NFL

Detroit Lions expressa apoio ao técnico após acusação antiga contra Matt Patricia

Matt Patricia, novo técnico do Detroit Lions

(Crédito: Instagram/reprodução)

Rod Wood, presidente do Detroit Lions, afirmou que não estava ciente de que Matt Patricia foi indiciado há 22 anos em um suposto caso de agressão sexual, mas ressaltou de forma veemente que a franquia não tinha nenhum arrependimento de contratá-lo como novo head coach nesta offseason.

A notícia foi apurada em primeira mão pelo jornal ‘Detroit News’.

Patricia tinha 21 anos de idade em 1996 e era estudante no Rensselaer Polytechnic Institute. Foi no spring break em South Padre Island, no Texas, quando a suposta agressão ocorreu, segundo o ‘Detroit News’.

As acusações foram apresentadas e Patricia e seu amigo, Greg Dietrich, foram indiciados por um grande júri sob uma acusação de agressão sexual, mas eles nunca foram julgados pelo caso.

O head coach dos Lions divulgou um comunicado na madrugada desta quinta (10) negando a acusação.

“Como alguém que foi falsamente acusado dessa acusação muito séria há mais de 22 anos, e nunca teve a oportunidade de se defender e limpar meu nome, acho incrivelmente injusto, decepcionante e frustrante que essa história tenha ressurgido agora com o único propósito de danificar meu caráter e reputação”, afirmou Patricia na nota oficial. “Eu firmemente mantenho a minha inocência, como sempre fiz. Eu nunca toleraria qualquer comportamento alegado e sempre vou respeitar e proteger os direitos de quem foi assediado ou é vítima de violência. Minhas prioridades seguem as mesmas – seguir adiante e me esforçar para ser o melhor treinador, professor e homem que eu puder”, completou.

Martha Ford, proprietária dos Lions, juntamente com Wood e o general manager Bob Quinn, emitiu um comunicado conjunto expressando apoio ao técnico.

A nota conjunta diz, em parte, que a acusação contra Patricia “foi indeferida pelo promotor a pedido do indivíduo queixoso antes do julgamento. Como resultado, Coach Patricia nunca teve a oportunidade de apresentar a sua versão ou limpar seu nome publicamente em um tribunal. Ele negou que houvesse qualquer base factual para a acusação. Não houve nenhum acordo com o indivíduo reclamante, não houve troca de dinheiro e não houve acordo de confidencialidade. Em conversas hoje com a gerência dos Lions, o repórter envolvido reconheceu que as acusações não foram comprovadas”.

“Como organização, o Detroit Lions leva a sério as acusações de agressão sexual e assédio. Coach Patricia foi centro de uma verificação de antecedentes padrão no processo de pré-contratação que não revelou esse problema. Nós falamos bastante com o técnico Patricia sobre isso, bem como com o advogado que o representou na época. Com base em tudo o que descobrimos, acreditamos e aceitamos a explicação do Coach Patricia e continuaremos a apoiá-lo. Vamos continuar a trabalhar com nossos jogadores e com a NFL para maior conscientização e a proteção das pessoas que são vítimas de agressão sexual ou violência”, finalizou o Detroit Lions na nota.

Rod Wood disse à publicação que ele e o general manager Bob Quinn não estavam cientes da acusação de Patricia há mais de duas décadas quando o contrataram. O presidente também disse ao jornal que estava confortável de ter o técnico na organização.

“Estou muito confortável com o processo de entrevistar e empregar Matt”, afirmou Wood ao ‘Detroit News’. “Eu vou dizer a vocês com 1.000 por cento de certeza que tudo o que aprendi confirmou o que eu já sabia e não teria mudado a nossa decisão de torná-lo nosso técnico principal”, completou o presidente da franquia de Michigan.

O jornal também apurou que a APG Security, uma empresa particular de investigação com sede em South Amboy, Nova Jersey, e escritórios em 21 estados, incluindo o Texas, havia solicitado os arquivos judiciais do caso envolvendo Patricia em janeiro. Não está claro se os Lions contrataram a empresa ou não para fazer uma checagem de antecedentes do treinador ou se foi outra pessoa que contratou a firma.

O ‘Detroit News’ afirmou em sua reportagem que o caso envolvendo Patricia e Dietrich não foi adiante na Justiça quando a suposta vítima não respondeu às tentativas de contato nas semanas seguintes ao suposto incidente e decidiu que não ia depor no caso.

Atualmente com 43 anos de idade, Matt Patricia foi contratado pelo Detroit Lions em fevereiro para substituir o demitido Jim Caldwell.

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