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Especial Draft NFL 2019: os seis quarterbacks mais cobiçados

NFL Draft

O Draft NFL 2019 está chegando (começa no dia 25 de abril) e, conforme nos aproximamos do evento mais importante da offseason da National Football League, nós do Quinto Quarto vamos começar a falar cada vez mais dos jovens jogadores universitários que estão prestes a se tornarem profissionais. E, neste texto, chegou o momento de trazermos um pouquinho dos principais quarterbacks desta classe de 2019.

Afinal, os QBs são sempre os astros do show, os jogadores que 33 dos 32 times da liga estão buscando de tempos em tempos e são eles que aparecem como protagonistas dos filmes de futebol americano na Sessão da Tarde.

Então, vamos trazer um resuminho de cada um dos seis signal callers que são cotados para serem os primeiros escolhidos pelos times que estão sedentos por QBs.

Ah, e antes de tudo, eu acho bom ressaltar que este não é exatamente um ranking. Mas tentei ao menos chegar o mais próximo possível da ordem em que eles devem ser selecionados. Que os dois principais prospectos da posição são Murray e Haskins não há dúvidas, mas qual deles será escolhido primeiro só o tempo vai nos contar…

Vamos às feras?

Kyler Murray (Oklahoma)

Kyler Murray, quarterback da Universidade de Oklahoma

(Crédito: Twitter/reprodução)

Cada vez mais sendo cotado para a primeira escolha geral do draft, Kyler Murray pode ser resumido em uma única palavra: explosivo. Com a camisa dos Sooners, ele completou 69% de seus passes (260 de 377) para 4.361 jardas, 42 touchdowns e sete interceptações na temporada 2018. Mas é no chão que ele chama realmente a atenção, com 1.001 jardas corridas (média de 7,2 jardas por carregada) e 12 touchdowns pelo solo.

Murray não tem o tamanho ‘ideal’ (bem entre aspas porque isso não é tudo) para a posição de QB, mas é muito ágil, tem uma força no braço de encher os olhos. Ainda tem que trabalhar um pouco precisão nos lançamentos para jogar na NFL. Mas tem absolutamente todas as ferramentas necessárias para ser um excepcional quarterback na NFL. Aparentemente, vale o investimento de uma escolha bem alta.

Dwayne Haskins (Ohio State)

Dwayne Haskins, quarterback da Universidade de Ohio State

(Crédito: Twitter/reprodução)

Eis um nome que os times que precisam de um ‘franchise QB’ já estão de olho. Haskins teve uma temporada 2018 muito produtiva com a camisa dos Buckeyes e acertou 70% de seus passes (373 de 533) para 4.831 jardas, 50 touchdowns e oito interceptações. Ele também anotou quatro TDs terrestres, mesmo não sendo um atleta conhecido pela mobilidade.

Considerado por muitos o melhor quarterback da classe de 2019, Haskins é o tradicional pocket passer e não é muito afeito às firulas no estilo Russell Wilson ou mesmo do QB que está acima neste texto. Ele tem força no braço e precisão para ter sucesso em nível profissional, contudo há algumas preocupações com sua experiência, mobilidade e eventual transição à NFL. Mas ele sairá na primeira noite de draft com toda certeza.

Drew Lock (Missouri)

Drew Lock, quarterback da Universidade de Missouri

(Crédito: Twitter/reprodução)

Outro quarterback que tem grandes chances de sair ainda na primeira rodada ou, no máximo, na segunda, Drew Lock tem um porte físico de signal caller tradicional. Vestindo a camisa dos Tigers em 2018, ele completou 62,9% de seus lançamentos para 3.498 jardas, 28 touchdowns e oito interceptações. Também correu para 175 jardas e seis TDs.

Lock é detentor de um estilo muito agressivo de jogar na posição, o que também gera turnovers eventualmente (Brett Favre feelings). No entanto, ele tem uma capacidade atlética regular que é capaz de fazê-lo fazer alguns bons passes sob pressão e também de sair do pocket para estender jogadas. É um QB que precisa melhorar o trabalho de pés (o que ajuda nos passes) e a dosar a agressividade ao fazer seus lançamentos, mas com certeza tem aquele X que é preciso para ter sucesso na NFL.

Daniel Jones (Duke)

Daniel Jones, quarterback da Universidade de Duke

(Crédito: Twitter/reprodução)

Este é um prospecto provavelmente para final de primeira rodada/começo de segunda. Na temporada 2018 do college football, Jones acertou 60,5% de seus passes para 2.674 jardas, 22 touchdowns e nove interceptações com a camisa dos Blue Devils, além de ter anotado três TDs terrestres.

É um QB alto, um pocket passer com boa habilidade ao soltar a bola, braço razoavelmente forte e grande precisão na curta/média distância. Ainda tem coisas a ajustar no trabalho de pés e também precisa ajustar seus passes longos, já que tem uma tendência a deixar a bola muito tempo no ar ou então a forçar lançamentos campo abaixo. Outra coisa em que precisa melhorar é no senso de ‘urgência’ ao ser pressionado pelos defensores. É um QB mais cru em comparação aos três citados acima.

Ryan Finley (NC State)

Ryan Finley, quarterback da Universidade de NC State

(Crédito: Twitter/reprodução)

Finley é considerado um dos quarterbacks desta classe de 2019 com maior capacidade de leitura de defesas e de lançar baseado no que vê do time adversário. Na temporada 2018 do futebol americano universitário, ele completou 67,4% de seus passes para 3.928 jardas, 25 touchdowns e 11 interceptações com a camisa do Wolfpack.

É um jogador com enorme capacidade de processar rapidamente as informações, algo que ele tem para compensar a falta de potência no braço. Demonstra bom equilíbrio no pocket e não é do tipo que força a bola, tendendo mais a aproveitar os buracos em defesas por zona para soltar o seu jogo. Contudo, precisará provar em nível profissional que sabe improvisar quando a leitura inicial não é aquela que pensou e como vai compensar a falta de um braço mais potente.

Will Grier (West Virginia)

Will Grier, quarterback da Universidade de West Virginia

(Crédito: Twitter/reprodução)

Um pouco como Finley, Grier é um quarterback que tem boa capacidade de ler as defesas pré-snap e que consegue soltar a bola rapidamente em rotas mais curtas. Com a camisa dos Mountaineers em 2018, ele acertou 67% de seus passes para 3.864 jardas, 37 touchdowns e oito interceptações, além de ter anotado três TDs terrestres.

Grier tem um grande timing para lançar em rotas mais longas, mas também preocupa em relação à força de seu braço para passes mais profundos no campo. É um signal caller que peca um pouco nas tomadas de decisões e precisará mostrar que tem a chance de mudar isso para ter sucesso na NFL, já que na liga ele não poderá cometer tantos erros não forçados pela defesa.

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