NFL

Donald Trump faz duras críticas aos protestos de jogadores da NFL durante hino

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

(Crédito: Flickr)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez duras críticas aos jogadores da National Football League que estão protestando durante a execução do hino nacional dos EUA antes dos jogos. Na noite da última sexta-feira (22), o chefe de Estado inclusive deixou claro que gostaria que esses atletas fossem dispensados e encorajou os torcedores que se sentirem ofendidos a saírem dos estádios.

Falando durante um comício realizado em Huntsville, no Alabama, Trump foi enfático.

“Vocês não amariam ver um desses proprietários da NFL, quando alguém desrespeita nossa bandeira, dizer: ‘tire esse filho de uma p*** do campo agora. Fora. Ele está demitido! Está demitido!”, falou.

Trump ainda acrescentou que os protestos estão “prejudicando o esporte”.

Em comunicado divulgado neste sábado (23), Roger Goodell, comissário da NFL, respondeu às declarações de Donald Trump.

“A NFL e nossos jogadores estão em nosso melhor nível quando ajudamos a criar um senso de unidade em nosso país e nossa cultura. Não há melhor exemplo do que a incrível resposta de nossas franquias e jogadores aos terríveis desastres naturais que tivemos ao longo do último mês. Comentários de divisão como esse demonstram uma infeliz falta de respeito pela NFL, pelo nosso grande esporte e a todos os nossos jogadores, e uma incapacidade de entender a força esmagadora para o bem que nossos times e jogadores representam em nossa comunidade”, declarou Goodell.

O presidente Donald Trump foi além e afirmou que os árbitros estão “arruinando o esporte” ao darem faltas de 15 jardas para tackles “lindos”.

DeMaurice Smith, diretor-executivo da NFL Players Association (NFLPA), sindicato dos atletas da liga, também divulgou um comunicado em resposta aos comentários feitos pelo presidente dos Estados Unidos.

“Se Roger (Goodell) e os proprietários vão falar por si mesmos sobre suas opiniões em relação aos direitos dos jogadores e seu compromisso com a segurança dos jogadores ainda precisará ser visto. Essa união, contudo, nunca vai recuar quando se trata de proteger os direitos constitucionais de nossos jogadores como cidadãos bem como a segurança deles como homens que competem em um esporte que os expõe a grandes riscos”, frisou Smith.

A NFLPA divulgou um comunicado mais completo neste sábado, afirmando que não dá “nenhuma desculpa” por proteger os direitos de seus membros, incluindo a liberdade de expressão.

“A decisão deles não é diferente da tomada por inúmeros outros que se recusaram a deixar ‘o que eles fazem’ definir ou restringir ‘quem são’ como americanos. Nenhum homem ou mulher deveria ter que escolher um emprego que os obrigue a abdicar de seus direitos”, frisou a associação.

Colin Kaepernick, ex-quarterback do San Francisco 49ers, foi o responsável por iniciar a onda de protestos na NFL quando permaneceu sentado durante a execução do The Star-Spangled Banner em um jogo de pré-temporada em agosto de 2016. Durante a temporada regular de 2016, o signal caller modificou sua forma de protesto contra as injustiças raciais e sociais e passou a se ajoelhar durante o hino dos EUA.

Trump não mencionou Kaepernick ou nenhum outro jogador específico durante seu discurso desta sexta.

No começo deste ano, Trump tomou os créditos por Kaepernick não ter assinado com nenhum time da NFL desde que saiu dos Niners. Vale lembrar que Kap optou por sair de seu contrato com os 49ers em março e não fechou com nenhum time desde então.

“A única coisa que vocês poderiam fazer melhor é, se vocês verem isso, mesmo que seja apenas um jogador, deixar o estádio. Eu garanto que essas coisas vão parar. As coisas vão parar. Apenas peguem e saiam. Peguem e saiam. Não é o mesmo esporte mais, de qualquer forma”, esbravejou Trump.

Donald Trump ainda falou que a audiência da NFL está caindo “massivamente, massivamente” porque as pessoas preferem vê-lo. No ano passado, a audiência da NFL caiu 8% em relação a 2015.

As declarações de Trump geraram muitas reações de jogadores nas redes sociais (confira algumas delas abaixo).

“Nós ‘ficaremos no futebol americano’ quando vermos o progresso. Nosso líder da Nação não pode sequer dar um bom exemplo de como é ser um grande americano”, escreveu Davante Adams, wide receiver do Green Bay Packers.

“O comportamento do presidente é inaceitável e precisa ser abordado. Se você não condena esta retórica de divisão, você está tolerando isso”, falo Richard Sherman, cornerback do Seattle Seahawks.

Comments
To Top