NFL

Draftar um running back com uma escolha alta é uma sacanagem… com o atleta – vide Saquon Barkley

Saquon Barkley, running back do New York Giants

Vejam: 2.344 jardas, 17 TDs corridos, 1.219 jardas e 6 TDs no jogo aéreo em 31 jogos. Saquon Barkley é um excelente jogador. O coitado ganhou nove partidas desde que entrou na liga, em 2018, perdendo 25. O New York Giants estava no fim da era Eli Manning, que se estendeu demais, quando escolheu o astro de Penn State. E a transição para um novo momento da franquia não está sendo nada fácil.

Agora, a terceira temporada de Saquon Barkley já era e, depois de uma lesão séria no joelho, o running back até pode voltar bem – Adrian Peterson que o diga – mas sua carreira entra em uma segunda fase. Tomara que melhor que a de Todd Gurley.

Ser escolhido no topo do Draft é uma honra, mas para running backs, isso significa chegar em equipes que estão se reformulando ou são realmente muito ruins. Enquanto Alvin Kamara (este uma escolha de terceira rodada) teve a sorte da vida em chegar aos Saints com Drew Brees e Michael Thomas, e Clyde Edwards-Helaire vai agradecer aos céus por ter caído até o fim da primeira rodada e desembarcado em Kansas City, a carreira de Barkley pode ter ido pro espaço porque ele foi draftado onde não deveria ter sido draftado.

Já falamos mil vezes neste nobre site chamado Quinto Quarto sobre a maldição dos running backs e como eles são desvalorizados quando chega o momento de um segundo contrato. Digo de novo: é uma sacanagem eles terem que esperar quatro anos de NFL, depois de três – pelo menos – de universidade – para ganhar um contrato aproveitando o “livre” mercado. Lembrando que o contrato de calouro tem valores pré-estipulados.

Então vamos dar a versão resumida de seis anos de textos: um running back espetacular é incrível de se ver, mas ele pode se machucar facilmente – é uma posição de contato em todas as jogadas – dá para draftar bons running backs na terceira, quarta, quinta rodada (raramente se drafta um bom left tackle da mesma forma) e é possível substituir a produção de um bom running back por dois “medianos”.

O Super Bowl LIV teve Damien Williams contra Raheem Mostert. Os Patriots por anos usaram vários running backs para diferentes necessidades – Dion Lewis uma hora, James White para outra – e os Eagles venceram o Super Bowl usando pelo menos três running backs diferentes: Jay Ajayi, LeGarrette Blount e Corey Clement.

Um quarterback pode chegar em uma franquia e ver sua equipe se formar em torno dele. Joe Burrow vai levar bastante pancada e vai ter que tolerar alguns drops porque o Cincinnati Bengals está em reformulação. Saquon Barkley chegou em uma franquia que não ia a lugar nenhum depois de quase 700 carregadas e mais de 100 recepções em Penn State e todas as pancadas do mundo. Ele não tem tempo a perder. Os Giants já comeram uma boa parte da vida útil de sua carreira profissional.

Nesta segunda (21), ele deletou todas suas fotos do Instagram, inclusive as que ele estava de uniforme dos Giants, deixando apenas uma homenagem a Kobe Bryant. Em 2020, isso é um péssimo sinal para os torcedores do Big Blue. Só será pior se sair a informação que ele procura casas em Miami.

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