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Glover Quin responde às reportagens sobre descontentamento no Detroit Lions

Glover Quin, safety do Detroit Lions

(Crédito: Twitter/reprodução)

Matt Patricia não começou nada bem no comando do Detroit Lions e, após uma derrota humilhante para o New York Jets por 48 a 17, no Monday Night Football da semana 1, o novo head coach já está sendo questionado

Antes mesmo do resultado negativo na estreia, o jornalista Mike Garafolo, da ‘NFL Network’, noticiou no programa Good Morning Football Weekend que ouviu muito sobre a atmosfera em Detroit depois que Patricia foi duro com seus jogadores durante o training camp, incluindo muitas críticas duras da comissão técnica.

Foi então que o revés acachapante no Ford Field não ajudou em nada no início de trabalho, enquanto o técnico tenta instalar sua filosofia dentro e fora de campo na franquia de Michigan.

Após quatro anos de trabalho nos Lions sob o comando de Jim Caldwell, técnico muito mais maleável com seus atletas, a postura de Patricia parece estar criando um certo mal-estar com alguns veteranos.

O safety Glover Quin, um dos líderes do time, admite que a atmosfera na organização é bem diferente.

“Jogadores que estavam aqui anteriormente, tenho certeza que muitos deles estão como: ‘isso é mais difícil, isso é diferente’. Mas isso sempre é esperado quando você tem um novo técnico. É o que é. As personalidades (entre Patricia e Caldwell) são completamente diferentes, então obviamente como as coisas são trazidas são completamente diferentes. É apenas uma parte disso. Acontece com todos os times e você apenas lida com isso”, declarou Quin na última quarta, segundo Kyle Meinke, do ‘MLive’. “O seu trabalho é ir lá e jogar futebol americano, e ser um bom jogador de futebol americano”, prosseguiu.

Um ex-jogador campeão do Super Bowl com o New England Patriots, onde Patricia trabalhou por um bom tempo, foi informado por Garafolo sobre o que estava acontecendo em Detroit nesta offseason e ele respondeu: “Bom. Eles precisam disso”.

Entre treinamentos mais duros e regras mais rígidas que estão sendo impostas por Patricia, alguns jogadores tendem a ficar mais irritados.

“Há muitos caras aqui, cara. Há muitos caras no vestiário. Não há jeito de todo mundo estar completamente feliz. Esse nunca foi o caso. Mesmo os esquemas que tivemos no passado, sempre há reclamações. É apenas parte da natureza humana”, ressaltou o safety. “Eu não sei com quem eles estão falando. Pergunta à NFL Network com quem eles estão conversando. Como eu disse, sempre haverá diferenças e as pessoas sempre terão coisas a dizer. Nosso trabalho é focar no futebol americano e tentar vencer jogos. Tudo é melhor quando você está ganhando. Se você está ganhando, sabe, é difícil reclamar. Você está ganhando, então o que quer que você esteja fazendo deve estar funcionando”, completou Quin.

Como Garafolo notou, Patricia não é o primeiro técnico a tentar mudar a cultura da organização e incomodar alguns veteranos que estavam confortáveis com o trabalho anterior. Um exemplo foi a abordagem de Tom Coughlin quando ele assumiu o New York Giants. Vários atletas apresentaram resistência contra o jeito intransigente do head coach, mas assim que as vitórias começaram, os jogadores aceitaram o jeito do treinador.

Desde sua contratação, Patricia fez questão de dizer que não estava tentando importar o chamado ‘The Patriot Way’ ao Detroit Lions. Apesar disso, alguns veteranos insatisfeitos podem enxergar as coisas de outra maneira e apontar os fracassos de outros pupilos de Bill Belichick como um dos motivos para apresentar resistência ao novo head coach.

Contudo, se alguns atletas parecem estar resistentes, pode colocar o quarterback Matthew Stafford no grupo dos jogadores que, aparentemente, estão satisfeitos com o novo trabalho.

“Ele é apenas um cara agressivo, competitivo e feroz que fará tudo o que puder para nos ajudar a ter sucesso. E isso é ótimo ter”, falou Stafford sobre Patricia. “Para mim, eu agradeço. Eu entendo que estamos fazendo tudo o que podemos para tentar vencer. E você não pode deixar qualquer tipo de mensagem se perder na entrega de algo. E isso também vale com os treinadores anteriores que eu tive. Um lado ou outro, então não é algo com o qual eu esteja muito preocupado, para dizer a verdade. Só estou tentando entrar lá e jogar melhor”, finalizou o signal caller.

Papo vai, papo vem. O que é certo é que, enquanto as vitórias não aparecerem, Matt Patricia terá que conviver com assuntos como esse.

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