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Em coletiva, GM aponta falta de progresso como razão da demissão de Lovie Smith

(Crédito: Twitter/reprodução)

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O Tampa Bay Buccaneers chocou o mundo (tá, não é para tanto) e anunciou a demissão do técnico Lovie Smith na noite da última quarta-feira. Reclamações dos jogadores e muitas críticas mais tarde, a franquia tentou se explicar.

Nesta quinta-feira (7), em entrevista coletiva, o general manager Jason Licht frisou que oito vitórias em duas temporadas não foram suficientes para que a diretoria e a família Glazer, proprietária da franquia, percebesse uma evolução suficiente no time para manter o comandante.

“Acho que quando você tem oito vitórias em dois anos, três vitórias em casa em dois anos, eu acho que (os torcedores) foram pacientes suficientemente. Leva tempo, mas acredito que enquanto você está formando um time de futebol americano você pode ser competitivo”, frisou o gerente geral, em entrevista concedida na sede da franquia.

Na temporada 2015, que terminou com os Bucs com campanha de seis vitórias e dez derrotas, o time até chegou a sonhar com classificação para os playoffs. No começo de dezembro, Tampa Bay chegou a estar com 6-6, o que deixou a equipe com chances de sonhar com um wild card da Conferência Nacional (NFC), mas então houve quatro derrotas nos últimos quatro jogos e os planos foram por água abaixo.

Jason Licht frisou na coletiva que não queria tratar das falhas de Smith. Apesar disso, é claro que a franquia identificou as falhas defensivas como um dos grandes problemas. Em defesa total, os Bucs ficaram na boa décima colocação na liga, mas em termos de pontos a defesa foi a 26ª, com 26,1 pontos cedidos por jogo.

De acordo com informações de Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana, as muitas faltas também desagradaram bastante a família Glazer. Foram 261 no total, incluindo 143 em 2015, maior marca de toda a National Football League. Algumas contratações de coordenadores por Lovie Smith também não foram bem digeridas, já que o técnico escolheu Jeff Tedford para ser o coordenador ofensivo em 2014, mas ele teve problemas de coração na pré-temporada e ficou afastado durante o ano, e Marcus Arroyo, que não tinha experiência anterior na NFL, foi o responsável por chamar as jogadas.

Licht confirmou que Lovie Smith foi demitido por telefone, mas destacou que foi opção do próprio técnico. O general manager falou que Joel Glazer, co-presidente dos Buccaneers, queria se encontrar com o treinador na quinta para anunciar seu desligamento, mas Smith ligou para Licht na quarta. Jason Licht disse que a amizade entre eles o obrigou a dizer a Lovie Smith que os Glazers queriam encontrá-lo na quinta e que a reunião não seria boa. Foi então que o então head coach ressaltou ao general manager que um encontro não era necessário e solicitou que Glazer ligasse para ele.

Após a conversa, na qual Smith falou para Glazer que não precisava de uma reunião presencial, o técnico foi às instalações do time no final de quarta-feira e limpou seu escritório.

“Tudo que eu diria é que é uma decisão de futebol americano que foi tomada porque achamos que era o melhor para o futuro da franquia. Eu compreendi a decisão após conversas. Mais uma vez, tenho profundo respeito por Lovie como técnico, mas sentimos que essa franquia precisava de uma nova cara, um novo técnico, para nos colocar de volta no caminho das vitórias”, observou o gerente geral.

Um dos candidatos para ser o sucessor de Lovie Smith é Dirk Koetter, atual coordenador ofensivo do Tampa Bay Buccaneers. Koetter, que acaba de terminar sua primeira temporada nos Bucs, ajudou o quarterback Jameis Winston a ter uma das melhores temporadas por um calouro na história da liga. O camisa 3 completou 58,3% de seus passes para 4.042 jardas, 22 touchdowns e 15 interceptações, se tornando assim apenas o terceiro QB novato a ultrapassar 4 mil jardas (os outros foram Cam Newton e Andrew Luck).

Jason Licht não escondeu que Koetter é um forte candidato, mas negou que o fato de vários times estarem pedindo permissão para conversar com o coordenador ofensivo sobre vagas de técnico (entre eles Miami Dolphins e San Francisco 49ers) tenha impactado na decisão de demitir Lovie Smith.

“Ele formou um bom currículo para ele neste ano. Historicamente, foi o melhor ataque que tivemos aqui em Tampa Bay. Ele é um bom comunicador. Ele faz grandes coisas com Jameis. Há muitos bons técnicos de futebol americano por aí e Dirk é um deles”, frisou o general manager.

O ataque dos Bucs ficou em quinto em corridas, muito por causa do running back Doug Martin, que foi o segundo da NFL em jardas corridas, com 1.042, foi o 17º em passe e o quinto no geral.

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