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Especial Draft NFL 2019: a hora dos nerds com os seis prospectos de OL

Ficar com o olho grudado na linha ofensiva (OL, offensive line) e sua capacidade de bloquear, abrir espaços e ser o motor de um ataque é como deixar sua namorada (o) em casa e ficar jogando Fortnite em um sábado à noite.

Mas quem disse que isso não é bom de vez em quando? Ter uma boa OL muda seu time. E se você duvida, pergunte para Andrew Luck, que apanhava mais que o Rocky no começo de todas as lutas antes de ter Quenton Nelson e Braden Smith.

Claro que não consegui acompanhar todos os nomes que irei falar a seguir ao vivo e a cores. Mas desde o Combine estou só de olho em vídeos de brutalidade no Youtube. E, quando digo isso, não falo de clipes de GTA e sim de jogadores enormes de OL arremessando defensores para todo lado.

Vou compartilhar com vocês esse meu prazer audiovisual nas descrições abaixo. Você odeia a linha ofensiva de seu time? Então torça para o GM escolher um destes caras no Draft NFL 2019.

Os seis prospectos de OL deste Draft NFL 2019 que separei para você

Jawaan Taylor – Florida

jawaan taylor florida

Um bom tackle, jogando na direita, ou especialmente na esquerda (caso o QB seja destro) sempre foi uma commodity muito valiosa, historicamente falando. Nos últimos anos, tivemos alguns busts na 1ª rodada, é verdade. Ereck Flowers que o diga.

Eric Fisher, escolhido em primeiro geral em 2013, não é um bust e chegou ao Pro Bowl em 2018, mas talvez ele não tivesse merecido a honra de seu posicionamento.

Enfim, voltando a 2019, Taylor deve ser o primeiro jogador de OL a ser selecionado e ninguém vai chorar excessivamente se for no top 10. O tackle da Universidade da Florida é gigante, com 1,96 e quase 150 kg. Apesar disso, ele não parece usar tênis de concreto e calça jeans molhada, como alguns companheiros de posição: seu atleticismo inclui pés rápidos e excelente movimentação.

E isso se manifesta com a possibilidade de chegar no segundo nível das defesas, já que só pela força ele consegue empurrar um defensive lineman até a loucura. Olha só a jogada que separei abaixo.

Como dá para ver no vídeo, sua posição é right tackle, mas com um bom sistema e treinador de OL, dá para fazer a transição para o blind side. Isso não importa mais tanto, já que há excelentes pass rushers que preferem atacar pelo lado esquerdo (direito da linha ofensiva). Mas caso um sistema mais old school prefira ele como LT (Jacksonville?), tá ai a possibilidade.

Cody Ford – Oklahoma

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Crédito: Instagram/reprodução

A análise do Pro Football Focus logo de cara destacou que Ford jogou mais como tackle do que guard, mas que na NFL é provável que ele atue mais próximo do center por sua falta de atleticismo para atuar nas pontas.

Suas notas – dadas pelo PFF – tanto na proteção contra o passe como abrindo espaços no jogo terrestre foram excelentes. Lembrando que ele estava na linha de frente de Kyler Murray, possivelmente a primeira escolha do Draft NFL 2019. Sabe quantos sacks ele permitiu na sua carreira em Oklahoma? Dois.

Notando ele no Combine dá para perceber que sua movimentação é mais lenta que a de Taylor. Jogando como guard ele realmente pode tirar o máximo de seu jogo, já que é enorme e não terá que lidar com pass rushers rápidos na maior parte do jogo. Sua força no jogo corrido também poderá ser explorada.

Mas aqui fica a preocupação se a linha ofensiva ótima de Oklahoma – eleita a melhor do país – o elevou ou o contrário. Ele deve sair no meio da primeira rodada, ainda mais em uma liga que sempre precisa de bons jogadores de linha ofensiva, já que eles são raros e não costumam atingir o mercado de free agents quando estão no auge.

Jonah Williams – Alabama

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Crédito: Instagram/reprodução

Williams jogou no rolo compressor universitário chamado Alabama, o que já indica sua qualidade. Ele teve uma temporada de right tackle e depois de Cam Robinson ter ido para a NFL, passou para o lado esquerdo, onde jogou dois anos.

Dependendo do analista que você encontrar, você pode ver Williams no topo da lista de prospectos do Draft na linha ofensiva. Ele ter jogado em jogos enormes ajuda bastante, já que enfrentou a melhor concorrência. O fato de ter deslizado na linha e só ter melhorado também. Não à toa todos os times mandaram representantes para o Pro Day onde ele foi testado.

Mas, como sempre, há os haters. Tá, vou deixar a linguagem adolescente de lado. Existem preocupações sobre sua chegada à NFL e o tamanho de seus braços, que não são tão grandes. Isso me lembra Julio Cesar, ex-goleiro do Corinthians e que os maldosos diziam ter braço de jacaré. Os dois provavelmente podem dar um tapa na minha cara a dois metros de distância, então não vou falar mais nada. Há a possibilidade de ele deslizar para guard.

Na minha opinião: ele dominou a concorrência e dá para notar que ele realmente não ganha pela pura força física, mas por seus fundamentos e posicionamento. Por exemplo, ele é 12 kg mais magro que Jawaan Taylor.

Novamente na minha humilde opinião, ele pode ser uma excelente escolha para uma equipe no meio da 1ª rodada.

Garrett Bradbury – North Carolina State

No Instagram do Quinto Quarto eu já tinha destacado Bradbury, com seus pés de gazela no Combine. Tem quarterback que não tem a mesma destreza com as pernas que este futuro center na NFL.

 

Dá para explicar isso com uma simples informação: ele costumava ser um tight end antes de fazer a transição para a linha. Então é normal que ele realmente exploda no snap, que agora sai de suas mãos. No post do SB Nation o analista quase tem um orgasmo com essa movimentação imediata, atacando jogadores de linha ofensiva que nem perto dele estavam. É realmente impressionante.

Normalmente os jogadores de linha mais valorizados estão nas pontas, mas no Draft de 2018 nós tivemos um guard sendo escolhido em 6º (Quenton Nelson) e dois Centers/Guards escolhidos em seguida na 20ª e 21ª posição (Frank Ragnow e Billy Price).

É provável que Bradburry então siga essa onda de valorização. Alguém precisará de ajuda no meio da linha e vai querer resolver isso na 1ª rodada, pode ter certeza.

Andre Dillard – Washington State

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Crédito: Instagram/reprodução

Esse aqui é um dos que mais gostei de ler e ver sobre. Primeiro porque as análises são bem díspares, o que pode ser um problema também quando você começa a microanalisar até o pum de um jogador de 23 anos.

Dillard é atlético, mas tem braços pequenos (mesma crítica a Williams). Ele tem alguns bons fundamentos, mas parece verde para ser um left tackle, posição que ocupou em Washington State.

Meu veredito? Ele permitiu apenas um sack em 677 tentativas. Foi para o Senior Bowl. Está verde e jogava em um sistema na universidade que não se traduz 100% para os profissionais, mas isso acontece com grande parte dos prospectos de linha nos últimos anos.

Daniel Jeremiah colocou ele em 13º na lista dos 50 melhores prospectos. Há um jogador de OL à frente dele nessa lista? Negativo. Mais uma prova que estamos falando de alguém sendo visto como 8 ou 80. Eu acho que está mais para 42.

Não se surpreenda se ele sair no Top 15. E não se surpreenda se ele cair até o fim da primeira rodada.

Greg Little – Ole Miss

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Crédito: Instagram/reprodução

Mais um Greg Little, mas diferentemente do magrinho recebedor, este é um mamute de linha ofensiva.  De Little ele não tem nem o dedinho do pé. Ele foi o substituto de Laremy Tunsil em Ole Miss na posição de left tackle. Tomara que ele não tenha pegado dicas de produtos para fumar e como tirar fotos comprometedoras que serão reveladas no dia do Draft.

Little começou como titular em 29 jogos na universidade e foi colocado no topo da lista de prospectos para o Draft quando anunciou que iria para os profissionais. Aliás, Todd McShay, da ‘ESPN’, colocou ele lá em cima quando este saia do ensino médio. Daniel Jeremiah, agora antes do Draft, nem o citou entre os top 50 prospectos. Ou seja, não estamos falando de uma unanimidade.

Algo que não ajudou Little foi ter o terceiro pior tempo no tiro de quarenta jardas no Combine. Com seu 1,98 m e quase 150 kg, você espera força, mas ele ainda tem muito a aprender e pode sofrer na primeira temporada.

Sua movimentação na proteção ao passe é boa, conseguindo acompanhar os pass rushers com seus corpanzil enorme e seu bom jogo de pés.

 

Mas sua explosão para o jogo corrido não é tão boa, o que derruba um pouco seu valor e também explica porque ele correu as 40 jardas em 5,33s no Combine. Talvez ele sobre para o segundo dia, mas não demorará muito para alguém se convencer que um gigante desses, que tem grande experiência como left tackle, merece ser escolhido logo.

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