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Especial Draft NFL 2019: os seis running backs mais cobiçados

Camisas NFL draft

(Crédito: Instagram/reprodução)

Na última década, os runnings backs se tornaram os ‘e-mails da NFL’. Calma, deixe-me explicar.

Basicamente, eles são extremamente importantes, é impossível não ter um bom, mas ainda assim é uma ferramenta defasada em comparação com outras. Mas, não, eles nunca vão perder espaço no futebol americano e sempre serão essenciais.

Entendeu agora a minha analogia? Se foi boa, eu deixo na avaliação de vocês.

É claro que estou falando daqueles running backs ‘old school’, que abaixam a cabeça e correm que nem um touro desembestado naquelas festas de rua na Espanha.

Para ter sucesso a longo prazo (leia-se até os 30 anos para running backs) na National Football League atual, é preciso ser mais parecido com um canivete suíço do que com um facão de cortar cana.

Em resumo, é ser mais Le’Veon Bell e Alvin Kamara e menos Thomas Rawls.

Os jovens RBs que estão prestes a chegar à NFL sabem bem disso e precisarão provar a sua versatilidade tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo se quiserem estar jogando em alto nível daqui a cinco, seis anos.

Neste especial pré-draft do Quinto Quarto, chegou a hora de analisarmos seis running backs que prometem ser os mais cobiçados pelos 32 times da liga no final deste mês. Lembrando que o dos quarterbacks (também de minha autoria) já saiu no final de março.

Já enrolei demais, né? Estou parecendo o Bell esperando os espaços abrirem para correr…

Josh Jacobs (Alabama)

Josh Jacobs, running back de Alabama

(Crédito: Twitter/reprodução)

Em uma classe de running backs que não tem aquele talento de running back quase unânime como Saquon Barkley e Ezekiel Elliott, como foi o caso em anos anteriores, Josh Jacobs é o nome que mais se destaca, sem dúvidas.

Originário da Universidade de Alabama, que tem um grandioso programa de futebol americano, Jacobs é o cara que muitos times procuram. Um jogador completo que tem grande velocidade e força para ganhar jardas correndo, que possui ótima habilidade nas recepções para ajudar no jogo aéreo e que também é um bloqueador. Ele também pode retornar chutes.

É, em resumo, o melhor running back desta classe de 2019. Tão versátil quanto Bombril, que está na antena da minha TV até hoje.

Damien Harris (Alabama)

Damien Harris, running back de Alabama

(Crédito: Twitter/reprodução)

Ê, Alabama! Você espirra lá e sai um running back. Seja um Shaun Alexander, um Mark Ingram ou um Derrick Henry. Mas vamos com calma: Damien Harris não é desse mesmo patamar. Longe disso.

Mas você me diz: “Bruno, você está querendo comparar Ferraris e Lamborghinis com a Kombi velha do meu tio!”

Não vamos ser tão injustos.

Harris realmente não tem a velocidade de encher os olhos e nem é um atleta excepcional. É um bom running back, com limitações para ajudar no jogo aéreo, mas que possui ferramentas físicas e técnicas para encontrar espaços e ganhar jardas. Mas se há um cara que sabe proteger a bola é ele: nunca perdeu um fumble em seus quatro anos em Alabama e sequer DEIXOU A BOLA CAIR no gramado em suas duas últimas temporadas no college.

Ele segura uma bola de futebol americano com o mesmo cuidado que eu seguro meu PS4.

David Montgomery (Iowa State)

David Montgomery, running back de Iowa State

(Crédito: Twitter/reprodução)

Eis um running back mais projetado para terceira rodada do draft de 2019, por aí. Montgomery trabalhou mais que o advogado do Fluminense em sua trajetória no futebol americano universitário e carregou a bola mais de 250 vezes nas últimas duas temporadas com a camisa dos Iowa State Cyclones.

Na temporada 2018/19, foram 257 carregadas de bola para 1.216 jardas e 13 touchdowns em 12 jogos.

Montgomery tem as pernas ‘nervosas’ e possui grande habilidade de fazer cortes e de se manter equilibrado mesmo após o contato. Também é um jogador que recebe a bola e aterroriza os defensores com sua velocidade para somar jardas depois da recepção. Porém, não espere uma velocidade absurda em campo aberto.

Devin Singletary (FAU)

Devin Singletary, running back de Florida Atlantic

(Crédito: Twitter/reprodução)

Como é o caso Montgomery, Devin Singletary também foi mais usado no college football que a Playboy da Kelly Key foi pelos adolescentes no começo dos anos 2000. Foram 714 corridas em três anos em Florida Atlantic, incluindo impressionantes 301 corridas para 1.920 jardas e 32 touchdowns na temporada 2017/18.

Mas, como eu falava no começo deste especial, é preciso saber receber passes para ter sucesso na NFL. E, nisso, este prospecto deixa muito a desejar. Ele vem de uma temporada 2018/19 com apenas seis recepções para 36 jardas.

No chão, contudo, ‘Motor’ (como ficou conhecido) é o cara e passou das 1.000 jardas em todas as suas três temporadas com a camisa dos Owls.

Darrell Henderson (Memphis)

Darrell Henderson, running back de Memphis

(Crédito: Twitter/reprodução)

O running back originário da Universidade de Memphis possui grande velocidade e tem a capacidade de fazer jogadas explosivas em qualquer lugar do campo. Também possui alguma habilidade nos cortes. Mas é sua velocidade que lhe permite fugir de alguns tackles.

Vem de uma temporada 2018/19 com a camisa dos Tigers em que correu 214 vezes para 1.909 jardas e 22 touchdowns. Perto dos dois running backs mencionados acima, ele está mais novinho em folha que tênis de sedentário.

Henderson, aparentemente, é um running back mais para complementar uma rotação de backfield do que um titular absoluto, mas ele pode sim ser um RB número 2 competente na NFL.

Rodney Anderson (Oklahoma)

Rodney Anderson, running back de Oklahoma

(Crédito: Twitter/reprodução)

Lembra do Podrinho (digo Pedrinho) ex-Santos e Palmeiras? Anderson é esse cara entre esses running backs. De suas quatro temporadas em Oklahoma, três terminaram com lesões que encerraram sua participação mais cedo, incluindo a temporada 2018/19.

Foram problemas no joelho, uma fratura na perna e uma fratura na vértebra. Mas por que ele está aqui então, Brunão?

Porque, mesmo assim, Anderson é um dos bons talentos da posição de RB neste ano no draft (eu falei que a classe não era de encher tanto os olhos) e estaria em uma melhor posição nos draft boards, não fossem as questões de saúde.

Rodney é grande, muito talentoso e versátil. Chegou a somar 201 jardas e dois touchdowns em 26 carregadas durante o Rose Bowl* 2018 contra Georgia. Deve sair só no dia 3 do draft, mas pode ser uma pepita de ouro.

*um dos jogos decisivos do futebol americano universitário

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