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Ejeções e suspensões por pancadas ilegais devem ser raras na NFL

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(Crédito: Twitter/reprodução)

A National Football League está preparada para ejetar e/ou suspender jogadores por certos tipos de pancadas ilegais na temporada 2017, mas oficiais da liga disseram nesta quinta-feira (23) que essa medida deve acontecer raramente, se for o caso.

Nenhuma mudança de regra relacionada a isso é esperada, o que reduz os temores de que a NFL possa adotar algo como a regra de ‘targeting’ utilizada pela NCAA. No futebol americano universitário, vale lembrar, os jogadores são penalizados e podem ser expulsos por acertarem de forma brusca os adversários que não estão em condições de se proteger do contato, sobretudo quando isso ocorre com a parte de cima do capacete (crown of the helmet).

“Esta não é uma situação generalizada. Esta é uma situação em que há certas jogadas em nosso esporte que queremos que saia do jogo, e nós só queremos ter a certeza de que os jogadores sejam avisados que, se esses tipos de ações (acontecerem), então eles poderiam estar sujeitos a suspensão”, falou Rich McKay, presidente do Atlanta Falcons e do Comitê de Competição da NFL.

Os árbitros da NFL já têm há muito tempo a autoridade de expulsar jogadores pelo que o livro de regras estabelece como incidentes “flagrantes” de força desnecessária, mas raramente fazem isso. “Flagrante”, segundo o livro de regras da National Football League, é uma ação “extremamente questionável, conspícua, desnecessária, evitável ou gratuita”.

As pancadas flagrantes resultaram, de maneira mais comum, em multas pesadas aos atletas responsáveis.

Os proprietários de franquia, general managers e técnicos da National Football League vão se reunir na semana que vem em Phoenix, no Arizona, para o encontro anual da liga. De acordo com McKay, o Comitê de Competição vai exibir um vídeo mostrando “quatro ou cinco” casos da temporada passada que poderiam ter terminado com ejeções ou suspensões.

A esperança do Comitê é que pancadas desse tipo sejam reduzidas de quantidade por meio de ameaças de uma punição mais rigorosa sem ter que fazer, efetivamente, mudanças nas regras.

Troy Vincent, vice-presidente executivo de operações da NFL, disse que as jogadas do vídeo foram “catastróficas”, mas numerou “muito poucas” do tipo em relação às 40 mil jogadas em média que ocorrem a cada temporada.

Entre outras mudanças relacionadas à segurança que serão discutidas na próxima semanas estão a proposta do Philadelphia Eagles de reduzir a duração da prorrogação em jogos de temporada regular e pré-temporada de 15 para 10 minutos, e uma proibição do salto sobre a linha de scrimmage na tentativa de bloquear um field goal ou extra point.

Segundo McKay, a NFL quer limitar o tempo da prorrogação de maneira a minimizar a exposição dos jogadores, já que suas equipes podem ter um jogo na quinta-feira da semana seguinte e isso significa menos tempo de recuperação. Já a regra do salto impediria que os atletas se coloquem em posições perigosas ou estranhas ao saltar sobre os oponentes.

Confira outros tópicos de mudanças de regras que serão debatidos:

– Dean Blandino, vice-presidente de arbitragem da NFL, deu detalhes sobre o plano da liga de melhorar a dinâmica e o ritmo dos jogos após extra points e no intervalo. Haverá um relógio de 40 segundo após extra points ou field goals que não chutados após timeouts e o tempo de intervalo será de exatos 13min30s.

– O Comitê de Competição vai propor uma segunda temporada de experimentação da regra mudada em 2016 que colocou o touchback na linha de 25 jardas. Isso reduziu o número de retornos na temporada passada em 1,8%, o que fez com que houvesse retornos em apenas 39,3% das situações, menor marca da história da NFL. Essa medida seria avaliada novamente após a temporada 2017.

– O Comitê também está recomendando a aprovação permanente da regra de ejetar jogadores que cometam duas de certos tipos de penalidade de força desnecessária. Essa regra resultou em três expulsões em 2016.

– Segundo Blandino, os árbitros vão contribuir para decisões tomadas após o replay, mesmo que a autoridade final seja transferida para o centro de arbitragem da NFL, em Nova York.

– O Seattle Seahawks e o Buffalo Bills apresentaram uma proposta de regra que permite que todas as decisões de arbitragem sejam passíveis de revisão por replay, mas é altamente improvável que a proposta seja aprovada.

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