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Exaltando origem afro-americana, Cam Newton afirma que não vai mudar quem é

(Crédito: Instagram/reprodução)

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Você pode não gostar do jeito de Cam Newton, pode ter raivinha porque ele vence jogos e faz todas aquelas dancinhas de comemoração, mas não pode negar de jeito algum que Cam é autêntico e diverte a todos com seu jeito de curtir o futebol americano. E, para o próprio quarterback do Carolina Panthers, importante é ser ele mesmo, falem o que quiserem.

Nesta quarta-feira (27), o signal-caller da franquia da Carolina do Norte não mediu palavras para expressar o que sente em relação aos críticos e a seu estilo de jogo, bem como às suas raízes. Para Newton, sua resposta será a mesma desde quando entrou na NFL até agora, quando está às vésperas de enfrentar o Denver Broncos, no Super Bowl 50.

“Eu disse isso desde o primeiro dia. Eu sou um quarterback afro-americana que pode assustar muita gente, porque elas não viram nada a que possam me comparar”, afirmou. “Seja você vencendo, perdendo ou empatando, as pessoas vão falar. Mas os torcedores de verdade, eles sabem o que está rolando. Eles vão apoiar aconteça o que acontecer. Mas as pessoas vão julgar e ter suas próprias opiniões em relação a certas coisas sobre as quais eu não tenho controle nem qualquer outra pessoa tem”, prosseguiu o camisa 1.

É inegável dizer que Cam Newton foi alvo de críticas durante a maior parte de sua carreira na National Football League. Ele já foi taxado de imaturo, temperamental, já teve sua liderança no elenco questionada, já foi visto com maus olhos por danças e celebrações inusitadas na end zone. A verdade é que Super Cam parece incomodar os outros com seu estilo descontraído e suas habilidades vistosas dentro de campo.

E ele próprio garante que é a mesma pessoa em termos de postura desde que entrou na NFL. Porém, há uma diferença básica.

“A única coisa que mudou é que estamos vencendo”, observou.

Para Cam, tudo passa por fazer as coisas do seu jeito, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Isso, para um jogador que se diverte jogando, é essencial.

“Estou fazendo exatamente o que eu quero fazer, como eu quero fazer. Quando eu olho para o espelho, sou eu. Ninguém me mudou, ninguém me fez agir dessa certa maneira e eu sou fiel às minhas raízes. E me sinto bem, mas mesmo assim as pessoas vão dizer o que elas querem. E se eu estou neste mundo vivendo para essa pessoa, oh esta pessoa vai dizer isso, oh essa pessoa vai dizer aquilo, então eu não posso olhar para mim mesmo e dizer que sou Cam Newton, ou Cameron Newton, para a maioria das pessoas, porque eu não sou. Porque eu estarei vivendo para vocês”, pontuou.

Em termos de desempenho, os números de Newton e do Carolina Panthers falam por si sós.

A equipe tem 17 vitórias e apenas uma derrota na temporada, venceu 22 de seus últimos 24 jogos, contando playoffs e uma sequência de quatro triunfos para fechar a temporada regular de 2014. E Cam Newton é o principal candidato para o prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada, depois de liderar a liga com 45 touchdowns (35 passes para TD e mais dez TDs corridos) durante a temporada regular. Vale mencionar ainda que, na final da Conferência Nacional, contra o Arizona Cardinals, o quarterback lançou para 335 jardas e dois touchdowns, além de ter corrido para mais dois durante a vitória por 49 a 15.

Para o técnico Ron Rivera, dos Panthers, o que Cam Newton vem fazendo dentro de campo incomoda bastante as pessoas.

“Pessoas devem ficar assustadas com um quarterback com o seu conjunto de habilidades mais do que qualquer coisa. Isso é quem ele é. É um atleta extremamente talentoso, um quarterback fantástico, um jogador de futebol americano inteligente. E a lista segue mais e mais. É com isso que eles estão preocupados mais do que qualquer coisa. Não acho que ele quer ser reconhecido como um quarterback afro-americano. Acho que ele quer ser conhecido como um quarterback e um dos grandes”, frisou o comandante.

Rivera, que é o segundo descendente de hispânicos a ser técnico em um Super Bowl, utilizou a si mesmo como exemplo.

“Pessoas querem me rotular como um técnico hispânico. Isso é bom, mas eu quero ser rotulado como técnico. Realmente tem que ser mais ligado ao seu mérito do que qualquer coisa, o que você realizou e o que você fez. É desta forma que devemos julgar as pessoas”, apontou.

Cam Newton será no domingo da semana que vem, dia 7 de fevereiro, o sexto quarterback negro a ser titular em um Super Bowl e esse será o quarto Super Bowl consecutivo a ter um quarterback negro como titular.

“A questão sobre Cam, como ele disse, é que ele é especial, diferente. Quantos quarterbacks de 1,96m vocês veem como ele, 118kg, correndo e lançando como ele faz? Ele é diferente. E acho que essa é a única coisa que as pessoas deveriam dizer, que o arsenal de habilidades dele é diferente, mais do que qualquer coisa”, ressaltou Rivera.

Para o quarterback dos Panthers, contudo, as críticas só o levam a trabalhar com mais intensidade.

“Ache qualquer maneira, qualquer maneira, de vencer um jogo de futebol americano. Porque quando você ganha (risos), isso vai dar a eles algo para conversar”, finalizou Newton.

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