NFL

Drew Brees provavelmente não contaria à esposa se sofresse uma concussão

Drew Brees, quarterback do New Orleans Saints

(Crédito: Instagram/reprodução)

Gisele Bünchen trouxe à tona uma grande polêmica na última quarta-feira (17), quando ela declarou em entrevista que seu marido, o quarterback Tom Brady, do New England Patriots, sofreu uma concussão no ano passado que não foi registrada. E, após os comentários, foi a vez de Drew Brees tocar no assunto.

Em participação no Dan Patrick Show, nesta quinta-feira (18), o quarterback do New Orleans Saints foi questionado sobre o time. O camisa 9 afirmou que, provavelmente, não contaria à sua esposa Brittany se sofresse um trauma na cabeça durante uma partida da National Football League.

“Eu não quero que ela se preocupe”, falou Brees no programa.

O astro dos Saints concordou com a ideia de que relatar concussões por conta própria é uma “área cinzenta”, porque os jogadores não sabem sempre quando sofreram concussões e que eles também podem ser muito competitivos para aceitarem sair de um jogo.

Drew Brees, inclusive, voltou a contar uma história sobre como ele não se retirou por conta própria de um jogo depois de sofrer a única concussão documentada de sua carreira, em 2004, com o San Diego Chargers.

“Eu sabia que algo não estava certo. Sabia que eu estava com uma concussão”, falou. “Mas eu não saí do jogo. Quero dizer, eu fiquei no jogo e joguei o máximo que pude até que, finalmente, um treinador me puxou de lado e disse: ‘estou olhando para você aqui, e você não vai mais jogar’ (…) E é por isso que é difícil mudar essa mentalidade para os caras. Quando você está no calor do momento, no calor da batalhe e é competitivo, você não quer se retirar. É por isso que os protocolos de concussão estão em vigor, onde você tem os consultores neurológicos independentes, médicos e os árbitros. Todo mundo deveria estar olhando”, completou.

Também no Dan Patrick Show, Brees ressaltou que ele não concorda com a ideia de reduzir o tempo da prorrogação na NFL de 15 para 10 minutos “porque mais jogos vão terminar em empates agora”.

O QB da franquia de Louisiana frisou que seria favorável à ideia de utilizar a regra de prorrogação adotada no futebol americano universitário.

“Eu gosto (das regras de prorrogação do college). Eu gosto. É emocionante, certo? Você está limitando o número de jogadas enquanto você dá ao time a bola na linha de 20, 25 jardas. Eles já estão na red zone, já estão em posição de pontuar, seja um field goal ou touchdown. Eu acho que você está reduzindo o número de jogadas, é emocionante para os torcedores, é o futebol americano situacional. Então, eu não iria me opor a fazer algo assim”, opinou.

Ao ser questionado sobre algo que ele mudaria na NFL, o signal caller voltou a tocar no aspecto do poder do comissário Roger Goodell de aplicar punições aos times e jogadores. O tema tem sido um tópico constante desde os tempos em que Brees era um dos líderes da NFL Players Association (NFLPA), união que representa os atletas da liga, e também deriva da crença do QB de que o técnico Sean Payton e o New Orleans Saints foram punidos de maneira injusta após a investigação da liga sobre o caso Bountygate.

“Eu não acho que alguém confiaria em uma investigação liderada pela liga (agora)”, afirmou Brees, citando “nenhuma credibilidade e nenhuma transparência”.

Drew Brees fez várias participações em programas nesta quinta, como parte de um tipo diferente de campanha de saúde (chamada ‘The Heat Factor’) para promover conscientização sobre os sinais e sintomas do golpe de calor relacionado com o esforço (hipertermia), particularmente no ensino médio e com jogadores mais jovens.

Confira alguns outros tópicos abordados por Brees na imprensa:

– Ao programa Good Morning Football, da ‘NFL Network’, Brees falou que o running back Adrian Peterson, recém-contratado pelo New Orleans Saints, “obviamente trazer outra dimensão ao backfield de qualquer um”, mas o quarterback ressaltou que Mark Ingram é “um dos melhores running backs na liga”.

– Em participação no NFL Live, da ‘ESPN’ norte-americana, Brees disse crer que é uma “transição natural” para quarterbacks como Tony Romo e Jay Cutler do campo para as equipes de transmissão de TV, devido ao “nível de conhecimento sobre o esporte” que a posição requer.

– Atualmente com 38 anos, o quarterback dos Saints reiterou que “absolutamente” acha que pode jogar até os 45 anos, se for isso que ele quiser fazer. Contudo, Brees pontuou que ainda está “no calor do agora” para pensar sobre quando sua carreira vai acabar.

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