NFL

Em novo livro, Steve Young revela que árbitro ofereceu encontro com sua filha

Steve Young, ex-quarterback da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Ser quarterback na National Football League tem seu preço. Além de, provavelmente, ser a posição que envolve mais responsabilidade entre todos os esportes, o líder de ataque no futebol americano também atrai todos os holofotes. Ele se torna basicamente um sex symbol.

E Steve Young sabe bem disso.

Membro do Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF), Young foi selecionado no draft suplementar de 1984 e fez sua estreia na NFL em 1985, no Tampa Bay Buccaneers, onde teve uma passagem apagada de duas temporadas e duas campanhas de duas vitórias e 14 derrotas. Em 1987, contudo, ele iniciou uma trajetória vitoriosa de 13 temporadas no San Francisco 49ers, onde faturou três títulos de Super Bowl (XXIII, XXIV e XXIX) e foi selecionado a sete Pro Bowls, o jogo das estrelas da NFL.

Livro do ex-quarterback Steve Young

(Crédito: reprodução)

Porém, além das conquistas coletivas e individuais na liga, o signal caller também viveu um episódio MUITO curioso em sua carreira profissional.

Como ele revela em seu novo livro, uma autobiografia intitulada ‘QB: My Life Behind The Spiral’, um incidente o marcou em seu início de trajetória na liga. E foi quando um árbitro queria que o astro saísse com sua filha e fez um convite para ele em meio à partida.

Difícil de acreditar? Pois vamos ao trecho do livro:

Mesmo no campo, eu não posso escapar da loucura. Nós estávamos jogando contra os Colts em casa. No meio do segundo quarto, estou no huddle quando o árbitro principal bate no meu ombro. “Posso falar com você por um segundo”, diz ele. Eu saio do huddle. ‘Ei, escute, minha filha está indo para BYU”, ele sussurra. A próxima coisa que eu me lembro é que ele começa a tentar me convencer de que eu deveria conhecer a filha dele. “Eu gostaria que você saísse com ela”, diz ele.

E não para por aí. Pronto para mais?

Eu não posso acreditar nisso. Estamos no meio de um jogo! “Oh, tudo bem”, eu disse. “Qual é o nome dela?” Ele me fala e eu retorno para o huddle. No final do jogo, nós estamos perdendo por 31 a 23 e eu estou tentando protagonizar uma virada. Eu saio para fora do pocket e tomo uma pancada brutal. Isso me leva a sofrer um fumble um pouco antes de o apito soar para parar a jogada. Eu estou deitado no chão quando a defesa recupera a bola solta, selando a nossa derrota. De repente, do nada, uma bandeira amarela cai do meu lado. O árbitro cuja filha está indo para BYU marca uma falta pessoal contra a defesa. Primeira descida, Tampa Bay. Eu me levanto e ajeito o uniforme. Então, o árbitro passa por mim e sussurra que ela gosta de comida italiana.

O jogo, ao que parece, é de 1985 (em consulta ao incrível ‘Pro Football Reference’). No dia 15 de dezembro daquela temporada, o Tampa Bay Buccaneers perdeu em seus domínios para o Indianapolis Colts por 31 a 23. E nem a ‘ajuda’ do árbitro foi suficiente para evitar o revés e a reta final melancólica de temporada para os Bucs.

Em suma, se o ‘QB: My Life Behind the Spiral’ for recheado de histórias deste tipo, vale muito a pena ler a obra.

Alguns excertos do livro, inclusive, aparecem na coluna desta segunda-feira (3) do jornalista Peter King, do ‘The MMQB’. A publicação, inclusive, está sendo comercializada na pré-venda pela Amazon dos Estados Unidos.

Steve Young, que encerrou sua carreira em 1999, somou 91 vitórias e 33 derrotas em temporadas regulares com o San Francisco 49ers, fechando sua passagem de 13 anos pelo time com 29.907 jardas aéreas, 221 touchdowns e 86 interceptações.

No total de sua carreira de 15 anos, o lendário quarterback completou 64,3% de seus passes para 33.124 jardas, 232 touchdowns e 107 interceptações, além de ter corrido 722 vezes para 4.239 jardas e 43 touchdowns.

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