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Hall da Fama 2017: Warner homenageia ídolo Dan Marino; Tomlinson prega união em cerimônia

A introdução no Hall da Fama de Canton, Ohio, é uma das maiores conquistas da carreira de um jogador da National Football League — ou de alguém que exerceu qualquer função ligada a NFL. Neste sábado (5), por mais uma ano importantes nomes da história do esporte foram eternizados em uma bela e emocionante cerimônia.

Foram sete os nomes introduzidos no hall de imortais, dentre eles o quarterback Kurt Warner, duas vezes MVP da NFL e campeão do Super Bowl, o running back LaDainian Tomlinson, MVP de 2006, e Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys desde 1989, período no qual a equipe faturou três Super Bowls.

Desde o anúncio da lista dos nomes que entrariam para o Hall da Fama, Warner despontava como a grande estrela da noite. O quarterback de St. Louis Rams e Arizona Cardinals ofereceu um discurso sóbrio e sem grandes emoções, até lembrar de dois momentos de inflexão na sua vida antes do sucesso.

“Veio menos na forma de um olheiro da NFL, mais na forma de uma caixa de cereal. Na caixa, estava um dos caras com um assento aqui atrás de mim: Dan Marino”, contou Warner, enquanto o público aplaudia e Marino sorria com a lembrança. Warner trabalhava madrugadas no estoque de um mercado.

“Toda noite os olhos de Dan, the Man [Dan, o cara, apelido de Marino] me seguiam, como aqueles quadros assustadores de filmes de terror”, seguiu. Marino ria. “Toda vez que eu olhava para a caixa, Dan parecia perguntar ‘Você terminar sua vida empilhando as caixas de cereal de outro? Ou você vai algo para que alguém esteja empilhando as suas?’. Aquela conversa maluca entre eu e uma caixa de cereal colocaria em ação uma série de acontecimentos que, menos de cinco anos depois, me colocou ao lado de Dan como os dois únicos QBs no clube dos 40 touchdowns”, disse Warner, em referência a sua história temporada de 1999, quando passou para 41 touchdowns e conduziu os Rams a vitória no Super Bowl XXXIV, em janeiro de 2000.

“Dan, eu sei que você não tinha a menor ideia do seu papel, mas obrigado pela motivação”, Warner concluiu, para delírio e risos dos presentes.

LaDainian Tomlinson: “minha história é a história da América”

Um dos maiores running backs de todos os tempos, Tomlinson sempre foi considerado uma figura serena dentro e fora de campo. Na noite de sua eternização no Hall da Fama, ele quebrou a regra e tocou em assuntos delicados com a perspectiva de ser um negro que nasceu, cresceu e viveu a vida toda nos Estados Unidos.

L.T. lembrou a história de seu tata-tata-tataravô, que viveu também nos Estados Unidos. Como escravo. “Meu nome começou com um homem que era dono do meu tata-tata-tataravô”, iniciou o running back, causando silêncio na cerimônia. Hoje, ele é orgulhosamente carregado por mim, meus filhos, minha família. As pessoas me para nas ruas porque me conhecem como L.T., o jogador de futebol americano. Mas, no pós-futebl, as pessoas passaram a me reconhecer por LaDainian Tomlinson, não simplesmente pelo que fiz como jogador, mas pelo homem que sou. A história da família que começou de uma maneira tão cruel abriu caminho para bem-sucedidos, carinhosos Tomlinsons. Eu acredito que Deus me escolheu para colocar juntas essas duas raças sob um sobrenome: Tomlinson”.

O atleta, uma das lendas no backfield, detém inúmeros recordes, incluindo o de maior número de touchdowns anotados numa temporada, com 31, estabelecido em 2005. Ele também é o terceiro na lista de TDs em todos tempos (162), e quinto em jardas corridas (13.684). Debaixo de gritos de “L.T.”, o camisa 21 seguiu no discurso pedindo união entre americanos.

“Futebol é um microcosmo da América. Todas as raças e religiões competem lado a lado. Quando você é parte de um time, você entende seus companheiros, as forças e fraquezas deles, e trabalha por um único objetivo. Eu desejo que sejamos o Time América. Nesse time, não escolhamos ser contra alguém. Escolhamos ser por alguém. Meu tata-tata-tataravô não teve escolha. Nós temos”, discursou o running back e emocionou o público.

Jerry Jones foi Jerry Jones — e muito mais

O polêmico dono dos Cowboys não podia deixar deixar a oportunidade passar limpa, e obviamente elogiou em excesso seus jogadores, sua família e sua organização, que recentemente foi mais uma vez foi apontada como a equipe esportiva mais valiosa do mundo — 4,2 bilhões de dólares.

Mas Jones também surpreendeu em seu discurso, o mais longo da noite com quase 37 minutos. Recontando o início de sua era no Cowboys, que começou em 1989, quando comprou o time por apenas 140 milhões de dólares, ele desmentiu alguns mitos e mostrou humildade, agradeçendo o ex-treinador de Dallas Jimmie Johnson.

“Ao contrário do senso comum, nós trabalhamos tão bem juntos por cinco anos, e restauramos a credibilidade dos Cowboys com nossos fãs. Fomos bicampeões. Eu lhe agradeço”, disse, dirigindo-se a Johnson, com quem jogou futebol americano na Universidade de Arkansas.

Terrell Davis, running back que se destacou nos Broncos, Jason Taylor, defensive end ex-Dolphins, Morten Andersen, kicker dinamarquês de Saints e Falcons, e Kenny Easley, defensive back ex-Seahawks, também discursaram ao serem eternizados como membros do Hall da Fama. Confira abaixo os discursos desse jogadores.

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