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Drew Brees faz duras críticas: comissário Roger Goodell tem muito poder

(Crédito: Twitter/reprodução)

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O quarterback Tom Brady, do New England Patriots, teve uma suspensão de quatro jogos por seu suposto envolvimento com o Deflategate restabelecida nesta semana. A corte federal de apelações alegou que o poder do comissário Roger Goodell, da National Football League, de aplicar punições está previsto no acordo coletivo de trabalho, mas o tema segue gerando polêmica.

E, agora, foi a vez de Drew Brees se manifestar sobre o tema. O quarterback do New Orleans Saints criticou de forma contundente a habilidade de Goodell de servir como “juiz, júri e executor” e frisou que isso tem sido um “olho roxo” para a liga.

“Acho que todos concordaríamos que ele, definitivamente, tem muito poder. Ele é juiz, júri e executor no que diz respeito à disciplina. Eu não vou confiar em nenhuma investigação conduzida pela liga sobre qualquer coisa. Não é algo transparente”, declarou o camisa 9 da franquia da Louisiana, em entrevista ao site da revista ‘Sports Illustrated’.

Brees falou com outros veículos de imprensa nesta terça-feira (26) e o assunto veio à tona em mais de uma oportunidade, sendo que o signal caller não teve receio de expressar suas opiniões.

“Esqueça os problemas em pauta aqui com o Deflategate ou como quer que você queira chamar isso. Eu acho que esse foi um caso novamente no qual a autoridade do comissário foi questionada e a liga vai fazer o que puder para assegurar que eles sabem que ele (Goodell) está em posição para fazer esses tipos de decisões unilaterais, e não há nada que se possa fazer sobre isso”, afirmou o jogador dos Saints, em entrevista ao programa ‘The Dan Patrick Show’.

Drew Brees, que já foi por muito tempo membro do comitê executivo da NFL Players Association (NFLPA), união que representa os atletas da liga, criticou em mais de uma oportunidade o poder dado a Roger Goodell. O quarterback segue com suas observações sobre o tema desde que o New Orleans Saints foi severamente punido pelo caso conhecido como Bountygate, em 2012, quando foi descoberto que havia um esquema de recompensas para jogadores da organização quando tirassem adversários de campo.

“Nós fomos testemunhas disse em Nova Orleans, em primeira mão. Há muita desconfiança da perspectiva dos jogadores e dos torcedores. Nada é transparente em relação a isso. Acontece a portas fechadas e você sempre sente que há uma ordem em jogo”, apontou Brees, no ‘The Rich Eisen Show’.

Durante o caso Bountygate, os quatro jogadores envolvidos tiveram suas punições retiradas pelo ex-comissário Paul Tagliabue, que foi apontado por Goodell como o responsável por liderar as apelações, mas o técnico Sean Payton, que acabou sendo suspenso, acabou não tendo como buscar a anulação de sua punição, assim como outros executivos e treinadores que foram penalizados.

“No final das contas, todos aqueles (jogadores) foram vindicados. Mas, infelizmente, o dano está feito, suas reputações sofreram um abalo e a percepção é que havia algo acontecendo, porque é isso que a liga empurrou pela sua garganta com isso”, falou Brees, que disse ao ‘Dan Patrick Show’ que a condução da NFL na investigação do Bountygate foi impulsionada pelo ambiente naquele momento. “A liga estava sob tal pressão em relação à saúde e segurança dos jogadores. Eles estavam sendo martelados sobre a negligência deles no que se refere em comunicar as informações que eles tinham sobre os efeitos a longo prazo das lesões na cabeça e no pescoço. E isso foi bem no meio dos processos de concussão e várias mortes prematuras de vários jogadores por causa dos efeitos dessas lesões. E então eles precisavam de algo que mostraria que eles estavam tomando uma posição muito firme em relação à saúde e segurança dos jogadores. Por isso, foi meio que uma tempestade perfeita onde eles tiveram a oportunidade de liderar essa investigação contra os Saints, mas meio que com um resultado pré-determinado”, completou o QB.

Depois de a punição a Brady ser restabelecida, Roger Goodell defendeu seus poderes de punição nesta terça, em entrevista à ‘Bloomberg TV’, e se disse satisfeito com a decisão da corte de apelação.

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