NFL

Giro das franchise tags na NFL 2020: Prescott, Henry, Green, Jones e mais

Dak Prescott, quarterback do Dallas Cowboys

O início da free agency está se aproximando e, antes disso, chegou a hora das franchise tags. É para isso que nós, do Quinto Quarto, estamos preparando este listão para você ficar informado de tudo em um único lugar.

Para quem não sabe, a franchise tag é um recurso que os times da National Football League têm para segurar um jogador importante, impedindo que ele fique disponível no mercado. Cada time só pode usar uma tag desse tipo por temporada e o jogador fica ‘preso’ sob um contrato de um ano de duração.

Neste ano, o prazo final para aplicação das tag é a segunda-feira, dia 16 de março.

Abaixo, você pode conferir as tags que foram aplicadas pelos times da liga:

Dallas Cowboys: Dak Prescott

Em uma decisão absolutamente óbvia, o Dallas Cowboys utilizou sua franchise tag exclusiva no quarterback Dak Prescott. Essa movimentação impede que o signal caller fique disponível no mercado e negocie com outras equipes.

Com a tag, que assegura que Prescott estará nos Cowboys em 2020, o QB deve faturar US$ 33 milhões por um ano de contrato. Mas, agora, a franquia texana vai tentar acertar um contrato de longa duração.

A franchise tag foi um recurso necessário utilizado pelos Cowboys para impedir que o camisa 4 ficasse livre na free agency. E a tag dá o tempo necessário para a organização de Dallas sentar com mais calma com Prescott e seu agente para selar um contrato que garanta o quarterback na franquia por muitos anos.

Prescott teve um passer rating de 99.7 em 2019, segundo melhor de sua carreira, e fechou a temporada com 65,1% de passes completados para 4.902 jardas, 30 touchdowns e 11 interceptações.

Tennessee Titans: Derrick Henry

O Tennessee Titans colocou a sua franchise tag no running back Derrick Henry, como confirmou a franquia de maneira oficial.

Essa era uma decisão também bastante óbvia, ainda mais depois da temporada bastante produtiva que o camisa 22 teve. Em 2019, ele liderou a liga em jardas corridas, com 1.540 na temporada regular e 16 touchdowns terrestres. Nos playoffs, Henry também deu seu show, carregando a bola 83 vezes para 446 jardas e dois TDs.

Com a tag, os Titans podem tentar acertar um contrato de longa duração com Henry na sequência ou, então, deixar o RB atuar sob o acordo de um ano de duração antes de pensar em algo mais interessante no longo prazo.

Cincinnati Bengals: A.J. Green

O Cincinnati Bengals aplicou a franchise tag no wide receiver A.J. Green, um de seus principais astros de ataque. A utilização da tag no wideout de 31 anos de idade era uma decisão um tanto quanto óbvia para a franquia do Ohio.

Green perdeu toda a temporada 2019 devido a uma lesão no tornozelo, também perdeu sete jogos em 2018, mas ainda é um dos wide receivers mais talentosos da liga.

Um acordo de longo prazo com Green parece difícil neste momento, visto que ele vem sofrendo com lesões. Ainda há a chance de o WR solicitar uma troca, depois de a tag ter sido aplicada, para tentar mudar de ares. Ou mesmo de ele ficar longe dos treinos de offseason para tentar forçar um contrato de longa duração.

Mas fato é que, agora, as duas partes têm até o dia 15 de julho para trabalharem em um contrato longo. Caso contrário, Green terá que atuar sob a tag de um ano, que deve ter valor estimado em US$ 18 milhões para 2020.

Kansas City Chiefs: Chris Jones

O Kansas City Chiefs oficialmente aplicou sua franchise tag no defensive tackle Chris Jones, um de seus principais astros defensivos. A equipe anunciou oficialmente a aplicação da tag não-exclusiva no defensive lineman de 25 anos de idade.

A decisão era esperada, como Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, noticiou no mês passado. Mas o objetivo da franquia do Missouri é acertar um contrato de longa duração com o DT.

Agora, as duas partes têm até o dia 15 de julho para trabalhar em um contrato de longa duração.

Pittsburgh Steelers: Bud Dupree

O Pittsburgh Steelers anunciou a utilização de sua franchise tag no linebacker Bud Dupree. Atualmente com 27 anos, ele está saindo de sua melhor temporada como profissional. Em 2019, ele teve os melhores números de sua carreira até agora em tackles (68), sacks (11,5) e passes defendidos (três).

Os Steelers, que não estão com muito espaço no teto salarial, preferiram utilizar a tag para manter um de seus principais pass rushers por, pelo menos, mais uma temporada.

A franchise tag para a posição deve render cerca de US$ 16 milhões por uma temporada para Dupree.

Tampa Bay Buccaneers: Shaquil Barrett

O Tampa Bay Buccaneers garantiu que não deixaria Shaquil Barrett ficar disponível na free agency. E o time cumpriu, já que aplicou a franchise tag no linebacker e impediu que ele ficasse à disposição no mercado.

Barrett liderou a NFL em sacks em 2019, com 19,5, e superou bastante em um ano o anterior total de sua carreira profissional, que era de 14.

Agora, Barrett deve faturar cerca de US$ 20 milhões por mais um ano de serviço, depois de atuar sob um contrato de US$ 5 milhões em 2019. Quatro vezes mais. Nada mal.

New England Patriots: Joe Thuney

O New England Patriots aplicou a franchise tag no guard Joe Thuney. Ele é um grande jogador de linha ofensiva que, caso tivesse ficado à disposição na free agency, conseguiria certamente um bom contrato.

Agora, os Pats vão manter Thuney por, pelo menos, mais um ano antes de pensar em um contrato de longa duração. Ou então em trocá-lo.

New York Giants: Leonard Williams

O New York Giants resolveu manter Leonard Williams por, pelo menos, mais uma temporada. O time aplicou sua franchise tag no defensive lineman, como anunciou a franquia nova-iorquina.

A decisão se dá uma semana depois de Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, noticiar que as duas partes não estavam perto de uma extensão de contrato.

Depois de trocar uma escolha de terceira rodada e uma escolha condicional de quinta rodada em 2021 com o New York Jets para trazer o jogador, os Giants resolveram mantê-lo por mais um tempo.

Em oito jogos com a camisa dos Giants, Williams somou 26 tackles, meio sack e dois passes defendidos.

Arizona Cardinals: Kenyan Drake

O Arizona Cardinals aplicou a transition tag no running back Kenyan Drake, como anunciou a franquia de Glendale.

A transition tag permite que a franquia de Glendale iguale quaisquer ofertas que Drake possa receber na free agency. Mas, se os Cards se recusarem a igualar, eles não recebem compensação nenhuma pela saída do RB. Essa é a diferença entre a transition tag e a franchise tag.

Para running backs, a transition tag é estimada em US$ 8 milhões em 2020.

Após ser trocado pelo Miami Dolphins com os Cardinals, no meio da temporada, Drake correu para 643 jardas (5,2 jardas por carregada) e oito touchdowns em oito jogos. Ele também fez 28 recepções para 171 jardas.

Minnesota Vikings: Anthony Harris

O Minnesota Vikings utilizou sua franchise tag no defensive back Anthony Harris.

Ele teve uma temporada realmente boa em 2019, somando 60 tackles, 11 passes defendidos e seis interceptações (incluindo uma retornada para touchdown) em 14 jogos.

Jacksonville Jaguars: Yannick Ngakoue

O Jacksonville Jaguars resolveu segurar um dos melhores pass rushers da NFL. O time utilizou sua franchise tag no defensive end Yannick Ngakoue, como anunciou a franquia da Flórida de maneira oficial.

Era uma decisão esperada, mas agora é oficial.

Ngakoue é um jogador que vai completar 25 anos no final do mês e, com tal juventude, é bem provável que ele ainda atinja seu pico como pass rusher.

Na temporada 2019, em 15 jogos como titular dos Jags, ele somou oito sacks, 41 tackles combinados, uma interceptação (retornada para touchdown) e quatro fumbles forçados, além de seis passes defendidos.

Selecionado na terceira rodada do draft de 2016, ele teve grande impacto na defesa de Jacksonville desde sua primeira temporada, mas foi em seu segundo ano na liga em que ele foi realmente produtivo, com 12 sacks, seis fumbles forçados e 30 tackles combinados.

Em quatro temporadas na organização, o camisa 91 soma 37,5 sacks, 121 tackles combinados, 14 fumbles forçados, duas interceptações e nove passes desviados.

Apesar da tag, Ngakoue deixou claro no dia 2 de março, via Twitter, que não tem interesse em assinar um contrato de longa duração com os Jaguars. Agora, as duas partes têm até o dia 15 de julho para chegarem a um acordo de longa duração ou, então, Ngakoue será trocado.

Los Angeles Chargers: Hunter Henry

O Los Angeles Chargers resolveu aplicar sua franchise tag no tight end Hunter Henry, um de seus melhores jogadores de ataque. A informação foi confirmada pela franquia da Califórnia.

Baseado nos valores projetados da tag para TEs neste ano, Henry deve faturar mais de US# 11 milhões em 2020.

Ainda que as lesões tenham marcado as três temporadas de Henry nos Chargers, seu potencial e produtividade também apareceram.

Henry ainda tem 25 anos de idade e já demonstrou ser um grande jogador no jogo aéreo.

Ainda não tendo atuado em todos os 16 jogos de uma temporada desde que foi selecionado na segunda rodada do draft de 2016, ele disputou 12 partidas em 2019, quando somou 55 recepções para 652 jardas e cinco touchdowns.

Ele foi o 11º melhor tight end da liga em 2019 segundo o site especializado Pro Football Focus, com uma nota de 73.2.

Em sua carreira até agora, Henry soma 136 recepções para 1.709 jardas e 17 touchdowns em três temporadas.

Baltimore Ravens: Matthew Judon

O Baltimore Ravens aplicou sua franchise tag no outside linebacker Matthew Judon, como anunciou o general manager Eric DeCosta.

Agora, a questão que gira é se os Ravens vão acertar um novo contrato de longa duração com o defensor neste ano ou então deixá-lo atuar sob a tag. Outra opção da franquia de Maryland é trocar o defensor.

Na temporada 2019, Judon somou 54 tackles combinados, 9,5 sacks e quatro fumbles forçados, sendo um dos principais nomes da sólida defesa dos Ravens. Então, é normal que o time tenha interesse em mantê-lo para o futuro.

Tendo sido selecionado pela primeira vez ao Pro Bowl enquanto ajudou os Ravens a conquistarem o título da divisão AFC North e a ficar com a campanha número 1 da Conferência Americana (AFC), Judon foi o primeiro jogador a receber a tag neste ano.

Denver Broncos: Justin Simmons

O Denver Broncos utilizou sua franchise tag no safety Justin Simmons, mantendo um de seus principais jogadores de secundária por lá.

Selecionado na terceira rodada do draft de 2016, Simmons está entrando em sua quinta temporada e ia se tornar um free agent irrestrito. Mas John Elway, presidente de operações de futebol americano/general manager dos Broncos, disse durante o NFL Scouting Combine que utilizaria a tag no safety caso um contrato de longa duração não fosse finalizado de forma imediata.

Atualmente com 26 anos de idade, Simmons atuou em nível de Pro Bowl no primeiro ano do novo sistema defensivo implementado pelo head coach Vic Fangio. Ele ficou empatado em segundo no time, com 93 tackles, e liderou a franquia do Colorado com quatro interceptações e 15 passes defendidos.

Simmons foi titular em 48 jogos em sua carreira até agora, incluindo todos os 16 em suas últimas duas temporadas. Ele também atuou em todos os snaps defensivos da equipe em cada uma das duas últimas temporadas. O jovem safety soma 11 interceptações, 28 passes defendidos e dois sacks até agora.

Ele também é um dos jogadores mais ativos na comunidade e foi o nomeado dos Broncos nesta última temporada ao prêmio Walter Payton Man of the Year.

Washington Redskins: Brandon Scherff

O Washington Redskins aplicou a franchise tag no guard Brandon Scherff e garantiu que ele não ficará disponível no mercado.

Agora, as duas partes vão tentar acertar um contrato de longa duração. Scherff e os Redskins têm até o dia 15 de julho para finalizar um acordo.

Os Redskins queriam finalizar um acordo de longa duração com o offensive lineman antes de precisarem aplicar a tag, mas como não conseguiram, a tag foi o recurso necessário.

A franquia da capital dos Estados Unidos usou a tag de tipo não-exclusiva, o que significa que Scherff pode negociar com outros times. Mas os Redskins teriam a opção de igualar qualquer proposta que ele receber.

Comments
To Top