha escorregado duas vezes em corridas bem desenhadas de Seattle, mas nada se compara ao fumble que ele sofreu, recuperado pelos Saints e retornado para a end zone por Vonn Bell. O placar, que estava 7 a 6 para Seattle, virou 13 a 7 para New Orleans, que depois decolou e venceu a partida.

Tudo bem, duas escorregadas e um fumble, nada de absurdo. O problema é que foi o terceiro fumble no ano, para um time que se apoia no ataque terrestre forte. E o time acabou perdendo em casa para os Saints sem Drew Brees. É razão suficiente, vai.

  • Freddie Kitchens

Este espaço estava reservado para Kyler Murray e sua linha ofensiva, que tiveram tardes pavorosas na derrota para os Panthers. Mas ai Freddie Kitchens me chama um jogo horroroso pelos Browns no Sunday Night Football e rouba este lugarzinho. O ataque dos Browns foi pouco criativo, Baker Mayfield conseguiu apenas 195 jardas, o jogo terrestre não decolou – apenas 95 jardas – e ainda teve dois momentos feios.

O primeiro deles foi uma quarta para 9 bem agressiva, considerando que ainda faltava quase 10 minutos para o fim do jogo. O problema é que a escolha foi um draw em um ataque que tem, talvez, a melhor dupla de recebedores da liga e um quarterback que sabe como pegar a bola nas mãos e passar ela.

Depois, quatro jogadas para empatar a partida no fim do jogo dentro das 5 jardas finais de campo e nada feito. Kitchens admitiu seus erros e falou que a culpa deveria ser direcionada a ele. Desejo concedido por nós!

 

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