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Redzone: Draft NFL 2017 – Forte contra quarterbacks, fraco para quarterbacks

    Camisas NFL draft(Crédito: Instagram/reprodução)

O draft de 2017 da National Football League está chegando. A primeira rodada será realizada nesta quinta-feira (27), com a segunda e a terceira rodadas ficando para a sexta (28), e as quatro últimas rodadas para o sábado (29). Mas sabemos que muitos de vocês estão perdidos e o Quinto Quarto está aqui para ajudá-los.

Como desejamos ser mais didáticos, resolvemos bolar uma breve análise do que você irá encontrar no processo seletivo de atletas universitários deste ano. E, para isso, vamos trazer alguns nomes que prometem dar o que falar.

Draft NFL 2017: o que tem de bom?

Respondendo à essa pergunta aí de cima, primeiro vamos traçar um breve panorama da classe de prospectos em 2017. O draft da NFL neste ano promete ser mais focado em defesas. São os defensores, sobretudo os pass rushers e alguns jogadores de secundária que mais estão dando o que falar.

Bom, e impossível não começar este tópico sem mencionar Myles Garrett. Defensive end de Texas A&M, ele é o principal cotado para ser o primeiro escolhido de maneira geral. Todos os maiores analistas de draft dos Estados Unidos o colocam como melhor jogador do draft em termos gerais e é difícil imaginar que ele não seja o primeiro nome anunciado pelo comissário Roger Goodell na noite de quinta.

Garrett é um pass rusher bastante atlético e com excelente tamanho geral (1,93 m de altura e 123 kg), o que parece ter animados os times que estão precisando de reforços no front seven. Ele é ágil e tem explosão, mas tem sido um tanto quanto criticado (inclusive por Warren Sapp) por não se esforçar tanto quanto deveria durante um jogo. Nada que deva o impedir de ser o primeiro selecionado, mas é óbvio que ele precisa de ajustar para atuar em nível profissional.

Entre outros nomes de linha defensiva que podemos mencionar entre os atletas com bom potencial e que devem ser selecionados ainda na primeira rodada estão Solomon Thomas, defensive end de Stanford, Derek Barnett, defensive end de Tennessee, e Jonathan Allen, defensive tackle de Alabama.

Como mencionei a secundária, nomes como Jamal Adams, safety de LSU, e Malik Hooker, safety de Ohio State, estão bem cotados. Mas a posição de cornerback é a que mais enche os olhos entre os defensive backs no draft.

Desses, Marshon Lattimore, de Ohio State, é o mais bem avaliado pelos especialistas de forma geral e pode sair ainda no top 5. O atleta natural de Cleveland é bastante atlético e conta com muita agilidade e rapidez para marcar os recebedores adversários, sabendo percorrer rotas com qualidade. Entre os pontos fracos estão a fraca capacidade de atrapalhar os receivers de iniciarem suas rotas perto da linha de scrimmage, a dificuldade de marcar quando está de costas para a jogada e algumas leituras abaixo da média, entre outros, mas são coisas que podem ser corrigidas.

Entre diversos outros bons nomes entre CBs, podemos mencionar Kevin King, de Washington, Gareon Conley, de Ohio State, e Adoree’ Jackson, de Southern California.

Calma, também há jogadores de ataque

Mas para não falar apenas em defesa, devemos ressaltar que a classe de atletas universitários desse ano também conta com bons running backs (ao menos em potencial) e essa parece ser a posição mais bem servida de opções para a parte ofensiva.

Quatro ou cinco running backs devem ser selecionados ainda nas duas primeiras rodadas. E o nome de maior destaque na posição neste ano é Leonard Fournette, de LSU, que é considerado um corredor mais tradicional, do tipo que causa impacto no backfield. É um jogador de bom porte físico e tem um conjunto de habilidades que chama a atenção. Entre os pontos fracos estão as falhas para percorrer rotas e agarrar passes, o que o torna uma arma ruim para o jogo aéreo, e a incapacidade em algumas situações de criar espaços para encaixar boas corridas.

Dalvin Cook, de Florida State, e Christian McCaffrey, de Stanford, são outros dois bons running backs que estão sendo cotados para saírem ainda na primeira rodada deste draft. Mas a posição realmente está recheada de bons nomes e poderíamos citar outros vários.

Uma coisa é praticamente certa: não veremos uma grande quantidade de jogadores de ataque entre os 10 primeiros escolhidos e isso diz muito sobre a classe deste ano.

Draft NFL 2017: tem quarterbacks bons?

Sempre vai ter algum quarterback no Draft, obviamente. Até na primeira rodada, mesmo que o talento na posição não seja alto, algum QB aparece porque sempre terá alguma franquia que está precisando desesperadamente de um líder para o ataque.

Olá Cleveland Browns.

Para 2017, não há um talento inegável e depois de dois drafts que tiveram número um (Jameis Winston e Jared Goff) e dois (Carson Wentz e Marcus Mariota) da posição, este ano a cadeia deve ser quebrada.

Deshaun Watson é inegavelmente um vencedor, tendo destruído a defesa de Alabama por dois anos seguidos e neste ano levando o título nacional. Só que ele teve problemas com precisão e interceptações. Sabe quem também teve isso? Jameis Winston. E o Tampa Bay Buccaneers com certeza não se arrepende de sua escolha de 2015.

Mas sempre que se fala em escolha no Draft, se fala em potencial e o termo “teto” surge. Watson até pode ter provado mais na universidade, mas isso para a NFL importa até um certo ponto, já que o lance é mostrar mais no profissional. Por isso Mitchell Trubisky foi tantas vezes citado entre os primeiros, à frente de Watson. Trubisky mostrou precisão, mobilidade e um braço forte. Então porque esse Deus da quarterbackância não é escolhido logo em primeiro pelos Browns? Porque ele só iniciou como titular 13 partidas em North Carolina. Selecionar ele com uma escolha alta é um risco tão grande como dar um contrato de US$ 72 milhões para um QB que iniciou seis jogos (cof cof Texans).

Patrick Mahomes II é outro quarterback comentado, especialmente nas últimas semanas quando a imprensa parece ter gostado mais de seus vídeos ou agentes fizeram bem o trabalho de dar visibilidade. Mahomes também mostrou boas ferramentas e potencial em Texas Tech e alguns mock drafts colocam ele sendo escolhido na primeira metade da primeira rodada. O que mais gosto, do site The Ringer, despacha Mahomes para ser reserva de Carson Palmer e aprender a ser agressivo com Bruce Arians em Arizona. Pode ser.

Linha ofensiva e recebedores

Os jogadores de linha ofensiva desta classe também não ganham muito amor, com várias pessoas que acompanham a NCAA culpando os esquemas simplificados de ataque das faculdades como a principal razão para o pobre desenvolvimento dos gigantes da OL. Na NFL, o jogo é complexo e rápido e os esquemas de proteção são de outro mundo se comparados com o jogo universitário.

Ryan Ramczyk de Wisconsin e Cam Robinson são dois dos citados para serem escolhidos ainda no primeiro dia, representando uma queda em relação a 2016, quando Ronnie Stanley, Jack Conklin, Laremy Tunsil, Taylor Decker e German Ifedi foram selecionados na primeira rodada.

E se em 2015 os wide receivers vieram por tonelada, agora pode esquecer isso. John Ross correu as 40 jardas no combine em 4,22 segundos, o que deve ter feito alguns olheiros espumarem de prazer pela boca pensando em um touchdown de 70 jardas. E Mike Williams, companheiro de crime de Deshaun Watson em Clemson deve ser o primeiro WR escolhido.

Mas se wide receivers não estão bombando, tight ends, que normalmente são escolhidos em rodadas mais para o meio, dessa vez nem tanto. O.J. Howard pode ser um alvo de red zone já no primeiro ano. David Djoku, da Universidade de Miami, é simplesmente um peso para qualquer defensor, já que é enorme (1,93 m) e rápido.

Coitados dos quarterbacks

Não é só que os quarterbacks não estão bem credenciados neste Draft. Todo os apoios dele também não estão em alta – linha ofensiva, wide receivers – e enquanto isso, jogadores que matam QBs desavisados por prazer, jogadores de secundária e até running backs que conseguem concentrar muitas jogadas do ataque são a commodity de valor no Draft de 2017. É quase um Draft anti-QB.

Isso não quer dizer que seja ruim, muito pelo contrário. E aqui no Quinto Quarto você encontrará uma cobertura completa em português.

Onde posso assistir?

Nosso leitor Diego Rodrigues dos Santos nos enviou a seguinte pergunta: “vai passar o draft em algum canal aqui no Brasil?
Nunca assisti, gostaria de ver para entender como funciona”.

Sim, Diego e demais amantes do futebol americano, a ESPN vai passar a primeira rodada do draft, ao vivo, às 21h (de Brasília).

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