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Extensão de Patrick Mahomes é a prova de que a tranquilidade custa caro na NFL

Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs

O maior contrato da história da National Football League saiu do forno e é de Patrick Mahomes. O quarterback do Kansas City Chiefs foi recompensado como o astro que é e conquistou uma extensão de impressionantes dez anos de duração.

De acordo com informações de Ian Rapoport e Tom Pelissero, da ‘NFL Network’, o novo contrato tem valor total de US$ 503 milhões, com mecanismos de garantia no valor de US$ 477 milhões. Essas cláusulas dão ao QB a chance de ter saídas do contrato caso esses mecanismos não sejam exercidos.

Os Chiefs confirmaram a extensão de maneira oficial, mas sem divulgar os valores oficialmente. Contudo, os números noticiados mostram um contrato gigantesco e o mais impressionante da história de todas as ligas americanas, não apenas da NFL.

Há uma cláusula no acordo que impede troca e, como Mahomes ainda está na reta final do seu contrato de calouro, ele ficará com vínculo com a franquia do Missouri até a temporada 2031 da NFL.

À primeira vista, os números impressionam em todos os sentidos. Os dez anos parecem exagerados, os US$ 500 milhões mais ainda. Mas na NFL, quando você tem uma joia tão rara e preciosa como Mahomes é, você simplesmente abre o bolso. É aquele casamento que você quer para a vida toda, por mais clichê que isso possa parecer.

Fundado em 1960, o Kansas City Chiefs (que iniciou sua trajetória no futebol americano como Dallas Texans) ganhou o Super Bowl IV na temporada 1969. Depois disso, viveu um período de vacas magríssimas por duas décadas, com apenas duas classificações aos playoffs neste ínterim.

As coisas melhoraram na década de 1990, com sete idas à pós-temporada, mas o melhor desempenho foi uma derrota para o Buffalo Bills na final da Conferência Americana (AFC) de 1993.

Em resumo, a franquia passou grande parte de sua história com um título de SB e nada mais. Sem perspectivas muito animadoras para o futuro.

De 2000 em diante, são nove classificações aos playoffs. E, se pegarmos as duas últimas temporadas, quando Mahomes se tornou titular de forma absoluta, houve uma derrota para o New England Patriots, na final da AFC de 2018, e um Super Bowl LIV conquistado.

Bem, nem é preciso acrescentar muito mais neste sentido.

Com apenas 24 anos de idade, Mahomes tem potencial para evoluir ainda mais em sua carreira. Quem o viu jogar nos últimos dois anos fica empolgado só de pensar no teto que esse cara tem (exceto se você for torcedor do Denver Broncos, do Las Vegas Raiders, do Los Angeles Chargers ou de qualquer outro rival da AFC, sobretudo).

Mas quem gosta de ver a bola oval voar ganhou (e muito) nesta segunda.

Pessoalmente, acredito muito que Mahomes tem tudo para se tornar o melhor quarterback da história da NFL, caso ele atinja 80% do potencial projetado para ele atualmente. E se as lesões ficarem fora do seu caminho.

Em sua primeira temporada como titular, em 2018, foram 66% de passes completados para 5.097 jardas e 50 touchdowns (com apenas 12 interceptações) em 16 jogos na temporada regular. 12-4 e uma caminhada até a decisão da AFC. E um prêmio de MVP para chamar de seu.

Em 2019, em 14 jogos, ele lançou para 4.031 jardas, 26 TDs e cinco INTs. Os números caíram bem e foram prejudicados por uma lesão no joelho que o tirou de duas partidas. Ainda assim, desempenho impecável nos playoffs (901 jardas e 10 TDs) e título no currículo em apenas três anos na liga, com direito a MVP do Super Bowl LIV.

Sob o contrato de calouro até agora, os Chiefs pagaram US$ 42 mil por TD lançado por Mahomes em suas duas temporadas como titular (como bem destacou Adam Teicher, da ‘ESPN’). É a menor marca entre 28 QBs a lançarem passes para 25 TDs pelo menos neste período.

Tal barganha não dura muito na liga.

Para um QB que tem média de 302.4 jardas aéreas por jogo (incluindo playoffs), sendo esta a maior marca da história da NFL, essa mamata de pagar o precinho baixo do contrato de calouro dura menos ainda.

Desde que o camisa 15 assumiu as rédeas do ataque dos Chiefs, o time liderou a NFL com 31.2 pontos por jogo e também ficou no topo da liga em jardas por jogada (6.5) e porcentagem de conversão de terceiras descidas (47.4%).

Os Chiefs decidiram que o preço de sua tranquilidade por mais de uma década é alto assim. E, se eu fosse Clark Hunt, proprietário da organização, eu teria a mesma iniciativa.

Você, leitor do Quinto Quarto, provavelmente também teria…

As reações pós-extensão de Patrick Mahomes

Após a renovação de Mahomes, começaram as reações.

Clark Hunt, presidente e CEO dos Chiefs, disse em nota: “este é um momento significativo para nossa franquia e para o Chiefs Kingdom”.

Andy Reid, head coach dos Chiefs, não economizou nas palavras: “tive o privilégio de treinar muitos atletas incríveis e pessoas especiais em minha carreira, e Patrick está sem dúvida nessa lista de jogadores. A melhor parte é que ele ainda está no início de sua carreira. Ele é um líder natural e sempre se esforça, seja no campo, na sala de musculação ou assistindo filme, ele quer ser o melhor. Ele é um competidor e seus companheiros de equipe alimentam sua energia. Ele nos torna melhores como organização e somos abençoados por ele ser nosso quarterback por muitos e muitos anos”.

O próprio Mahomes fez um tweet sobre sua permanência nos Chiefs.

O safety Tyrann Mathieu, companheiro de Mahomes nos Chiefs, também rasgou elogios. Entre eles: “o jovem merece tudo. Um dos melhores com quem já estive. Um dos grandes. #15”.

E mais reações ao redor da NFL:

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