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Doug Williams: quarterbacks reservas negros precisam de mais oportunidades

Doug Williams, ex-quarterback da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Você já ouviu falar no nome de Doug Williams? Se você começou a acompanhar futebol americano mais recentemente, é provável que não. Mas sem problemas. Nós do QUINTO QUARTO estamos aqui para ajudar.

No dia 31 de janeiro de 1988, Doug Williams se tornou o primeiro quarterback titular afro-americano a ser campeão de um Super Bowl, quando o seu Washington Redskins atropelou o Denver Broncos por 42 a 10, no Super Bowl XXII. Naquela decisão, o camisa 17 teve uma atuação espetacular, acertando 18 passes de 29 para 340 jardas, quatro touchdowns e uma interceptação, e faturou o prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da final.

Williams e sua apresentação incrível no maior jogo do esporte dos Estados Unidos podem ser considerados um marco para que os negros começassem a ter mais chances na posição mais glamorosa do futebol americano.

Nesta semana, Steve Wyche, da ‘NFL Network’, escreveu uma coluna sobre o assunto e o impacto de Doug Williams na decisão disputada há quase 30 anos pode ser visto atualmente. Cam Newton, do Carolina Panthers, Russell Wilson, do Seattle Seahawks, Jameis Winston, do Tampa Bay Buccaneers, e Tyrod Taylor, do Buffalo Bills, são alguns dos grandes representantes afro-americanos na posição de quarterback que estão brilhando na National Football League nos últimos anos.

Em participação no programa Up To The Minute Live, da ‘NFL Network’, nesta quinta-feira (23), Doug Williams se mostrou contente com a evolução dos signal callers negros, mas ainda não está satisfeito com a falta de oportunidade para os que estão nos bancos de reservas ao redor da liga.

“A única coisa com a qual tenho problema não é tanto com os caras que estão sendo titulares, que estão jogando, mas há uma enorme quantidade de jovens lá fora que não têm a oportunidade de se sentar naquela posição privilegiada. Estou falando sobre esse slot de quarterback reserva, esse cara do practice squad que tem a oportunidade de aprender. Esses são pontos que nós geralmente não recebemos”, declarou Williams. “Agora, você tem times como Buffalo, que tem três quarterbacks afro-americanos em seu elenco, ao mesmo tempo, e alguns outros times, mas quando você está falando sobre os 32 times e sobre o número de quarterbacks afro-americanos titulares nesta liga e todos os caras que poderiam ter se desenvolvido se tivessem a oportunidade, essa são coisas que acho que deixamos escapar. Não é sobre os caras que estão sendo titulares, porque se você pode entrar e jogar, ninguém vai negá-lo de qualquer maneira. Mas tem caras que ficam nesta liga por 90 anos e nem jogam”, finalizou.

O Buffalo Bills mencionado por Williams teve Tyrod Taylor como titular em 2016 e o reserva EJ Manuel, também negro, chegou a substituí-lo na semana 17, mas a mudança foi motivada por razões contratuais de Taylor mais do que pelo nível técnico. Os Bills, aliás, também já tiveram Thad Lewis como QB, que já rodou pela liga e atualmente não está em nenhuma equipe.

Outros exemplos ao redor da NFL são Colin Kaepernick, do San Francisco 49ers, que começou a temporada passada como reserva e assumiu posteriormente o posto de titular, tirando a vaga de Blaine Gabbert, e Robert Griffin III, atualmente no Cleveland Browns, que perdeu espaço em seus tempos de Washington Redskins.

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