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Eddie George, o maior ídolo do Tennessee Titans

Eddie George Titans

Como um aquecimento para a temporada 2021/22 da NFL, o Quinto Quarto pediu aos setoristas dos 32 times para escreverem e homenagearem os ídolos. Assim, trago para vocês a história de Eddie George, o maior ídolo do Tennessee Titans, e outros nomes tão lembrados quanto. Para começo de conversa, devo destacar que o ex-running back defendeu a equipe enquanto Houston Oilers e depois da mudança.

Há dois consensos na torcida dos Titans: Eddie George e Steve McNair. Ao longo dos anos, considerei os dois como os maiores ídolos da franquia, mas há atletas de épocas recentes que foram os responsáveis por me tornar torcedora. Um deles é o Chris Johnson e, o outro, o Delaine Walker. Mas, conversando com meus amigos do grupo Titans Brasil, existente desde 2016, e que em 2020 sofreu um impulso enorme quando eu divulguei na “ESPN” e alcançou os +80 membros, resolvi escolher falar apenas do Eddie.

EDDIE GEORGE

Edward Nathan George Jr. é um ex-jogador que atuou como RB na NFL durante nove temporadas. Formado em Arquitetura e Urbanismo, ele representou a faculdade de Ohio State ao ser escolhido na 14ª posição na primeira rodada do Draft de 1996 pelo Houston Oilers. Um dos principais atletas da equipe, Eddie acompanhou a mudança para o Tennessee, a qual resultou no surgimento dos Titans, com sede em Nashville. Por lá, jogou de 1996 a 2003, finalizando sua carreira em 2004 defendendo o Dallas Cowboys.

COLLEGE

Na faculdade, em 1992, George já dava indícios de que seria grande, mas que precisaria colocar a cabeça no lugar. Em seu ano de calouro, ele foi capaz de protagonizar momentos para lá de especiais, mas outros terríveis. Segundo sites especializados, o jogador começou com tudo ao anotar três touchdowns contra Syracuse. O problema, porém, veio depois: em uma partida diante da Universidade de Illinois, ele sofreu dois fumbles que resultaram em pontos para o adversário. O jogo foi um enorme ‘soco no estômago', pois atrapalhou seu desenvolvimento após uma temporada de 25 corridas e cinco TDs. 

A virada na vida de Eddie veio em 1994 quando ele assumiu o papel de principal corredor do time. Naquele ano, ele correu 1.442 jardas e anotou 12 touchdowns. No ano seguinte, já como veterano, George estabeleceu um recorde na faculdade ao correr 1.927 jardas e anotar 24 touchdowns, além de receber 44 passes para 399 jardas. Ele foi ainda vencedor do Troféu Heisman de melhor jogador da temporada universitária. Tudo isso (e, mais!) deram a ele um lugar no Hall da Fama do College em 2011.

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Apesar de demorar a engrenar na carreira universitária, Eddie George chegou à NFL atropelando todo mundo. Draftado em 1996, com a marca de 1368 jardas corridas e oito touchdowns, além de 23 recepções e 182 jardas, ele foi eleito o Rookie Of the Year. Mais importante do que seus números individuais, Eddie foi o principal jogador da fantástica campanha do Tennessee Titans rumo ao Super Bowl XXXIV. O running back de quatro aparições no Pro Bowl, viu sua equipe recém realocada alcançar a final do campeonato e coroar uma nova ideia para a franquia. Infelizmente, aquele time protagonizou uma das piores lembranças para os fãs.

Em 30 de janeiro de 2000, os Titans enfrentaram o (então) Saint Louis Rams e perderam de forma dramática. Relatos da época contam que o duelo foi bastante defensivo nos primeiros quartos, o que explica o placar de 9 (três field goals) a 0 para os Rams no primeiro tempo. Na virada dos períodoas, eles anotaram um TD e ampliaram o placar em 16 a 0. A reação dos Titans veio com 16 pontos consecutivos e um empate com pouco mais de dois minutos no cronômetro.

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A equipe de Nashville, no entanto, perdeu da pior forma naquela situação. Após os rivais marcarem um TD com uma recepção de 73 jardas, os Titans de Eddie George foram barrados na linha de UMA jarda. A jogada protagonizada pelo linebacker Mike Jones, que parou o wide receiver Kevin Dyson, ficou conhecida com a One Yard Short (Uma jarda curta, em tradução literal), e deu o título ao Saint Louis Rams.

Apesar da dolorosa derrota, Eddie George foi um dos principais nomes dos Titans na temporada. Em 1999-2000, ele teve 1304 jardas e nove TDs, além de 47 recepções, 458 jardas e quatro TDs. Até mesmo na grande final da competição ele foi o destaque, embora não tenha sido uma exibição primorosa. Mesmo com apenas 95 jardas, ele anotou dois touchdowns, e teve ainda duas recepções para 35 jardas. Ao lado dele na lista dos melhores? Apenas Steve McNair.

STEVE MCNAIR

O maior impasse na eleição de Eddie George como o maior ídolo dos Titans é a existência do quarterback Steve McNair. O famoso número 9 foi draftado antes do RB, em 1995, também enquanto a franquia estava em Houston, como a terceira escolha geral. Muitos fãs e até veículos da mídia esportiva entendem que quem melhor representou a equipe foi ele, principalmente quando chegou a conquistar o prêmio de MVP em 2003, dividindo atenções com Peyton Manning, do Indianápolis Colts.

“Air” McNair também recebeu o prêmio Walter Payton, dado para o jogador envolvido em trabalhos voluntários durante a temporada. Além disso disputou quatro playoffs e esteve em três Pro-Bowls. Após dois anos com o Baltimore Ravens, ele encerrou a carreira em 2008. Em 04 de julho de 2009, Steve foi encontrado morto ao lado de Sahel Kazemi, que o assassinou e cometeu suicídio em seguida.

CHRIS JOHNSON

Quando eu comecei a torcer pelo Tennessee Titans, acabei tendo logo de cara alguém para acompanhar. Esse alguém foi Chris Johnson. Em 2013, quando decidi virar torcedora, ele já havia ido três vezes ao Pro-Bowl (2008-10) e tinha sido eleito ao time da temporada em 2009. Àquela altura, CJ2K já era um dos principais jogadores da NFL e batia de frente com Eddie George como o melhor running back da história da franquia.

Chris Johnson faz parte de uma seleta lista, que agora abriga Derrick Henry, de corredores que conseguiram duas mil ou mais jardas em uma só temporada. Em 2009, ele teve 358 corridas para 2006 jardas e 14 touchdowns. E, recebendo, Chris também não era de se jogar fora. Naquela temporada, ele teve 50 recepções para 503 jardas e dois touchdowns. Como diz o “Bleacher Report”, CJ teve apenas uma exibição com esses números, mas a glória dele está no fato de estar em um grupo fechado.

DELAINE WALKER

Pessoalmente, é o meu maior ídolo no Tennessee Titans. Delanie Walker sempre foi tudo e mais um pouco, um tight end acima da média, de outro mundo. Infelizmente, várias lesões entre as temporadas de 2018 e 2019 o tiraram da equipe e eu fiquei viúva. Para mim, ele fazia chover. Grandalhão, esguio, rápido, inteligente. Poucos TEs na NFL são assim. Nos Titans não temos isso hoje em dia, apesar de eu adorar o Anthony Firkser.

E, o mais legal da minha história com o jogador é que ele estava no San Francisco 49ers na temporada que eu comecei a acompanhar o esporte. Por pouco ele não foi campeão do Super Bowl ao lado de Colin Kaepernick, meu queridinho na época. Mas, no ano seguinte lá estava Delanie no Tennessee. Em sete anos, o camisa 82 teve 381 recepções para 4423 jardas e 28 touchdowns. Ele até se arriscou como corredor e terminou sua “tentativa” com cinco corridas, 45 jardas e um touchdown. Além disso, teve sua melhor temporada com a camisa azul e branca: em 2015 foram 94 recepções para 1088 jardas e seis touchdowns. Nada mal, não é?

O VEREDITO

Enfim, sempre que se fala em ídolos uma polêmica é criada. No entanto, cada um é livre para admirar o seu favorito e para dar um jeito de encaixá-lo nas prateleiras mais altas do Hall da Fama da equipe.

Foto destaque: Reprodução/Twitter/Tennessee Titans

*Bibliografia: Bleacher Report, American Football Database, Pro-Football Reference e NFL.
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