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Ex-astro dos Jets, Mark Gastineau revela que está lidando com doenças cerebrais

Mark Gastineau, ex-defensive end do New York Jets

(Crédito: New York Jets/divulgação)

Astro do New York Jets na década de 1980, Mark Gastineau revelou na noite desta quinta-feira (19) que está lidando com doenças cerebrais graves e ele acredita que esses problemas foram causados por múltiplas concussões sofridas em sua carreira no futebol americano profissional.

“Quando meus resultados (dos exames) chegaram, eu tinha demência, Alzheimer e Parkinson. Essas são as três coisas que eu tenho”, falou Gastineau, que está atualmente com 60 anos de idade, em entrevista à rádio ‘WOR’, de Nova York.

Um dos pass rushers mais temidos em sua época como atleta, Gastineau disse que recebeu o diagnóstico há um ano e ele culpa as técnicas ruins para fazer tackles como um dos fatores.

O ex-defensive end se referiu ao tema como “perturbador”, mas espera que isso sirva de alerta para treinadores e jovens jogadores de futebol americano.

Membro do famoso grupo de defensores que ficou conhecido como New York Sack Exchange, no começo dos anos 80, Gastineau se aposentou em 1988, depois de 10 temporadas vestindo a camisa dos Jets.

Gastineau, contudo, não mencionou na longa entrevista concedida nesta quinta que ele se tornou um boxeador profissional depois de encerrar sua carreira no futebol americano. De 1991 a 1995, ele lutou um total de 17 lutas, vencendo 15 delas.

Pessoas próximas ao ex-atleta já vinham falando há anos que percebiam ocasionalmente perde focos em conversas e coisas desse tipo.

Apesar das atuais dificuldades, Mark Gastineau deixou claro que não se arrepende de ter praticado futebol americano e encorajou crianças a jogadores o esporte da bola oval, desde que sigam as técnicas apropriadas.

“Eu ia com a minha cabeça o tempo todo. Vocês se lembram de Marvin Powell? Ele era um dos melhores jogadores de linha defensiva da NFL. Ele e eu costumávamos fazer guerras (nos treinos). As pessoas vinham e se reuniam em volta porque, quando nos batíamos, você conseguia ouvir estalos, como uma espingarda”, relembrou.

“Eu estou muito feliz por ter passado pelos tempos, provações e pelas coisas que passei na NFL. Não trocaria eles pode nada”, garantiu.

Apoiando o programa USA Football, sancionado pela NFL, Gastineau não quer que seu diagnóstico desfavorável “domine ou ofusque o programa ‘Heads Up’.

“Eu quero que seja um aviso para pais e mães” de que o futebol americano pode ser perigoso se não for ensinado da maneira correta, ressaltou o ex-atleta.

Gastineau é o líder em sacks na história dos Jets, com 74 no total, e seu recorde da NFL de sacks em uma única temporada (22) durou até 2001, quando a marca foi quebrada por Michael Strahan.

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