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Greg Olsen chega a um acordo e está de saída do Carolina Panthers; veja boletim

Greg Olsen, tight end do Carolina Panthers

Um casamento duradouro na National Football League chegou ao fim nesta quinta-feira (30). O tight end Greg Olsen e o Carolina Panthers chegaram a um acordo mútuo e o astro não vai mais jogar na franquia da Carolina do Norte.

O anúncio oficial foi feito pelos Panthers nesta noite.

Além disso, Olsen também publicou um longo comunicado em suas redes sociais e no site oficial da organização.

“Hoje, tive a oportunidade de me sentar com o gerente geral Marty Hurney e ter uma ótima conversa sobre meu futuro com a organização. A equipe e eu estamos de acordo de que é melhor seguirmos em direções diferentes por enquanto. No campo, sempre amarei as nove temporadas que compartilhamos juntos. As vitórias, as derrotas, no meio-campo segurando o Halas Trophy como campeões da NFC. A realidade de ir ao Super Bowl estava além das palavras, assim como a decepção de chegar perto e não conseguir”, falou o jogador, na nota.

“Fora do campo é onde minha família sentiu o abraço mais caloroso. Em 2012, após as notícias sobre os desafios que nosso filho enfrentaria, toda a comunidade da Carolina nos abraçou em apoio. Minha esposa Kara e eu seremos eternamente gratos pelo amor e pelas orações compartilhadas conosco desde aquela época. Independentemente do caminho que escolhermos, sempre serei uma Carolina Panther”, frisou.

Olsen ainda tinha contrato com os Panthers até a temporada 2020. Ele disse que o “amor pelo futebol americano” permanece, mas que seus planos ainda estão indefinidos.

Segundo Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, Olsen parece estar interessado em jogar por mais uma temporada em 2020, caso surja a oportunidade ideal. Caso contrário, ele tem muitas oportunidades como comentarista de TV para analisar.

Drew Rosenhaus, agente do jogador, disse: “Greg ainda está interessado em jogar e eu estarei em comunicação com outros times após o Super Bowl”.

Entretanto, tudo indica que o jogador de 34 anos de idade ainda tem gasolina no tanque para o futebol americano profissional.

Veterano com 13 temporadas de experiência na NFL, Olsen é o quinto da história entre tight ends tanto em recepções (718) quanto em jardas (8.444).

Ele segue como o TE líder da história dos Panthers em termos de jardas recebidas (6.463), recepções (524) e jogos de 100 jardas recebidas (10).

Sempre um membro ativo em trabalhos comunitários, ele foi duas vezes finalista ao prêmio Walter Payton NFL Man of the Year. Inspirado por seu filho T.J., nascido com uma rara doença cardíaca congênita, Olsen e sua esposa fundaram o HEARTest Yard Program para fornecer serviços e suporte a famílias que enfrentam problemas semelhantes.

Após passar as quatro primeiras temporadas de sua carreira no Chicago Bears, time que o selecionou na primeira rodada do draft de 2007 da NFL, Olsen foi trocado com os Panthers por uma escolha de terceira rodada do draft antes da temporada 2011.

Então, o TE passou suas próximas nove temporadas nos Panthers, atuando em todos os jogos de 2011 a 2016, sendo um dos alvos preferidos do quarterback Cam Newton.

Muito respeitado no vestiário, ele conquistou o apelido de ‘Mr. Reliable’ (‘Sr. Confiável’, em tradução literal) após sempre aparecer nos momentos decisivos.

Durante este período nos Panthers, ele se tornou o primeiro tight end na história da NFL a ter três temporadas consecutivas com 1.000 jardas recebidas pelo menos, entre 2014 e 2016. Ele foi selecionado a três Pro Bowls.

Tendo perdido apenas 10 jogos nos primeiros 10 anos de sua carreira profissional, Olsen lidou com lesões no pé em 2017 e 2018. Contudo, em 2019, ele voltou para perto de sua velha forma, atuando em 14 partidas e somando 52 recepções para 597 jardas e dois touchdowns.

Essa notícia é mais um choque para os Panthers nesta offseason, já que a organização também teve que enfrentar a notícia da surpreendente aposentadoria do linebacker Luke Kuechly.

Confira mais movimentações e outras notícias ao redor da NFL nesta quinta (30) pré-Super Bowl LIV:

– No San Francisco 49ers, uma semana extra de descanso antes do Super Bowl LIV foi importantíssima. Segundo o técnico Kyle Shanahan, graças aos dias extras de preparação, jogadores lesionados devem voltar a tempo de jogarem contra o Kansas City Chiefs na decisão.

O linebacker Kwon Alexander (músculo peitoral), o running back Tevin Coleman (ombro) e o safety Jaquiski Tartt (costelas) treinaram de forma limitada pelo segundo dia consecutivo, mas todos devem estar em campo no Hard Rock Stadium, em Miami, neste domingo.

“Nenhuma mudança. Eles vão estar bons para jogar”, falou o técnico Kyle Shanahan sobre os status dos atletas.

Tartt disse aos repórteres após o treino desta quinta, que não foi com pads, que suas costelas estão boas e ele não mencionou nenhuma potencial limitação antes do Super Bowl LIV.

– No Kansas City Chiefs, o técnico Andy Reid decidiu trazer um velho amigo para ajudá-lo a dar uma motivação extra aos atletas. Donovan McNabb, ex-quarterback de Reid em sua época como head coach do Philadelphia Eagles, falou com os atletas dos Chiefs antes do treino desta quinta.

McNabb e Reid passaram 11 anos trabalhando juntos na Filadélfia, ganhando cinco títulos de divisão e chegando a cinco finais da Conferência Nacional (NFC), incluindo uma na qual saíram classificados para o Super Bowl XXXIX.

“Ele esteve lá e fez isso. Ele tem estado na liga, jogou um bom tempo. Foi bom ouvi-lo”, falou Reid sobre McNabb.

Tua Tagovailoa, um dos principais prospectos para a posição de quarterback para o draft de 2020 da NFL, sabia que sua temporada no futebol americano universitário estava acabada depois de sofrer uma lesão no quadril no final de 2019. E, após o deslocamento, o jovem ficou confuso com o status de sua carreira esportiva.

“Eu acho que meu corpo entrou em choque. Eu realmente não conseguia entender as coisas naquele momento”, falou.

Contudo, agora, a contusão do meio de novembro parece que foi há muito tempo. Atualmente em Miami para acompanhar o Super Bowl LIV, neste final de semana, ele segue se preparando para o draft de 2020.

E o ex-QB da Universidade de Alabama tem datas médicas importantes pela frente, com mais exames agendados para fevereiro.

“Eu me sinto muito bem. Estamos no ritmo de uma recuperação completa. Realmente não podemos dizer até a tomografia computadorizada e a ressonância magnética na marca de três meses. Nesse momento, me sinto muito bem”, afirmou Tagovailoa, durante uma aparição no programa Super Bowl Live, da ‘NFL Network’.

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