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Especial Draft NFL 2019: front seven recheado, com muitos pass rushers

O pensamento é simplório, mas no futebol americano algumas coisas ainda são bem simples. Se o QB é a principal posição dentro do jogo, quem atua diretamente contra ele tem a segunda maior importância dentro de campo.

O front seven é primordial para combater QBs. É simples. Esse grupo de sete indivíduos está próximo da bola e do comandante do ataque adversário. Pegue os principais QBs da NFL: todos se livram muito rápido da bola. Fica impossível você chegar no QB e perto da bola se você já não estiver posicionado próximo da linha de scrimmage e do pocket.

Aqui neste especial do Quinto Quarto, vamos dar aos membros do front seven uma importância maior do que os da secundária. Afinal, os primeiros vêm antes dos secundários. Óbvio.

A própria NFL reconhece o valor desses jogadores. Entre os contratos mais altos pagos aos jogadores da NFL, quarterbacks e especialistas em pass rush dominam a lista dos que mais ganham na liga, incluindo Von Miller, J.J. Watt, Fletcher Cox, Aaron Donald e Olivier Vernon. Sacks definem jogos, sacks matam campanhas de ataque, sacks quebram estratégias.

E o Draft NFL 2019 vai nessa linha também. Os jogadores mais cobiçados fazem parte da linha defensiva. Vamos aos novos talentos que podem assinar grandes contratos nos próximos anos.

Nick Bosa, DE, Ohio State

Crédito: Instagram/reprodução

É certo que ele tem todas as condições para ser o melhor pass rusher deste draft. Em três temporadas em Ohio State, foram 17,5 sacks em 29 partidas.

Ok, todos sabem que Nick Bosa jogou apenas três jogos na última temporada dele no college, que sofreu uma lesão grave nos músculos abdominais e pélvicos, que preferiu fazer uma reabilitação longa e não mais retornou a campo.
Mas nos três jogos em que atuou, Nick fez 14 tackles solos, 4 sacks, forçou um fumble e ainda anotou um TD. Antes da lesão, ele era um candidato a brigar pelo Heisman Trophy.

A lesão tirou dele uma temporada que poderia ser esplêndida, mas não tirou os holofotes de cima dele, muito menos sua técnica. Seu vigor e explosão podem ter sido afetados? Pode ser. Esses músculos abdominais e pélvicos são o pilar de todo jogador de linha. Questões médicas à parte, Nick Bosa é uma tremenda escolha.

Quinnen Williams, DT, Alabama

Mais um produto de Alabama e de Nick Saban. Estamos falando de 1,93 m e 134 kg de puro futebol americano. Incríveis 91 tackles e 10 sacks em duas temporadas no college. Está certo que na primeira temporada em Alabama, Williams pouco produziu e pouco jogou, muito por causa de Daron Payne, escolhido na primeira rodada do último draft.

O melhor cenário para os analistas seria ver Williams em mais uma temporada no college. Mas, sem dúvida alguma, o melhor cenário para ele é ir logo para NFL.

Sua combinação de tamanho e explosão lhe dão enorme vantagem. Sem falar que ele foi muito testado, convivendo sempre com uma marcação dupla. O melhor jogador de linha do Draft de 2019 será muito cobiçado.

Ed Oliver, DE, Houston

Crédito: Instagram/reprodução

Desde que entrou pela primeira vez em um campo de futebol americano, Oliver era visto como um prospecto que seria escolhido entre os 10 primeiros do draft. Bom, é chegada a hora da escolha final e Oliver deve ser escolhido entre os 5 primeiros.

A única “falha” apontada por vários analistas é seu tamanho: 130 kg e 1,88 m. Hora, ele não é dos maiores, mas é muito difícil bloqueá-lo. Muito mesmo, tanto que em vários jogos do college ele sofreu marcação tripla.

Oliver tem sido comparado a Aaron Donald desde sua primeira temporada, e essa comparação faz muito sentido. Ambos fogem do padrão “enorme” da NFL e vencem com rapidez. Donald é mais refinado, mas em termos de estilo de jogo e traços físicos, Oliver está lá com Donald.

Josh Allen, DE/LB, Kentucky

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Josh Allen é considerado um dos melhores pass rushers do draft. Uma escolha segura e que deve fornecer uma melhora imediata para o time que o escolher.

O jogador foi um dos jogadores que mais melhorou e deu um salto de qualidade no college em 2018. Em três anos foram 14,5 sacks. Na última temporada, Allen saltou para 17 sacks. Uma marca impressionante. Fora que ele ficou os quatro anos em Kentucky, o que lhe garante uma grande vantagem em relação aos outros prospectos por toda a experiência e maturidade que isso traz.

O sucesso de Allen vem de sua explosão pelas pontas da linha. Ele consegue fazer a volta rapidamente e chegar no QB adversário. Sem falar que seus números foram muito bons em velocidade, agilidade, explosão e força.

Muito experiente, Allen é muito versátil e pode se alinhar de várias formas. Um dos melhores atributos de Allen é que ele é versátil em esquema devido à sua capacidade de cair efetivamente na cobertura. Ele jogou principalmente como um linebacker stand-up no Kentucky, mas também jogou com a mão na terra de vez em quando.

Devin White, LB, LSU

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Durante o ensino médio, White correu para 5,031 jardas e 81 touchdowns na North Webster (Louisiana) High School. Contudo, ele também jogou na defesa e anotou 192 tackles.

Em LSU, White escolheu o caminho da defesa e teve que aprender muito nos três anos de college. Sendo assim, ele ainda terá muito que aprender nas posições de DE e OLB. Ele ainda segue como uma máquina de tackleear, mas se desgasta desnecessariamente, é pego em armadilhas e ainda não se provou contra o jogo terrestre.

Mas seus anos na LSU provaram que ele aprende rápido. Não deve ter um impacto imediato e deve levar um tempo para assumir uma posição segura dentro do futuro elenco. Talvez um ano baste.

Brian Burns, DE/OLB, Florida State

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Burns é explosivo e surpreendentemente forte para seus 1,96 m e 113 kg. Ele ganha as pontas das linhas com a sua velocidade, mas mostrou que não é nada ortodoxo para se desvencilhar dos bloqueios e muito acrobático para chegar ao QB adversário. Burns precisa melhorar o uso das mãos e desenvolver melhor suas leituras nas jogadas de passe rápido.

Se ele desenvolver movimentos rápidos com as mãos para contrabalançar a corrida do lado de fora, Burns pode vir a ser um All-Pro.  Mas sem dúvida alguma, Burns é um dos jogadores do front seven que chegam mais cru para o draft.

Rashan Gary, DE/DT, Michigan

Tudo muda muito rápido na NFL. Nas últimas semanas, Gary estava sendo especulado como o terceiro melhor pass rusher atrás somente de Nick Bosa e Josh Allen. Mas Ian Rapoport, jornalista do NFL.com, divulgou a informação que o jogador tem uma pequena lesão no ombro.

As primeiras informações dizem que ele conseguirá jogar a temporada que se aproxima e que pode esperar a próxima offseason para se tratar. Contudo, as equipes ficaram em alerta. Ninguém quer gastar uma escolha de primeira rodada com um jogador machucado.

Dito isso, Gary é muito atlético, habilidoso e técnico. Só que ele nunca se destacou do jeito que era imaginado, afinal ele foi a escolha número 1 vindo do ensino médio. Mas ele se mostrou muito versátil, atuando pelo meio da linha defensiva e nas pontas. Apenas 9,5 sacks em três anos no college impressionam, negativamente, claro.

Christian Wilkins, DT, Clemson

christian wilkins clemson

Crédito: Instagram/reprodução

Um tremendo jogador para se ter no elenco. Agressivo, deixa tudo em campo e sabe tirar o melhor dos companheiros.

Wilkins é um dos mais preparados para a NFL, mas não é o mais habilidoso e nem o mais astuto para ler as jogadas. Mas ele ficou 4 anos em Clemson. Ao longo desses anos, foram 192 tackles, 16 sacks, 15 passes desviados – isso é impressionante, e dois fumbles forçados.

Ele prefere se esquivar entre seus bloqueadores do que bater de frente. Vai melhor contra o jogo de passes do que o corrido. Nada de explosão física e agilidade atrás da bola. Wilkins é mais no estilo paradão. Seu apetite por QBs poderia ser maior.

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