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Hall of Famer do Futebol Americano, Cortez Kennedy morre aos 48 anos

Cortez Kennedy, ídolo do Seattle Seahawks e membro do Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF)

(Crédito: Twitter/reprodução)

Cortez Kennedy, ídolo do Seattle Seahawks e membro do Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF), morreu aos 48 anos de idade. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Orlando nesta terça-feira (23).

A polícia de Orlando confirmou à ‘ESPN’ norte-americana que eles estão investigando a morte de Kennedy, mas observou que “não há nada suspeito para relatar” neste momento. O ex-jogador morreu sozinho, de acordo com o relatório policial.

O defensive tackle Cortez Kennedy foi um jogador muito importante para os Seahawks, tanto na contenção do jogo corrido do adversário quanto na perseguição aos quarterbacks.

Eleito Jogador Defensivo do Ano da NFL em 1992, ele foi a oito Pro Bowl em sua trajetória na liga e somou 58 sacks, uma marca bem alta para um defensive tackle. Ele passou toda a sua carreira de 11 temporadas como profissional vestindo a camisa do Seattle Seahawks e foi titular em 153 dos 167 jogos que disputou.

Selecionado para o time da década de 1990 pela ‘Associated Press’, Kennedy foi creditado com 448 tackles totais, seis fumbles forçados, cinco fumbles recuperados e três interceptações, além dos 58 sacks, em sua carreira na National Football League.

Kennedy, que se aposentou em 2000, entrou no Hall da Fama em 2012. Ele também foi colocado no Ring of Honor dos Seahawks e teve sua camisa número 96 aposentada pela organização.

“Tez foi o coração e a alma dos Seahawks durante a década de 1990 e se tornou querido dos (torcedores) em todo o noroeste do Pacífico como um jogador que jogou com uma abordagem altruísta e implacável”, falou o Seattle Seahawks em nota. “Tez foi um Jogador Defensivo do Ano da NFL, um Hall of Famer do Futebol Americano Profissional, e um embaixador dos Seahawks, mas mais do que suas realizações em campo, ele foi um filho, pai, companheiro de equipe e amigo leal a muitos, tendo uma personalidade marcante e uma risada contagiante. (…) Temos orgulho de termos sido representados por uma pessoa tão especial”, completou.

Ele passou os últimos anos como consultor informal do New Orleans Saints, devido ao seu relacionamento próximo com o general manager Mickey Loomis, amizade essa que veio desde os tempos dos dois nos Seahawks.

Kennedy foi o padrinho de uma das filhas de Loomis e um dos filhos do GM dos Saints tem Cortez como nome do meio.

“Muitos que lerão sobre ele nos próximos dias lerão sobre seu sucesso no campo como um grande Seattle Seahawk e Miami Hurricane; contudo, a história completa está em seu coração amoroso, divertido, positivo e solidário. Em meus muitos anos trabalhando na NFL, ninguém melhor exemplificou o que significava ser um grande jogador em campo, e isso ainda não foi nada em comparação ao que Cortez significava para as pessoas que o conheciam fora dos campos”, declarou Loomis, em nota. “Pessoas de todas as raças, religiões e nacionalidades o consideravam um amigo; atletas e não atletas. Todos devemos aspirar a ter um coração tão grande como o dele!”, completou.

Selecionado com a terceira escolha geral do draft de 1990 da NFL, Cortez Kennedy foi um All-America na Universidade de Miami e fez parte do time do Miami Hurricanes que conquistou o campeonato nacional universitário em 1989.

Ele também entrou para o Ring of Honor do Miami Hurricanes e para o Hall da Fama da universidade.

Jimmy Johnson, que treinou Kennedy em Miami, utilizou seu Twitter para afirmar que ficou “chocado” com a morte do ex-defensive tackle.

“Chocado com o falecimento de Cortez Kennedy… um dos jogadores mais talentosos que já recrutei ou treinei… uma pessoa amorosamente divertida. É um dia triste”, escreveu.

A NFL também utilizou seu Twitter para lamentar o falecimento do astro:

David Baker, CEO do Pro Football Hall of Fame, também expressou sua admiração por Cortez em nota.

“Cortez será lembrado não só por todas as suas grandes conquistas no campo de futebol, mas também por como ele se portou fora dele. Ele personificou os muitos valores que este esporte ensina e que serve como inspiração para milhões de torcedores”, declarou Baker.

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