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Em coletiva, Goodell fala sobre aumentar ritmo de jogo na NFL e outros assuntos

Roger Goodell, comissário da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Roger Goodell, comissário da National Football League, concedeu sua tradicional entrevista coletiva da semana do Super Bowl nesta quarta-feira (1), em Houston, e, entre diversos assuntos, o mandatário deixou claro que a liga deve mudar os procedimentos de gerenciamento de jogos para acelerar o ritmo das partidas e reduzir as paralisações.

O executivo citou exemplos, entre eles a mudança do relógio das jogadas que minimizaria o tempo entre os extra points e o kickoff seguinte. De acordo com Goodell, os debates sobre o tema do tempo começaram há vários anos, mas reconheceu que a recente queda de 8% na audiência em comparação a 2016 levou o assunto a ser tratado com mais urgência.

“O que estamos tentando fazer é tornar nosso produto emocionante, e nossos jogos tão empolgantes e cheios de ação quanto possível”, frisou.

Entre as mudanças que Roger Goodell mencionou estão:

– limite de tempo para que os times estejam prontos para o kickoff, reduzindo a duração do que é, normalmente, a sequência menos movimentada de um jogo da NFL. A finalidade seria evitar “atrasos para ajeitar os times e para que eles retornem ao campo”;

– usar tablets para revisão de jogadas, algo que a liga já testou em pré-temporadas e Pro Bowl anteriores. Atualmente, os tablets são aprovados apenas para treinadores e jogadores verem fotos de jogadas na lateral do gramado;

– cortar o anúncio do árbitro de que uma jogada está sendo revisada;

– reduzir o número de comerciais de cinco para quatro por quarto de jogo.

“Achamos que menos é mais neste aspecto. E podemos fazer isso com o equilíbrio certo que vai melhorar a qualidade de experiência tanto no estádio quanto na televisão”, falou.

Detalhes para essas mudanças seriam desenvolvidas pelo Comitê de Competição da NFL e considerada pelos proprietários de franquias nos próximos meses.

“Eu espero ver muitas dessas mudanças na offseason”, observou Goodell.

Também em sua coletiva desta quarta, o mandatário da NFL garantiu que não está evitando comparecer ao Gillette Stadium, casa dos Patriots, depois de toda a polêmica do escândalo Deflategate e a punição ao quarterback Tom Brady.

“Se eu for convidado de volta a Foxborough, eu irei”, disse. “Não tenho dúvidas de que, se eu quisesse ir a um jogo dos Patriots e pedisse ao Sr. Kraft, ele me receberia bem de volta. Isso é com ele”, prosseguiu Goodell.

Robert Kraft, proprietário do New England Patriots, sentou na primeira fileira durante a coletiva do comissário. O dono da franquia de Foxborough criticou publicamente Goodell pela forma como o Deflategate foi conduzido.

Kraft não conversou com os jornalistas depois das declarações de Goodell, se encaminhando rapidamente ao treinamento dos Patriots, mas ele soltou um comunicado oficial posteriormente, por meio de um representante da organização.

“Eu conversei com muitos torcedores que adorariam receber Roger de volta ao Gilette Stadium. Se tivermos a sorte de vencer no domingo (Super Bowl LI), o kickoff da temporada (2017) seria a oportunidade perfeita”, afirmou Kraft.

Tratando de uma possível mudança de seu relacionamento com o New England Patriots desde o Deflategate, Goodell mencionou “um desacordo sobre o que ocorreu”, mas ressaltou sua admiração pela organização.

“Nós temos sido muito transparentes sobre o que achamos que foi a violação. Nós passamos por um longo processo. Nós discordamos sobre isso. Mas eu continuo a respeitar e admirar Robert, Jonathan (Kraft) e toda a organização. Eles são uma organização extraordinária e são um time extraordinário, em minha opinião. Então, tenho uma relação muito profunda e estreita com eles”, pontuou Goodell. “Mas isso não muda o fato de que temos que compartimentar e podemos discordar. Mas eu serei honesto com vocês. Tenho desentendimentos com, provavelmente, todos nossos 32 times. Não tenho medo de discordâncias. Não acho que discordâncias levam a desconfiança ou ódio. É apenas uma discordância. Você reconhece seus desentendimentos, chega a um lugar comum e segue adiante. É o que é. Para nós, tem a ver com certificar-se que estamos fazendo o que é certo para a liga a longo prazo”, completou.

Goodell fala sobre mercado de Las Vegas

Roger Goodell não falou diretamente sobre a notícia do magnata do ramo de cassinos Sheldon Adelson ter saído dos planos dos Raiders para financiar um estádio de US$ 1,9 bilhão em Las Vegas, mas o comissário da NFL deixou claro que não pode ver o dono de um cassino fortemente engajado em algo do tipo.

“Eu não vejo uma posição de propriedade de um time partindo de um cassino. Isso não é algo que é consistente com nossas políticas… com um estádio também não é provável”, analisou.

O mandatário da National Football League também deixou claro que a liga ainda não tem uma decisão sobre o mercado de Las Vegas.

“Nós não fizemos uma determinação sobre Las Vegas como um mercado de NFL. Isso faz parte do processo de realocação. Os Raiders apresentaram um pedido; é algo que estamos considerando cuidadosamente. Mas há muito mais trabalho a ser feito e há vários elementos disso. Financiar o estádio é apenas um”, falou. “Obviamente, o projeto do estádio em si, a profundidade do mercado, todas são coisas que estudamos ao longo dos últimos meses. Mas isso aumentará de intensidade ao longo do próximo mês ou conforme avançamos nesse processo”, completou.

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