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ESPECIAL SUPER BOWL: Conheça as carreiras dos dois QBs e aposte quem vai ganhar

O dia mais esperado do ano para os fãs de futebol americano já está batendo na porta: falta apenas um dia para o primeiro domingo de fevereiro! O Super Bowl XLVIII contará em campo com a melhor defesa e o melhor ataque da liga, deixando a partida ainda mais esperada por todos os espectadores ao redor do mundo, e para o Quinto Quarto não poderia ser diferente. Se ainda não sabe em quem apostar, conheça agora a carreira dos dois quaterbacks do grande jogo: Russell Wilson, do lado Seattle do campo, e Peyton Manning, pela franquia de Denver.

RUSSELL WILSON 

Por uma ironia do destino, Russell Wilson poderia estar hoje jogando por um time do estado do Colorado arremessando bolas ao longo dos gramados das grandes ligas americanas. E não, esse time que ele jogaria não era o Denver Broncos, e nem estaria jogando como quarterback, a verdade é que Wilson quase jogou pelo Colorado Rockies, time da MLB como second baseman. O atual quarterback do Seattle Seahawks foi selecionado em 2011 para a MLB quando ainda jogava na NCAA pela universidade de North Carolina e detalhe, jogava futebol americano e baseball ao mesmo tempo durante sua estadia no Carolina do Norte. Wilson topou o desafio de jogar baseball profissional, mesmo tendo ainda um ano opcional a cumprir na universidade, e isso desagradou profundamente seu técnico de football que fez de tudo para que ele entrasse no draft da NFL. O final de tudo isso foi que o QB jogou alguns jogos com o time de base dos Rockies e retornou à NCAA praticando os dois esportes, com a diferença de que agora Wilson jogava pela Universidade de Wisconsin em seu último ano de faculdade.

E foi no football que ele se destacou. Levou o time ao Rose Bowl e quebrou o recorde de eficiência de passe da primeira divisão da NCAA. Seus anos de faculdade acabaram, o andamento normal de sua vida esportiva seria se declarar para o draft da NFL, e foi o que aconteceu. Wilson participou de todos os preparativos do draft, porém sua condição atlética, números em sua carreira como quarteback e um ótimo braço proveniente do baseball não foram suficientes para coloca-lo na lista de primeiros da posição a serem escolhidos, por um único motivo: ele era muito baixo. Ele foi escolhido, mas em um round não muito privilegiado: escolha de número 75, terceiro round, e pior, pelo Seattle Seahawks, time que tinha ganho a batalha para contratar o segundo melhor QB disponível na free agency, e considerado por muitos a escolha mais segura. O melhor Quarterback disponível? Seu rival no Super Bowl 48.

A escolha de Wilson tinha sido graduada por alguns analistas como péssima, mas mesmo assim o técnico do time deixou a vaga de titular em aberto para ser disputada pelo prêmio do free agent e virtual titular Matt Flynn e o rookie escolhido na terceira rodada. Em apenas 3 jogos de pré-temporada, Wilson mostrou que era um quarterback superior e foi nomeado titular da equipe. Sua primeira temporada começou devagar, mas na segunda metade dela se destacou como melhor jogador do ataque e levou o time a uma vaga nos playoffs via wildcard, onde venceram o time do Washington Redskins. Seattle viria a enfrentar o Atlanta Falcons que acabou com as ambições de Wilson em uma vitória emocionante com um field goal no ultimo segundo da partida. Em sua segunda temporada o quarterback agora segundo-anista seguiu o mesmo script da primeira, porém agora classificados como primeiro lugar da NFC, mandando todos os seus jogos de playoffs em casa vencendo o New Orleans Saints e depois o arquirrival San Francisco 49ers. Contando com uma fortíssima defesa e um ótimo ataque corrido Wilson pode consagrar no Super Bowl 48 o estilo de quarterback móvel que vem virando tendência na NFL nos últimos anos.

Instagram/Reprodução

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PEYTON MANNING

54.806 jardas passadas. Recorde de vitórias e derrotas (141-67). Quatro vezes MVP da temporada. Duas aparições no Super Bowl e um anel de campeão no dedo. Esse era Peyton Manning e suas estatísticas até o ano de 2011, quando passou por três cirurgias no pescoço e ficou fora de toda temporada aquele ano, primeira vez que isso acontecia desde que fora draftado para a NFL em 1998. Com seu QB fora de todos os jogos, os Colts amargaram uma temporada 2-14, e foram premiados com a primeira escolha do draft que guardava o melhor prospect de quarterback desde… Peyton Manning. Tornando uma história longa em uma curta: Jim Irsay, dono do Colts, optou por sangue novo na franquia, e dispensou aquele que tinha sido seu quarterback nos últimos 15 anos e reconstruído o time.

Nesse ponto da carreira, Manning já podia se aposentar, seus números citados anteriormente eram incríveis, tinha conseguido tudo que um jogador da NFL poderia alcançar. Poderia parar, mas não parou. Durante a offseason de 2012 começou a fazer trabalhos fechados para recuperar a forma, e as notícias que vinham de lá não eram animadoras: Manning não conseguia lançar para mais de 10 jardas em um lado do campo. Isso não importou para os times, a briga para adquirí-lo foi grande, e o vencedor foi Denver, através de John Elway que bancou sua contratação mesmo sob desconfiança sobre a força do braço do QB. Sua primeira temporada em Denver foi acima de qualquer expectativa, terminou 13-3, primeiro colocado na AFC. Porém foi nos playoffs que as críticas voltaram, quando perdeu para o Baltimore Ravens em um jogo dramático com duas prorrogações em pleno Mile High.

Temporada de 2013: primeiro jogo contra o próprio Baltimore Ravens que o eliminou e que viria a ser o campeão da temporada. Sete touchdowns lançados. Esse jogo deu o tom da temporada que Manning teria. Superou todos os recordes possíveis e imagináveis para um QB em uma temporada e de quebra terminou com o melhor ataque da historia da liga. Terminou mais uma vez 13-3 e primeiro lugar na AFC, e dessa vez fez valer o mando de campo, ganhando um jogo razoavelmente tranquilo contra o San Diego Chargers e na final da conferência despachou o seu eterno rival Tom Brady em um jogo dominado pelo time do Colorado. O camisa 18 de Denver chega agora ao seu terceiro Super Bowl, podendo ser o primeiro QB titular a ganhar o troféu Vince Lombardi por dois times diferentes e ainda colocar mais um ponto de exclamação para uma carreira brilhante de um dos melhores da historia.

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E aí, caro fã do esporte, que leva o Super Bowl XLVIII?

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