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Especial Draft NFL 2019: os cinco wide receivers mais cobiçados + três tight ends

NFL Draft 2019

(Crédito: Twitter/reprodução)

Estamos a três dias da primeira rodada do draft de 2019 da National Football League e, em breve, conheceremos para quais times os principais jovens jogadores universitários vão. E, em meio a uma classe com bastante talento, o Quinto Quarto traz mais um especial para apresentar um pouco mais dos wide receivers e tight ends à disposição neste ano.

Afinal, de nada vale ter um bom quarterback para comandar o seu ataque e não possuir peças ao redor do líder do time em campo.

Seria mais ou menos como investir em um cozinha sensacional na sua casa e, no restante da residência, ter um monte de cômodos sem nada. Bem, a comparação talvez não tenha sido das melhores, mas você entendeu.

E os skill players mais importantes no futebol americano atual são os wide receivers e tight ends, que realmente são os principais alvos para o jogo aéreo e ainda ajudam nos bloqueios. E a NFL nos dias de hoje é uma liga de ataques aéreos, basicamente.

Ter bons jogadores para agarrar a bola, fugindo da marcação dos defensores, é essencial para que uma equipe conquiste jardas e bata logo à porta da end zone adversária. Por isso mesmo, muitas franquias estarão de olho em reforçar seu corpo de wide receivers e tight ends em 2019.

Portanto, siga conosco em mais este Especial NFL Draft 2019 e conheça oito nomes (cinco WRs e três TEs) que prometem dar tanto o que falar quanto Neymar fazendo malabares em um semáforo na Rebouças.

OK, hoje não estou muito inspirado nas comparações.

D.K. Metcalf (Ole Miss)

D.K. Metcalf, wide receiver de Ole Miss

(Crédito: Twitter/reprodução)

Sem dúvidas, este é o principal prospecto para a posição de wide receiver no draft de 2019. E, com esse nome de androide, ele merece ter o status que tem atualmente. Metcalf possui uma boa combinação de tamanho e velocidade, tendo cravado 4,33s no tiro de 40 jardas durante o NFL Scouting Combine.

O wideout de Ole Miss tem grande habilidade para fazer recepções e tem uma capacidade decente de percorrer bem as rotas, ainda que tenha muito espaço para melhorar neste aspecto.

Um aspecto que preocupa é que ele vem de uma temporada 2018 no futebol americano universitário em que sofreu uma lesão no pescoço e participou de apenas sete partidas, somando 26 recepções para 569 jardas e cinco touchdowns. Tem cara de ser um típico prospecto ‘boom or bust’, que vai dar muito certo ou muito errado na NFL.

Marquise Brown (Oklahoma)

Marquise Brown, wide receiver da Universidade de Oklahoma

(Crédito: Twitter/reprodução)

Eis outro prospecto interessante para a posição de wide receiver e mais um que tem enorme chance de sair logo na primeira rodada, ainda que esteja lidando com uma lesão Lisfranc (lesão no pé). É dono de grande velocidade e agilidade para se livrar dos defensive backs.

É uma boa arma no screen, faz boas recepções, mas ainda pode melhorar nos bloqueios e não tem uma altura de encher os olhos para a posição. Mas, geralmente, quando um wide receiver tem sobrenome de Brown, devemos ficar de olho (risos).

Na temporada 2018 do college football, Brown somou 75 recepções para 1.318 jardas e dez touchdowns em 12 jogos, incluindo uma atuação com 11 recepções para 243 jardas e dois TDs em uma vitória por 59 a 56 sobre West Virginia.

A.J. Brown (Ole Miss)

A.J. Brown, wide receiver de Ole Miss

(Crédito: Twitter/reprodução)

Mais um recebedor com esse sobrenome mágico. E com as iniciais de outro grande wide receiver da NFL (A.J. Green). A.J. Brown jogou com D.K. Metcalf em Ole Miss e atuou mais como slot receiver depois da lesão do companheiro.

Tem uma capacidade de tirar proveito de coberturas em zona e também consegue ganhar boas jardas depois da recepção. Contudo, às vezes sofre contra alguns cornerbacks mais físicos e não é dos mais velozes.

Em 12 partidas em 2018, A.J. Brown somou 85 recepções para 1.320 jardas e seis touchdowns. Em um dado aleatório do QQ Research, realmente fosse um misto de A.J. Green com Antonio Brown, seria a primeira escolha geral do draft de 2019. Mas (infelizmente) não é.

N’Keal Harry (Arizona State)

N'Keal Harry, wide receiver de Arizona State

(Crédito: Twitter/reprodução)

Um prospecto mais de terceira (se muito segunda) rodada do draft de 2019, N’Keal Harry é detentor de um porte físico avantajado e boa estatura, contando com boa impulsão para agarrar bolas no alto, mas não é dono de uma grande velocidade, explosão e agilidade.

A falta de uma (aparente) capacidade atlética para ser um grande wide receiver na NFL pode complicar as coisas para Harry e, a meu ver, é mais incógnita que o Oakland Raiders antes da temporada 2019. É mais cotado para ser um slot receiver em nível profissional.

Em 12 jogos na temporada 2018 do college, Harry fez 73 recepções para 1.088 jardas e nove touchdowns com a camisa dos Sun Devils. Teve uma apresentação muito consistente de nove recepções para 161 jardas e três touchdowns em uma vitória por 38 a 20 sobre Utah.

Terry McLaurin (Ohio State)

Terry McLaurin, wide receiver de Ohio State

(Crédito: Twitter/reprodução)

Entrou nesta lista com alguns bons méritos. McLaurin tem uma boa velocidade (alô, fãs de automobilismo, olha essa piada – É BRINCADEIRA, TÁ? SEI QUE NÃO SE ESCREVE ASSIM) e demonstra uma boa habilidade de percorrer rotas.

No NFL Scouting Combine, teve um ótimo tempo no tiro de 40 jardas (4,35s) e fez boas demonstrações nos testes dentro de campo. Tem capacidade de buscar a separação dos defensores e demonstra possuir excelentes mãos. É mais um prospecto de terceira rodada em diante, ainda que tenha chances consideráveis de ter sucesso como titular na NFL.

Em seu último ano no college football, em 2018, fez 35 recepções para 701 jardas e 11 touchdowns com a camisa dos Buckeyes. Teve um jogo (vitória sobre Oregon State por 77 a 31) com quatro recepções para 121 jardas e dois touchdowns.

– Os três principais tight ends

T.J. Hockenson (Iowa)

T.J. Hockenson, tight end de Iowa

(Crédito: Twitter/reprodução)

É um consenso que T.J. Hockenson é o principal prospecto para a posição de tight end no draft de 2019 da NFL. O astro de Iowa possui uma grande estatura e um bom porte físico, sendo um atleta jovem com enorme habilidade para ajudar no jogo aéreo.

Provavelmente precisará ganhar um pouco de força para jogar no profissional, mas é um dos TEs mais promissores a entrar no draft da NFL nos últimos anos. É ótimo nos bloqueios também.

Jogador capaz de criar os famosos mismatches no jogo de passe, ou seja, pode ter vantagem no mano a mano.

Em 2018, dividindo espaço com Noah Fant em Iowa, Hockenson somou 49 recepções para 760 jardas e seis touchdowns em 13 partidas, incluindo uma apresentação de quatro recepções para 107 jardas e dois TDs na vitória dos Hawkeyes por 42 a 16 sobre Indiana.

Noah Fant (Iowa)

Noah Fant, tight end de Iowa

(Crédito: Twitter/reprodução)

Fant é um bom prospecto para a posição de tight end, mas algumas preocupações com problemas de caráter e personalidade podem fazê-lo cair umas boas posições no draft. Coisa que não vai acontecer com Hockenson.

Ele é uma grande arma como recebedor e pode perfeitamente ser um titular nas três descidas na NFL, desde que melhore seus bloqueios (esse é um de seus maiores problemas técnicos). Teve um bom tiro de 40 jardas no Combine (4,50s) e isso pode ajudá-lo.

O time que draftá-lo terá um grande tight end recebedor, com boa velocidade. Fez 39 recepções para 519 jardas e sete touchdowns em 12 jogos em 2018.

Irv Smith Jr. (Alabama)

Irv Smith Jr., tight end de Alabama

(Crédito: Twitter/reprodução)

Aqui está um nome pouco badalado, mas que pode render frutos na NFL. Irv Smith Jr. teve bons números com a camisa do Alabama Crimson Tide em 2018, fazendo 44 recepções para 710 jardas e sete touchdowns em 15 jogos. Foi bem no ano passado e também criou bons mismatches contra os defensores.

Tem um tamanho capaz de ajudá-lo a conquistar boas jardas depois da recepção, sendo essa a sua principal qualidade. Deve ter vantagens na NFL saindo do slot e competindo contra nickel cornerbacks e linebackers. Mãos confiáveis para a posição.

É um prospecto que pode sair em qualquer uma das três primeiras rodadas e possui capacidade para se tornar uma peça de qualidade em nível profissional.

Uma curiosidade: o pai de Smith foi selecionado na primeira rodada do draft de 1993 pelo New Orleans Saints e o tio de Irv Smith Jr., Edward Smith, também atuou como tight end na NFL, tendo vestindo a camisa do Atlanta Falcons.

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